30-14
Janeiro 24, 1932
Cada visita de Jesus é portadora de verdades celestes. Quem vive na Divina Vontade está sob a chuva do ato novo de Deus. Exemplo da flor. Cada ato feito na Divina Vontade é um degrau. Ofício de mãe.
(1) Sentia-me toda pensativa sobre as tantas verdades que Jesus bendito me disse sobre sua
Divina Vontade, e enquanto sentia em mim o sagrado depósito de suas verdades, sentia ao mesmo tempo um santo temor do como as guardava em minha pobre alma, e muitas vezes malamente exposto, sem a atenção que convém a verdades que contêm valor infinito, e oh! Como gostaria de imitar os bem-aventurados, que enquanto conhecem tanto da Divina Vontade, não dizem nada a nenhum dos pobres peregrinos, têm-nas todas com eles, beatificam-se, felicitam-se, mas lá de cima não mandam nem uma palavra para fazer conhecer uma só verdade das muitas que conhecem. Mas enquanto isso eu pensava, meu amável Jesus, visitando minha pequena alma, com toda bondade me disse:
(2) “Minha filha, cada palavra que te disse sobre minha Divina Vontade, não foi outra coisa que
tantas visitas que te fiz, deixando em ti a substância do bem que cada uma de minhas palavras
contém, e não me confiando de ti, porque tu és incapaz de guardar uma só minha palavra, me
deixava em custódia do valor infinito de minhas verdades que punha em tua alma. Por isso seus
temores não são justos, estou Eu em guarda de tudo, são verdades celestiais, coisas do Céu,
desabafos de amor reprimidos de minha Vontade, e de tantos séculos. E antes de me decidir a
falar-te, já tinha decidido ficar em ti para guardar o que punha em ti, você entra na ordem
secundária, o primeiro guardião sou Eu. Agora, sendo estas minhas visitas portadoras de coisas
celestiais, as levarás contigo à pátria celestial como triunfo de minha Vontade, e como garantia de que seu reino não somente virá sobre a terra, senão que estabeleceu o princípio de seu reinar.
Aquelas que ficarão sobre o papel ficarão como memória perene de que minha Vontade quer reinar em meio às humanas gerações, e serão estímulos, incitações, súplicas divinas, força irresistível, mensageiros celestiais, condutores do reino de meu Fiat Divino, e também reprovações potentes a quem deveria ocupar-se em fazer conhecer um bem tão grande, e que por indolência e por vãos temores não deixá-las-ão girar pelo mundo inteiro, a fim de que levem a jubilosa nova da era feliz do reino da minha Vontade. Por isso abandone-se em Mim e deixe-me fazer”.
(3) Depois continuava meus atos na Divina Vontade, na qual tudo o que tem feito na Criação está
tudo em ato, como se agora a estivesse criando, para dá-las como desabafo de seu amor à
criatura, e como sou muito pequena não posso tomá-las todas juntas, e vou pouco a pouco até
onde posso chegar; e o divino amor espera-me em cada coisa criada para repetir e duplicar o ato
criante e dizer-me: “Olha quanto te amo, para ti as criei, por ti conservo o ato criante em ato, para te dizer não só com palavras, mas com os fatos: ‘Te amo’, te amo tanto que estou afogado de amor, anseio, deliro, porque quero ser amado, tanto, que com criar a Criação antes de ti, te
preparava o caminho todo de amor, com manter o ato criante em ato, te digo a cada instante te
amo e quero amor”. Por isso eu percorria as coisas criadas, para não deixar dolorido o artífice
amoroso por não ter recebido o seu amor que tinha posto em cada coisa criada, e que o tinha
posto por mim, e tendo chegado ao ato exuberante do amor da criação do homem, eu me sentia sob a chuva deste amor intenso, e meu sempre amável Jesus me disse:
(4) “Filha bendita, nosso modo com as criaturas não se muda jamais, como foi no princípio ao
externar-se na criação, assim continua e continuará sempre, sempre. Agora, quem entra em nossa Vontade toca com a mão nosso ato criante, sempre em ato, e nosso amor sempre novo em ato de dar-se à criatura; mas não é só nosso amor, senão o grande amor nosso, nos faz tirar de nosso seio e põe em vida sobre elas nova bondade, nova potência, nova santidade, nova beleza, de modo que temos a criatura sob a chuva de nossos atos novos, sempre novos e sempre em ato.
Assim, toda a Criação está sempre em ato de se repetir e de se dar a elas. E assim como nossos
modos são sempre iguais e não se mudam jamais, o que fazemos com os bem-aventurados no
Céu, alimentando sua bem-aventurança com nosso novo ato sem cessar, assim fazemos para
quem vive em nossa Divina Vontade na terra, alimentamos sua vida com nova santidade, nova
bondade, novo amor, a temos sob a chuva de nossos atos novos e sempre em ato, com esta
diferença: Que os bem-aventurados nada adquiram de novo, só nadam nas novas alegrias do seu
Criador; ao contrário, a viadora afortunada que vive em nosso Querer, está sempre em ato de fazer novas conquistas. Então, quem não faz e não vive em nossa Vontade Divina se torna estranha da família celestial, não conhece os bens de seu Pai Celestial, e apenas as gotinhas toma do amor e dos bens de seu Criador, ela se torna filha ilegítima que não tem plenos direitos nas posses de seu Pai Divino. Só minha Vontade dá o direito de filiação, e a liberdade de tomar o que quer da casa de seu Pai Celestial. Quem vive em nossa Vontade é como a flor que permanece na planta, e a mãe terra sente o dever de dar lugar à raiz da flor em sua própria casa, de alimentá-la com seus humores vitais que ela possui, de tê-la exposta aos raios do sol para lhe dar cor, e espera o orvalho noturno para que sua flor receba humores suficientes para fazê-la resistir aos beijos ardentes do sol, para fazê-la desenvolver e receber o colorido e o perfume mais intenso e mais belo; assim que a mãe terra se pode dizer que é o alimento e a vida da flor. Assim é a alma que vive em nossa Vontade, devemos dar-lhe o lugar em nossa casa, e mais que mãe alimentá-la, crescê-la, e dar-lhe tanta graça de poder sustentar e estar exposta diante e dentro à luz ardente da imensidão de nossa Vontade. Mas quem não faz e não vive Nela, é como a flor arrancada da planta e posta nos vasos, pobre flor, já perdeu a sua mãe que com tanto amor a alimentava, a tinha exposta ao sol para aquecê-la e dar-lhe cor, e embora haja água no vaso, não é a mãe que a dá, por isso não é água que alimenta, e com tudo e que é conservada no vaso, mas está sujeita a murchar e morrer.
Tal é a alma sem minha Vontade, lhe falta a Mãe Divina que a gerou, lhe falta a virtude
alimentadora e fecundadora, lhe falta o calor materno que a aquece e com sua luz lhe dá suas
pinceladas de beleza para fazê-la bela e florida. Pobre criatura sem as ternuras e o amor de quem lhe deu a vida, como crescerá débil e sem beleza, e como murcha no verdadeiro bem”.
(5) Depois disto girava na Divina Vontade para encontrar todos os atos das criaturas para pôr neles meu amor, e pedir em cada ato de criatura o reino da Divina Vontade sobre a terra, e meu doce Jesus acrescentou:
(6) “Minha filha, minha Divina Vontade no ato da criatura quando é invocada, tira a dureza à
vontade humana, adoça seus modos, reprime os modos violentos, e com sua luz esquenta as
obras endurecidas pelo frio do humano querer. Portanto, quem vive na minha Divina Vontade
prepara a graça preventiva às gerações humanas para que a conheçam, e cada ato seu nela forma o degrau para subir, primeiro ela e as criaturas junto aos conhecimentos do Fiat Supremo. Assim, quem vive em minha Divina Vontade, Ela lhe dá as virtudes maternas e lhe dá o ofício de fazer para Deus e para as criaturas o ofício de verdadeira mãe. Vê então a necessidade de teus atos em minha Vontade, para formar uma escada longa que deve tocar o Céu, de modo a violentar com sua mesma força divina, que meu Fiat venha sobre a terra e forme seu reino, fazendo encontrar sobre esta escada o primeiro povo que o receba e se preste a fazê-lo reinar em meio a eles. Sem escada não se pode subir, por isso é necessário que uma criatura a faça para dar o campo para fazer subir aos outros, e para fazer que esta se preste, devemos dar-lhe o ofício de mãe, que amando as criaturas como suas filhas, as quais lhe foram dadas por minha Divina Vontade, ela aceite o mandamento e não poupe nem fadigas, nem sacrifícios, e se for necessário ainda a mesma vida por amor destes filhos. Muito mais que ao dar o ofício de mãe, meu Querer Divino dota a alma de amor materno e a faz sentir no próprio coração estes filhos, e lhe dá ternura divina e humana para vencer a Deus e à criatura, e uni-los juntos para fazê-los fazer sua Divina Vontade. Não há maior honra que possamos dar à criatura do que a maternidade, ela é portadora de gerações e damos-lhe a graça de formar-se nosso povo predileto. E embora a maternidade diga dor, mas sentirá a alegria toda divina de ver sair de dentro da dor os filhos da minha Vontade. Por isso repete sempre os teus atos, e não recues, o retroceder é dos vilões, dos medíocres, dos inconstantes, não dos fortes, muito menos dos filhos da minha Vontade”.
31-14
Novembro 6, 1932
Deus faz ações e não palavras. Quem trabalha na Divina Vontade trabalha na eternidade, quem trabalha fora dela atua no tempo. As palavras de Jesus são obras.
(1) Minha pequena mente se sentia cheia das doces lições de meu amável Jesus, e pensativa
queria suscitar-me dúvidas e temores, e se bem sei que quando Jesus quer, faz chegar à alma
onde quer e como quer, nem há leis para Ele, nem se faz ditar leis por ninguém, nem presta
atenção aos interesses humanos, mas bem faz sempre coisas novas para confundi-los, nem
permite que ninguém se adiante à potência de seu amor, quem quer que seja, por quantas dúvidas e dificuldades possam dizer e fazer, ao contrário, zomba deles e os faz permanecer em seu dizer e realiza os fatos com a alma que escolheu, mas com tudo isso, minha fragilidade recordava minhas dolorosas vicissitudes e me sentia perturbada e dizia: “Quem sabe quantas dúvidas surgirão sobre este modo de falar de Jesus”. E me sentia toda aflita e oprimida, mas Jesus que vigia minha pobre alma, repetindo sua visita, com toda bondade me disse:
(2) “Filha bendita, não se preocupe com nada, minha Vontade tem a virtude de fazer morrer tudo aquilo que a Ela não pertence, e de mudar em vida de luz as mesmas fraquezas e misérias da criatura, tudo o que te digo não é virtude dela, mas é virtude e poder da minha Vontade que tudo pode; a minha Vontade é simbolizada pelo sol, que, à medida que se liberta as trevas, as faz
desaparecer e morrer, e à medida que investe a terra, assim dá a todas as coisas a sua vida de
luz, assim o meu Querer, enquanto a criatura se faz investir pela potência de sua luz, bem as
trevas a deixam, seus males morrem e são mudados em vida de luz, e quem isto não entende
significa que é analfabeto, e por isso não entende nem o que é minha Vontade, nem o que pode
fazer, nem onde pode chegar quem vive nela e que se faz investir de sua luz. Por isso deixa-os
falar, Eu farei as obras e eles ficarão com as palavras, se não fizeram um estudo profundo, o que
queres que compreendam? Talvez sejam sábios, doutores de outras coisas, mas de minha
Vontade serão sempre ignorantes, por isso deixemo-los de lado e pensemos em fazer não
palavras, mas fatos verdadeiros.
(3) Você deve saber que quem atua em minha Divina Vontade, suas obras, seus atos, suas
adorações, seu amor a Deus, vêm feitos e formados no âmbito da eternidade, porque minha Divina Vontade é eterna, e tudo o que se pode fazer nela não sai de dentro da eternidade, e ficam
confirmadas para sempre como obras, adorações, amor divino e perene, se podem chamar obras da criatura transfundidas em Deus, nas quais o próprio Deus operou, o humano não entra nem no Querer Divino nem na eternidade, e se entra deve perder a vida para readquirir a vida e as obras do próprio Deus, por isso quem vive em nosso Querer é visto por Nós não no tempo, mas na eternidade, e por decência e honra nossa, seus atos devem ser atos nossos, seu amor, nosso amor. Sentimos que a criatura vem em nosso Querer para nos dar a ocasião de nos fazer agir e de lhe dar nosso amor para nos fazer amar com nosso mesmo amor. Tudo deve ser nosso e tudo o que faz deve ser cunhado com a imagem do seu Criador, ao contrário quem trabalha fora da minha Vontade Divina age no tempo, ama, adora no tempo, vem visto no tempo, e tudo o que se faz no tempo, são obras sem confirmação, pelo contrário, devem esperar pelo julgamento para serem confirmadas ou condenadas, ou então purificadas pelo fogo do purgatório, e são vistas como obras de criaturas nas quais pode faltar plenitude de santidade, plenitude de amor e plenitude de valor infinito. Todo o contrário para quem vive e trabalha em nossa Vontade, sendo atos nossos, tudo é plenitude de santidade, de amor, de beleza, de Graça, de luz e de Valor infinito. Há tal distância entre um e o outro, que se todos a compreendessem, oh! como estariam atentos a viver em nosso Querer, a fim de que ficassem vazios do ato humano e cheios do ato constante de uma Vontade Divina. Por isso atenta-te, e não faças nada que não seja peneirado e esvaziado pela luz da minha vontade, e me darás o sumo contento de me pores em ação, e de me fazeres agir como o Deus que sou. Por isso n‟Ela espero-te sempre, para dar o passo para te vir ao encontro, para te estender os braços, a fim de que opere em ti, para abrir a boca e entreter-me contigo em doce conversação para te manifestar os arcanos secretos do meu Fiat Supremo”.
(4) Depois disto estava pensando em tudo o que meu sumo Bem Jesus me havia dito, como se
quisessem surgir em mim dúvidas e dificuldades, e Ele com uma maestria indescritível me disse:
(5) “Minha boa filha, não te admires do que te digo, tudo é possível à minha Vontade, o impossível não existe, desde que a criatura se faça conduzir por Ela tudo está feito. Tu deves saber que tudo o que te digo deve servir para formar, ordenar, harmonizar o reino da minha Divina Vontade; estou repetindo o modo que tive na Criação: „Pronunciava o Fiat e calava, e se bem dizem dias, naqueles tempos o dia não existia, portanto podiam ser também em épocas em que formei a grande máquina do universo, falava e operava, e era tanta minha complacência da obra que produzia minha palavra, que com um Fiat meu me dispunha e me arrebatava outro Fiat meu, e depois outro mais, tanto que meu Fiat só se deteve quando viu que nada faltava a sua obra, mas bem tudo era suntuosidade, beleza, ordem e harmonia, e para alegrar-me minhas obras fiquei como vida e fazendo guarda a mim mesmo Fiat. Meu próprio Fiat com seu poder me amarrou em minhas obras, e me fez inseparável delas. O todo está em pronunciar meu primeiro Fiat, dar minhas primeiras lições, depositar na alma a potência e a obra de meu Fiat, e quando comecei, posso dizer que não me detenho mais, até terminar a obra. O que terias dito se eu tivesse feito a Criação a meio? Não teria sido uma obra digna de Mim, nem um amor exuberante o meu, por isso um Fiat atrai e arrebata ao outro, forma na criatura o vazio onde põe a ordem, a harmonia do meu Fiat que age, a dispõe e se impõe sobre Mim para fazer-me dar outras lições, para poder formar tantos atos juntos, os quais unidos entre eles formam a nova criação mais bela, mais esplendorosa que a máquina do universo, a qual deve servir para o reino de minha própria Vontade. Por isso cada palavra minha é uma obra, é um desabafo de amor a mais, é um pôr fim ao meu primeiro Fiat começado, o qual, dando a mão o primeiro e o último que será pronunciado, formarão a trama da nova criação do meu reino no fundo da alma, que será transmitido à posteridade, portador do mesmo universo, de bens, de santidade, de graças às gerações humanas. Veja então o que significa uma palavra a mais, uma palavra a menos, uma lição a mais, uma lição a menos. São obras, as quais se não vêm recebidas, com não levá-las em conta, meu Fiat não atrai e arrebata a pronunciar outros Fiat, e portanto não será completa, e Eu esperarei e repetirei minhas lições, e se as repito é sinal de que não tiveram em conta o que te disse, e eu não quero que falte nada, porque está estabelecido tudo o que devo dizer-te sobre minha Vontade. Por isso seja atenta e deixe-me fazer o que quero”.
(6) Depois disto estava pensando no que está escrito no início deste capítulo, isto é, que quem
trabalha na Divina Vontade trabalha na eternidade, quem trabalha fora dela trabalha no tempo, e pensava entre mim: “E por que esta grande diferença?” E o meu sumo amor Jesus acrescentou:
(7) “Minha filha, é fácil compreendê-lo. Suponha que lhe fosse dado um metal de ouro, com o qual você, trabalhando-o, formaria tantos belos objetos de ouro, mas se em vez do ouro lhe fosse dado um metal de cobre, de ferro, você não poderia trocar o cobre e o ferro em metal de ouro, portanto faria objetos de cobre, ou de ferro. Agora compare os objetos de ferro com os de ouro, qual é a diferença de valor? Se bem que tenha gasto o mesmo tempo em trabalhá-los, tem feito objetos similares, mas pela diversidade do metal, os de ouro superam de modo surpreendente em valor, em beleza, em finura, aos de ferro. Agora, quem ainda faz o bem com a sua vontade humana, visto que se encontra no tempo vivendo a sua vida, pode-se dizer que tudo o que faz são obras temporais, sujeitas a mil misérias, serão sempre obras humanas de mínimo valor, porque lhes falta o fio de ouro de luz da minha Vontade. Ao contrário, quem trabalha nela, terá o fio de ouro em seu poder, não somente isto, mas terá a seu Criador que age em seu ato, terá não o tempo, mas a eternidade em seu poder. Portanto a diferença entre a Vontade Divina e a humana, não há comparação entre uma e outra. É propriamente isto viver em minha Vontade, Ela tem o ato primeiro e que age na criatura, faz como um professor que quer desenvolver o tema que deu a seu aluno, ele mesmo lhe dá o papel, lhe põe a pena na mão, põe a sua mão sobre a mão do aluno e desenvolve o tema, escrevendo juntamente a mão do professor e a do aluno. Agora, não se deve dizer que o professor esteve trabalhando, e pôs naquele tema sua ciência, sua bela caligrafia, de modo que nenhum poderá encontrar sombra de defeito? No entanto, o aluno não se afastou, recebeu a obra do professor, fez-se conduzir a mão sem nenhuma resistência, mas bastante feliz ao ver as belas idéias, os preciosos conceitos em que se sentia arrebatar. Agora não se deve dizer que o afortunado aluno possui o valor, o mérito do trabalho de seu professor? Assim acontece a quem vive em minha Vontade: a criatura deve receber o ato que quer fazer meu Querer, não se deve fazer a um lado, e Ela deve pôr o necessário que convém a seu ato divino, e é tanta nossa bondade, que a fazemos possuidora de nossos mesmos atos. Ao contrário, a quem não vive em nosso Querer, acontece como quando o professor dá o tema a seu aluno, mas não se faz ele ator do tema do aluno, deixa-o à sua liberdade, de modo que pode cometer erros e o faz segundo sua pequena capacidade, porque não sente sobre e dentro de si, nem a capacidade, nem o ato que age de seu professor, e o tema não é outro, porque nossa Graça não deixa jamais à criatura mesmo no pequeno bem que faz, e segundo as disposições da criatura, se presta ou como ato que age, ou como ato assistente, porque não há bem que se faça que não venha ajudado e sustentado pela Graça Divina”.









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