Estudo 15 – Vida Intima de Ns Jesus Cristo – Escola da Vontade Divina

Estudo 15 – Vida Intima de Ns Jesus Cristo – Escola da Vontade Divina
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MEDITAÇÃO COM LUZES RARAS

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O RESGATE.

Encontrando-se, portanto, minha cara Mãe em tanta angústia e amargura, recebeu-me em seus castos e amorosos braços, apertando-me ao peito com grande amor; eu a olhei com olhos benignos, amorosos e compassivos de sua dor. Assim ela inteiramente se consolou e confortou, tendo o seu caro penhor nos braços. Antes, porém, de receber-me nos braços, convinha-lhe resgatar-me com poucas moedas, segundo o uso da lei. Ao resgatar-me disse ela ao Pai com grande sentimento estas palavras: “Pai amantíssimo, pudesse eu ter a sorte de resgatar o vosso e meu Filho da maneira que o resgato agora, quando for se sacrificar como vítima pela salvação do gênero humano e morrer de maneira cruenta numa cruz! Mas que digo? Pudesse resgatá-lo com todo o meu sangue, e libertá-lo de tão dura morte!” Mas nisto não teve resposta minha Mãe querida. Como conhecesse a vontade do Pai, conformou-se inteiramente a ela e mostrou-se pronta a sacrificar o Filho, mesmo numa cruz, como de fato o fez no tempo devido com ânimo invicto e constante. Roguei depois ao Pai que, por aquela acerbíssima dor sentida pela cara Mãe, se dignasse dar a todos os meus irmãos dor muito grande à recordação de minhas dores. O Pai me prometeu dar a todos compaixão e sentimento por minhas penas, tanto mais que por amor deles eu as suportei, embora nos corações duros faça pouca impressão semelhante sentimento. Refeita a cara Mãe um tanto da dor, e confortada pela minha presença, agradeceu ao Pai por se ter dignado devolver-lhe o amado Filho, ao qual ela se mantinha estreitamente abraçada. Deu muitas graças ao Pai por parte de todos os meus irmãos, porque se dignara restituir-me a eles, a fim de que mais copiosa fosse a sua Redenção.

SAEM DO TEMPLO.

Terminadas as cerimônias e as funções que em tal caso se costumam fazer, partimos do Templo para voltar a Nazaré, retornando à pátria e à casa onde meu Pai havia operado o inefável mistério da Encarnação. Mas antes de sair do Templo, disse a meu Pai que de bom grado teria ficado naquele lugar para glorificá-lo melhor; todavia como minha idade não me permitia agir de modo algum, e estava ligado em faixas e privado da fala, dali partia porque assim ainda cumpria a sua vontade, protestando, porém, que, chegado o tempo por ele determinado, não deixaria de realizar no Templo a parte que me competia, declarando a sua celeste doutrina e revelando aos Escribas, aos Anciãos e aos Sacerdotes do Templo a vinda do Messias que lhes fora prometido. Agradou ao Pai o meu desejo e respondeu-me que tinha falado em linguagem inteiramente divina e que com gosto seria ouvido por muitos, embora depois não lhes fosse de proveito, porque a semente de minha palavra teria caído em corações pedregosos e teria ficado sufocada pelos espinhos da ambição e do interesse, como de fato aconteceu.

REFEIÇÃO FRUGAL.

Deixei o Templo, com a Mãe dileta e seu esposo José, que jamais nos abandonou e foi sempre guarda fiel e ainda partícipe de nossas penas e de nossas alegrias reveladas exteriormente — não foi, contudo, capaz nem teve jamais conhecimento do que se passava no íntimo, tanto no meu quanto no da cara esposa — e saímos da cidade. Retirou-se José com minha Mãe a um recanto do campo para tomarem algum alimento, estando muito cansados e precisados de comida. Também eu, esposa minha, tinha disso grande necessidade. Afligiam-se eles de estarem em tanta penúria e não poderem dar-me algum socorro, requerido pela necessidade e por seu amor. Então assim no campo, puseram-se primeiro de joelhos e adoraram-me. Depois, minha querida mãe queria aleitar-me, mas eu recusava receber o leite, preferindo que antes eles se alimentassem, pois tinham grande necessidade. E assim agi sempre em tais ocorrências, para dar exemplo a meus irmãos, que vendo a necessidade do próximo, devem pospor-se a si mesmos e as suas necessidades para socorrer de outrem. Consiste nisto a perfeita caridade. Ofertei este ato ao Pai e supliquei-lhe que em virtude da caridade que empregava naquela ocasião, pospondo a minha necessidade à de Maria e José, se dignasse aceitar isso em suplência por todos aqueles que falham em virtude tão rara, e se dignasse dar a todos sentimento de caridade e compaixão para com o próximo; se não lhes fosse possível socorrê-lo nas necessidades, ao menos dele se compadecessem e o consolassem. O Pai tudo me prometeu, e só os corações que não são seus deixam de sentir tal compaixão, porque um coração verdadeiramente de Deus sente aquilo que meu Pai lhe comunica, ou seja, sentimentos de caridade e de compaixão. Minha dileta Mãe e seu esposo José, sustentados com um pouco de pão e água, renderam as devidas graças ao Pai; pediram-me que aceitasse também eu o alimento que me vinha miraculosamente do seio de minha dileta Mãe e eu de boa vontade o aceitei. Mas tu, esposa minha, admiras-te como sofreram minha querida Mãe e seu esposo José, e como meu Pai e eu suportávamos isso. Sabei que na maioria dos casos, quando eles se alimentavam e não encontravam outra coisa a não ser um pouco de pão e água — tal era quase continuamente a comida deles — pedia a meu Pai se dignasse condimentar este pouco de pão e de água com o sabor de sua doçura e amabilidade, a fim de lhes nutrir a alma com a graça, e o corpo com a suavidade que costuma trazer um alimento verdadeiramente abençoado por Deus, que então contém todo sabor. E depois mostrava-lhes meu rosto com ar amável e isto só bastava para enchê-los de doçura e suavidade, e por isso, saboreavam, o mais das vezes, em seu padecer, porque era condimentado o alimento com sabores do Paraíso, mais valiosos do que qualquer requintada vianda do mundo. Enquanto comiam tão prazeirosamente, parecendo-lhe provar as delícias do Paraíso naquele pouco de pão e de água, eu os contemplava com grande amor e pedia ao Pai se dignasse comunicar aquela suavidade e fazer com que a saboreassem, se não de igual modo, ao menos em parte, as almas que vivem na penitência e se mortificam por meu amor e para imitar-me, nutrindo-se parcamente, que se privam das viandas delicadas e mortificam o próprio paladar. De fato, o Pai não deixa de fazer com que a tais almas pareça assaz mais delicado o próprio alimento, simples e sem condimento, do que o sabor de qualquer vianda gostosa e delicada para quem se deleita com alimentos requintados e superabundantes. Tomei, também eu, meu alimento, a fim de que minha humanidade não sofresse descuido ao ter dele grande necessidade. Fruía minha dileta Mãe naquele instante da fortuna de oferecer-me a nutrição, porque o fazia com grande amor e gosto de sua alma. Agradecia ao mesmo tempo ao Pai, e suplicava-lhe se dignasse conceder a todos os meus irmãos o sustento necessário à conservação de sua vida humana, em particular os pobres que, se forem errantes, acham-se desprovidos de tudo. Prometeu-me o Pai que jamais deixaria perecer quem a Ele recorresse, e estenderia a todos universalmente a providência divina.

OS CÂNTICOS DE LOUVOR.

Depois de alimentado, estando no campo com minha Mãe querida e seu esposo José, tive o desejo de cantar alguns cânticos em louvor e ação de graças ao Pai, e com expressão muda, fiz o coração de minha cara Mãe entender isso, pois ainda não podia alçar a voz no canto, nem proferir palavra, por causa de minha tenra idade, e assim lhe disse que o fizesse junto com seu esposo José. Efetivamente, a Mãe querida começou a cantar suavemente, José seguia-a e eu ao mesmo tempo pedi ao Pai que enviasse aves canoras, para que também elas louvassem o Criador à sua maneira de cantar. De fato, atendeu-me o Pai, e veio um bando de aves que se puseram a fazer eco a sua Rainha e a louvar com vozes harmoniosas o Criador. Os anjos também cantavam suavemente cânticos de louvor, mas só minha querida Mãe os ouvia. Depois de louvarem assim um pouco ao Pai, os anjos partiram e minha querida Mãe e José puseram-se a caminho. Enquanto estavam assim louvando o Pai, aprazia-me muito, esposa caríssima, ouvir aquelas harmonias e meu Pai muito se comprazia, tanto mais que também eu o louvava em espírito, uma vez que a humanidade estava impedida devido à infância. Oferecia ao Pai tais louvores para suprir a falta das pessoas ingratas que jamais sabem alçar a voz para louvarem o Criador, mas sabem exercitá-la em coisas que o ofendem e em elogio a coisas censuráveis. Como desagradam essas ao Pai e como me desgostam muitas neste ponto! Procurava, porém, suprir tal deficiência, fazendo com que fosse freqüentemente louvado o Pai por minha querida Mãe, e eu o bendizia, na infância, em espírito.

QUER VISITAR A GRUTA.

Começada a nossa viagem, esposa caríssima, e estando assim contente e alegre de volta à pátria, quis passar pela amada gruta, e visitar novamente o lugar tão amado por mim, onde se realizara o grande mistério de minha Natividade. Fí-lo entender à dileta Mãe, que tinha desejo semelhante de lá se abrigar e fazer a nossa pousada antes de nossa chegada. Na viagem ia discorrendo com o Pai, e tratava do interesse importantíssimo da salvação eterna de meus irmãos. Minha querida Mãe conversava com José, seu esposo, explicando-lhe os mistérios divinos escondidos em minha humanidade. Eu estava a ouvi-los com grande gosto, como também meu Pai comprazia-se em ouví-los. Eu lhe oferecia suas conversas santas, e pedia-lhe se dignasse inserir na mente de todos os meus irmãos semelhantes sentimentos em suas vidas e em seus entretenimentos, o que me prometeu o Pai fazer, embora por poucos isto teria sido executado; a maior parte deles se dispersa em conversas vãs, ociosas, muitas vezes ofensivas ao Pai, porque ofendem o próximo, que lhes compete amar e do qual se devem compadecer sem censurar e criticar. Mas, para ter poderosa ajuda, deve a pessoa que se acha em companhia de outra, ou em viagem, ou em lugares fixos, deve, digo, convidar a mim e a minha dileta Mãe para fazer-lhe companhia, e imaginar que estamos presentes, e assim conseguirá ter conversas santas, como as de José, em companhia de Jesus e de Maria.

JESUS NA MANJEDOURA.

Estava ela com fisionomia tão amável que enchia de felicidade a alma de José, o qual a contemplava com atenção e devoção, e com isto se liquefazia de alegria a sua alma e fruía das delícias do Paraíso. Ambos ficaram muito consolados. Voltando do êxtase, minha cara Mãe começou a cantar cânticos de louvor e de agradecimento ao Pai; por isto continuava a se regozijar a alma do afortunado José. Eu agradecia ao Pai a graça concedida à querida Mãe e a seu esposo, e ofertava-lhe os cânticos dela, para que lhe fossem mais gratos. E pedia que os recebesse em suplência pelas almas ingratas que, depois de terem recebido as graças divinas e as consolações celestes, não se recordam de agradecer ao Pai tão grande favor, mas vivem esquecidas, como se fosse obrigação de meu Pai comunicar-lhes tais graças, enquanto Ele tudo faz unicamente por bondade, sem que a criatura possa chegar a ter tanto mérito, sendo por si mesma indigníssima de qualquer dom e consolação celeste. As minhas ofertas agradavam ao Pai e Ele ficava satisfeito por tudo.

JESUS FALA À MÃE.

Terminados os louvores, a querida Mãe disse a José que se tomasse algum alimento e se repousasse por causa do cansaço; foi José à procura de alguns víveres. Ficou a querida Mãe em minha companhia, e olhava-me com muita compaixão, vendo-me em tanto sofrimento, em leito tão duro e transido de frio. Não ousava tomar-me nos braços para aquecer-me, mas eu, querendo satisfazer a seu desejo, falei-lhe com voz sensível e disse-lhe: “Segurai, querida Mãe, o vosso caro Filho, fruto de vossas puríssimas entranhas”. Ao proferir estas palavras, minha Mãe experimentava gáudio inefável. “E aquecei, com o fogo do divino amor que arde em vosso peito, aquele que tanto ama a vossa alma!” Tomou-me a querida Mãe, estreitou-me com grande amor, e aqueceu-me, porque na verdade seu seio era um fogo ardente de amor divino, alastrando-se com grande violência até no exterior a chama que lhe ardia no peito. Estando no colo de minha Mãe, oferecia ao Pai aquele alívio de fato muito grande, e rogava-lhe se dignasse dar consolo, refrigério e alívio a todas as almas que sofrem por meu amor, na realização da divina vontade; e onde faltasse o socorro humano, ali acorresse Ele com o divino, e se dignasse inflamar com seu amor o peito daqueles que, por seu amor, dão algum refrigério ao próximo, a fim de que o fizessem com toda a caridade que convém e só por seu amor. Isto agradou muito ao Pai e Ele prometeu atender me as preces. Mas bem poucos são, caríssima esposa, os que se exercitam em tal ministério e se inflamam no amor a Deus.

LOUVOR DA MANHÃ.
A querida Mãe, tendo tomado algum repouso, convidou seu esposo A render graças ao Pai. Juntos louvaram-no e agradeceram-lhe quanto lhes (fava e como de modo admirável os conserva-vas E isto faziam-no sempre juntos. Alegrava-me vendo a virtude e a união de suas almas, tão agradáveis ao Pai, e como por elas era glorificado! Oferecia esta complacência ao Pai e pedia-lhe se dignasse recebê-la para suprir, pelos, que não sabem’ alegrar-se de ver que há no mundo pessoas que o louvam, honram e glorificam pela santidade de vida e a Perfeição no agir Agradava muito a meu Pai que eu lhe oferecesse todas as ações e intenções minhas em suprimento pelas criaturas ingratas e com isto ficava inteiramente satisfeito.

 

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