Estudo 44 Livro do Céu Vol. 12 ao 21 – Escola da Divina Vontade

Escola da Divina Vontade
Estudo 44 Livro do Céu Vol. 12 ao 21 – Escola da Divina Vontade
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Parte 2

12-46
Maio 20, 1918

A vontade de Deus concentra tudo.

(1) Continuando meu habitual estado, estava dizendo a meu doce Jesus: “Como gostaria de ter
teus desejos, teu amor, teus afetos, teu coração, etc., para poder desejar, amar, etc., como Tu”.
E meu sempre amável Jesus me disse:

(2) “Minha filha, Eu não tenho desejos, afetos, mas o todo está concentrado em minha Vontade,
minha Vontade é tudo em Mim. Deseja quem não pode, mas Eu tudo posso; gostaria de amar
quem não tem amor, mas em minha Vontade está a plenitude, a fonte do verdadeiro amor, e
sendo infinito, em um ato simples de minha Vontade possuo todos os bens, que transbordando
de meu Ser descem para bem de todos. Se Eu tivesse desejos seria infeliz, me faltaria alguma
coisa, mas Eu tudo possuo, por isso sou feliz e faço felizes a todos. Infinito significa poder tudo,
possuir tudo, fazer felizes a todos.

A criatura, porque é finita, não possui tudo, nem pode
abraçar tudo, eis por que contém desejos, ânsias, afetos, etc., que como tantos degraus pode
servir-se deles para subir ao Criador e tomar nele as qualidades divinas e encher-se tanto, até
transbordar para o bem dos outros. Se depois a alma se concentra toda ela em minha Vontade,
perdendo-se toda em meu Querer, então não copiará minhas qualidades, senão que de um só
gole me absorverá em si, e não terá mais nela desejos e afetos próprios, senão só a Vida de
meu Querer, que dominando-a toda, lhe fará desaparecer tudo e lhe fará reaparecer em toda
minha Vontade”.

13-42
Dezembro 18, 1921

A paz é a primavera da alma.

(1) Sentia-me muito oprimida e angustiada pela privação do meu doce Jesus. Então, depois de
uma jornada de tristeza, já avançada a noite veio, e pondo seus braços ao meu pescoço me
disse:
(2) “Minha filha, o que há? Vejo em ti um humor, uma sombra que te tornam ao contrário de
Mim e quebram a corrente da bem-aventurança que entre Eu e tu quase sempre existiu. Tudo é
paz em Mim, por isso não suporto em ti nem sequer uma sombra que possa obscurecer tua
alma; a paz é a primavera da alma, todas as virtudes nascem, crescem e sorriem, como as
plantas e as flores, aos raios do sol primaveril, que dispõem toda a natureza a produzir o seu
fruto. Se não fosse pela primavera, que com seu sorriso encantador agita as plantas da
dormência do frio e veste a terra como de um manto florido, que chama a todos com seu doce
encanto para fazer-se olhar, a terra seria horrível e as plantas acabariam secando. Assim, a paz
é o sorriso divino que sacode a alma de toda dormência, que como primavera celestial sacode a
alma do frio das paixões, das fraquezas, das levezas, etc., e com seu sorriso faz surgir, mais
que campo florido, todas as flores e faz crescer todas as plantas, entre as quais o Agricultor
Celestial se digna passear e tomar deles os frutos para fazer deles seu alimento, assim que a
alma pacífica é meu jardim, no qual eu me recreio e me entretenho.

A paz é luz, e tudo o que a
alma pensa, fala e obra, é luz que emite e o inimigo não pode aproximar-se porque se sente
golpeado por esta luz, ferido e deslumbrado, e para não ficar cego está obrigado a fugir. A paz
é domínio, não só de si mesmo, mas dos demais, assim diante de uma alma pacífica ficam, ou
conquistados, ou confundidos e humilhados, por isso, ou se fazem dominar fazendo amigos, ou
se vão confundidos não podendo sustentar a dignidade, a imperturbabilidade, a doçura de uma
alma que possui a paz; até os mais perversos sentem o poder que essa alma contém. Por isso
me glorio tanto em fazer-me chamar Deus da paz, Príncipe da paz, e não há paz sem Mim, só
Eu a possuo e a dou a meus filhos como a filhos legítimos, os quais ficam vinculados como
herdeiros de todos meus bens.
(3) O mundo, as criaturas, não têm esta paz, e o que não se tem não se pode dar, no máximo
podem dar uma paz aparente, que por dentro os rasga, uma paz falsa, que contém dentro uma
bebida venenosa, e este veneno entorpece os remorsos da consciência e a conduz ao reino do
vício, por isso a verdadeira paz sou Eu, e quero te manter à sombra de minha paz, para fazer
que jamais esteja perturbada, e a sombra de minha paz, como luz deslumbrante, possa manter
longe de ti qualquer coisa, ou a qualquer que queira ensombrar a tua paz”.

14-46
Julho 28, 1922
Semelhança da alma com Jesus, não só nas mortes de dor, mas também nas do amor.

(1) Sentia-me toda imersa em seu Santíssimo Querer, e meu doce Jesus ao vir me disse:
(2)”Minha filha, funde tua inteligência com a minha, a fim de que circule em todas as
inteligências das criaturas, e receba o vínculo de cada um dos pensamentos delas para
substituí-los com tantos outros pensamentos feitos em meu Querer, e eu receba a glória como
se todos os pensamentos fossem feitos de modo divino. Expanda seu querer no meu, nada
deve escapar que não fique presa na rede da tua e minha Vontade; meu Querer em Mim e meu
Querer em ti devem confundir-se juntos e ter os mesmos confins intermináveis, mas tenho
necessidade de que o teu querer se preste a estender no meu e não lhe escape nenhuma coisa
criada por Mim, a fim de que em todas as coisas escute o eco da Vontade Divina na vontade
humana, a fim de que aí gere a minha semelhança. Olha minha filha, Eu sofri dupla morte por
cada uma das criaturas, uma de amor e a outra de pena, porque ao criá-la criei um complexo
todo de amor, pelo qual não devia sair dela outra coisa que amor, tanto que meu amor e o seu
deviam estar em contínuas correntes, mas o homem não só não me amou, senão que ingrato
me ofendeu, e Eu devia refazer ao meu Divino Pai desta falta de amor, e devia aceitar uma
morte de amor por cada um, e outra de dor pelas ofensas”.
(3) Mas enquanto dizia isto, via o meu doce Jesus todo uma chama, que o consumia e lhe dava
morte por cada um, aliás, via que cada pensamento, palavra, movimento, obra, passo, etc.,
eram tantas chamas que consumiam a Jesus e o vivificavam.
(4) Então Jesus acrescentou: “Não queres tu a minha semelhança? Não queres tu aceitar as
mortes de amor como aceitaste as mortes de dor?”

(5) E eu: “Ah! meu Jesus, eu não sei o que aconteceu comigo, sinto ainda grande repugnância
por ter aceitado as de dor, como poderia aceitar as de amor que me parecem mais duras? Eu
tremo só ao pensar, minha pobre natureza se aniquila mais, se desfaz. Ajuda-me, dá-me a força
porque sinto que não posso seguir adiante”.

(6) E Jesus todo bondade e decidido acrescentou: “Pobre filha minha, coragem, não temas nem
queiras perturbar-te pela repugnância que sentes; aliás, para te tranquilizar digo-te que também
esta é uma semelhança minha. Deve saber que também minha Humanidade, por quanto santa,
desejosa ao máximo de sofrer, sentia esta repugnância, mas não era minha, eram todas as
repugnâncias das criaturas que sentiam em fazer o bem, em aceitar as penas que mereciam, e
eu devia sofrer estas penas que me torturavam não pouco, para dar-lhes a inclinação ao bem e
fazer-lhes mais doces as penas, tanto, que no jardim gritei ao Pai: Se é possível passe de Mim
este cálice”. Acha que fui eu? Ah não! Enganas-te, Eu amava sofrer até a loucura, amava a
morte para dar vida a meus filhos, era o grito de toda a família humana que ressoava em minha
Humanidade, e Eu, gritando junto com eles para dar-lhes forças repeti três vezes: Se é
possível passe de Mim este cálice’. Eu falava em nome de todos, como se fossem coisa minha,
mas me sentia esmagado; assim que a repugnância que sentes não é tua, é o eco da minha, se
fosse tua me teria retirado, por isso minha filha, querendo gerar de Mim outra imagem minha,
Eu quero que você aceite, e eu mesmo quero imprimir em sua vontade expandida e consumida
na minha Vontade, estas minhas mortes de amor”.

(7) E enquanto dizia isto, com a sua santa mão, imprimia-as para mim, e desapareceu. Seja
tudo para glória de Deus.

16-50
Fevereiro 22, 1924

Deus gozou as alegrias da Criação até que o homem pecou; logo As gozou quando veio à luz a Virgem Santíssima; depois quando veio o Verbo à terra, e as gozará quando as almas vivam no Querer Divino.

(1) Estava a pensar no que foi dito antes e dizia para mim: “Será possível que o Senhor bendito
depois de tantos séculos não tenha gozado das puras alegrias da Criação, e que espera viver no
Divino Querer para receber estas alegrias, esta glória e a finalidade para a qual tudo foi criado?”
Enquanto pensava nisto e outras coisas, meu doce Jesus se fez ver dentro de mim, e com uma luz
que me enviava para a inteligência, ele disse:

(2) “Minha filha, as alegrias puras da Criação, meus inocentes entretenimentos com a criatura eu
apreciei-os, mas a intervalos, não perenemente, e as coisas quando não são estáveis e contínuas
aumentam mais a dor e fazem desejar mais o gozo de novo, e qualquer sacrifício seria feito para
torná-los permanentes. Primeiro eu gostei das puras alegrias da Criação quando depois de criar
tudo, criei o homem, até que ele pecou. Entre ele e Nós havia sumo acordo, alegrias comuns,
inocentes entretenimentos; nossos braços estavam sempre abertos para abraçá-lo, para dar-lhe
novas alegrias, novas graças, e com o dar Nós nos divertíamos tanto, de formar para Nós e para
ele uma festa contínua; para Nós dar é gozar, é felicidade, é diversão; enquanto pecou e rompeu
sua vontade com a nossa tudo terminou, porque não estando mais nele a plenitude de nossa Vontade, faltava a corrente para poder dar e poder continuar a vida de felicidade de ambas as partes;
muito mais, pois faltando nele nossa Vontade, faltava-lhe a capacidade e a salvaguarda para poder
guardar os nossos dons.

(3) Em segundo lugar gozamos as puras alegrias da Criação quando depois de tantos séculos veio
à luz do dia a Virgem Imaculada. Tendo sido Ela preservada até da sombra da culpa e possuindo
toda a plenitude de nossa Vontade, não tendo havido entre Ela e Nós nem a sombra de ruptura entre a vontade dela e a nossa, nos foram restituídas as alegrias e nossos inocentes entretenimentos,
nos trouxe como em seu colo todas as festas da Criação, e Nós lhe demos tanto e nos divertíamos
tanto em dar-lhe, de enriquece-la a cada instante de novas graças, novos contentamentos, nova
beleza, de não poder contê-los mais. Mas a Imperatriz criatura não durou muito na terra, passou
para o Céu e não encontramos nenhuma outra criatura no submundo que perpetuasse nossos entretenimentos e nos trouxesse as alegrias da Criação.

(4) Em terceiro lugar, gozamos das alegrias da Criação quando Eu, Verbo Eterno, desci do céu e
tomei minha Humanidade. Ah! minha amada Mamãe com possuir a plenitude de minha Vontade
tinha aberto as correntes entre o céu e a terra, tinha posto tudo em festa, Céu e terra, e a Divindade estando em festa por amor de tão Santa Criatura me fez conceber em seu virginal seio, dando-
lhe a fecundidade divina para me fazer cumprir a grande obra da Redenção. Se não tivesse estado
esta Virgem excelsa que tomasse o primado em minha Vontade e que teria feito vida perfeita no
meu Querer, vivendo nele como se não tivesse vontade própria, e que com fazer isto pôs em corrente as alegrias da Criação e nossas festas, jamais o Verbo Eterno teria vindo à terra para cumprir a Redenção do gênero humano. Vê então como a coisa maior, mais importante, que mais satisfaz, que mais atrai a Deus, é o viver em meu Querer, e quem vive nele vence a Deus e faz dar de Deus dons tão grandes, de deixar estupefatos Céu e terra, e que por séculos e séculos não se haviam podido obtê-lo. Como minha Humanidade estando na terra e contendo a mesma Vida do Querer Supremo, isto é, que era inseparável de Mim, levava em modo completo à Divindade todas as
alegrias, a glória e a correspondência do amor de toda a Criação; e a Divindade foi tão feliz que me
deu o primado sobre tudo, o direito de julgar todas as pessoas. Oh, que bem obtiveram as criaturas
sabendo que um Irmão seu, que tanto as amava e tanto tinha sofrido para pô-las a salvo, devia ser
seu Juiz! A Divindade, ao ver em Eu encerrava toda a finalidade da Criação, como se se despojas-
se de tudo me concedeu todos os direitos sobre todas as criaturas. Mas minha humanidade passou
para o Céu e não ficou na terra quem perpetuasse o viver de todo no Querer Divino, e portanto,
elevando-se sobre tudo e todos em nossa Vontade, nos trouxesse as puras alegrias, e nos fizesse
continuar nossos inocentes entretenimentos com uma criatura terrestre, assim que nossas alegrias
foram interrompidas e nossos jogos despedaçados na face da terra”.
(5) Então eu, ao ouvir isto, disse: “Meu Jesus, como pode ser isto que Tu dizes? É verdade que
nossa Mamãe passou ao Céu, e sua Humanidade também, mas não se levaram com Vós as alegrias,
para que possais continuar os vossos entretenimentos inocentes no Céu com seu Pai Celestial?”

(6) E Jesus: “As alegrias do Céu são nossas e ninguém nos pode tirar nem diminuir, em troca as
que nos vêm da terra estamos em ato de adquiri-las, e o jogo é formado precisamente no ato das
novas aquisições; entre a aquisição da vitória ou perda, vêm a formar-se as alegrias da aquisição,
ou se fica derrotada vêm formados as dores da derrota.
(7) Agora quanto a Nós, minha filha; quando Eu vim para a terra o homem estava tão entregue ao
mal e tão cheio de vontade humana, que o viver em meu Querer não encontrava lugar, e Eu em
minha Redenção o impetrei primeiro a graça da resignação a minha Vontade, porque no modo como se encontrava era incapaz de receber o maior dom do viver em meu Querer, e logo o impetrei a
maior graça, como coroa e cumprimento de todas as graças, viver em meu Querer, a fim de que
nossas puras alegrias da Criação e nossas diversões inocentes, tomar de volta o seu curso na face
da terra. Olha, passado cerca de vinte séculos desde que as verdadeiras, as plenas alegrias da
Criação foram interrompidas porque não encontramos capacidade suficiente, remoção total de vontade humana onde poder confiar as propriedades de nosso Querer. Agora, para fazer isso, tínhamos que escolher uma criatura que mais se aproximasse e se irmanasse com as humanas gerações, pois se eu pusesse como exemplo a minha Mãe, teriam se sentido muito distantes de Ela e
teriam dito:

Como não deveria viver no Querer Divino se foi a isenta de toda mancha, mesmo de
origem? ‘Portanto, teriam levantado os ombros e não se teriam dado nem um pensamento, e se eu
colocar como exemplo a minha humanidade teria ficado ainda mais assustado e teriam dito: Era
Deus e Homem, e sendo a Vontade Divina sua vida própria, não é de maravilhar-se seu viver no
Querer Supremo’. Então, para fazer que em minha Igreja pudesse ter vida este viver em minha
Vontade, devia Eu fazer um degrau, descer mais ao baixo, escolher entre eles uma criatura, à qual
dotando-a das graças suficientes e fazendo-me caminho em sua alma, devia esvaziá-la de tudo,
fazendo-lhe compreender o grande mal de a vontade humana, de maneira que a aborrecesse tanto
de preferir a morte antes de fazer sua vontade, e depois, fazendo-lhe dom da minha Vontade Divina, e colocando-me em atitude de mestre eu lhe fizesse compreender toda a beleza, a potência, os
efeitos, o valor, o modo como devia viver na minha Vontade Eterna. Para fazer que pudesse viver
nela, estabeleci nela a lei de minha Vontade, tenho feito como em uma segunda Redenção, onde
estabeleci o evangelho, os Sacramentos, os ensinamentos, como vida principal para poder continuar a Redenção; se nada tivesse deixado, de onde se deviam afiançar? O que fazer? Assim tenho
feito de viver em meu Querer, quantos ensinamentos não te dei? Quantas vezes eu não te tenho
conduzido pela mão nos eternos voos de meu Querer, e sobrevoando você sobre todo o Criado
carregastes aos pés da Divindade as puras alegrias da Criação e nos temos entretido junto com
você? Agora, com ter escolhido uma criatura que aparentemente não tem grande disparidade com
elas, tomarão ânimo, e encontrando os ensinos, o modo e conhecendo o grande bem que há em
viver em meu Querer, o farão próprio, e assim as puras alegrias da Criação e nossos inocentes entretenimentos não estarão mais despedaçados na face da terra. E ainda que fosse uma só criatura
por geração que viva em nosso Querer, será sempre festa para nós, e nas festas se faz sempre
mais ostentação e é-se sempre mais generoso em dar.

” Oh quanto bens obterão à terra enquanto se diverte sobre sua face seu mesmo Criador!
Portanto minha querida filha, seja atenta a meus ensinamentos, porque se trata de me fazer
fundar uma lei não terrestre mas celeste, não lei de só
santidade, mas lei divina, lei que não fará mais distinguir os cidadãos terrestres dos celestes, lei de
amor que destruindo tudo o que pode impedir mesmo a sombra da união com o seu Criador, porá
em comum os seus bens, tirando-lhe todas as fraquezas, as misérias do pecado original. A lei de
minha Vontade porá tal força na alma, de servi-lo de doce charme, maneira de adormecer os males
da natureza e substituí-los com o doce charme dos bens divinos. Lembre-se quantas vezes você
me viu escrever no fundo da sua alma, era a nova lei do viver em meu Querer, na qual Eu me deleitava antes de escrevê-la para aumentar sua capacidade e depois me punha de mestre para te
explicar, quantas vezes não me viu taciturno, pensativo no fundo de sua alma? Era o grande trabalho de meu Querer que estava a formar-me, e tu, não me vendo a falar, lamentavas-te que eu
não te amava mais. ah, era precisamente então quando meu Querer, derramando-se em ti alargava tua capacidade, te confirmava Nele e te amava de mais. Por isso não queiras investigar nada do
que faço, senão Que certeza tenhas sempre em minha Vontade”.

16-51
Fevereiro 24, 1924

Jesus quer estabelecer a Lei de sua Vontade. Efeitos mesmo de um único ato feito nela.

(1) Sentia-me imersa no Querer Divino e pensava entre mim: “Quem sabe quantas outras coisas de
sua Vontade dirá meu doce Jesus a outras almas, se a mim que sou tão indigna e incapaz disse-
me tanto, quem sabe quantas coisas mais sublimes dirá a outras, que são mais boas que eu”. E
meu amável Jesus, movendo-se em meu interior me disse:

(2) “Minha filha, toda a lei e os bens da Redenção foram escritos por Mim e depositados no coração
de minha amada Mamãe. Era justo que, como foi Ela a primeira que viveu em meu Querer e
por isso me atraiu do Céu e me concebeu em seu seio, conhecesse todas as leis e fora depositária
de todos os bens da Redenção, e não adicionei nem uma vírgula a mais, e não porque fosse incapaz,
quando saindo à minha vida pública a manifestei às pessoas, aos apóstolos; e os mesmos
apóstolos e toda a Igreja nada acrescentaram do que eu disse e Eu fiz quando eu estava na terra.

Nenhum outro evangelho fez e nenhum outro sacramento Mas sempre gira em torno de tudo o que
Eu fiz e disse. Quem é chamado por primeiro é necessário que receba o fundo de todo o bem que
quero fazer à todas as gerações humanas; é verdade que a Igreja comentou o Evangelho, escreveu muito sobre tudo o que eu fiz e disse, mas nunca se afastou da minha fonte, da origem dos
meus ensinamentos. Assim será da minha vontade, porei em ti o fundo da lei eterna de meu Querer, o que é necessário para fazê-la compreender e os ensinamentos necessários, e sim a Igreja se

estenderá nas explicações e nos comentários, não se afastará jamais da origem, da fonte constituída por Mim,
e se alguém quiser afastar-se, ficará sem luz e na escuridão mais densa, e será obrigado, se quiser luz,
a retornar à fonte, isto é para meus ensinamentos”.

(3) Quando ouvi isto, disse: “Meu doce amor, quando os reis estabelecem as leis chamam aos ministros
como testemunhas das leis que estabelecem para depositá-las em suas mãos, a fim de que
as publiquem e as façam observar pelos povos. Eu não sou ministro, é mais, sou tão pequena e
incapaz que não sou boa para nada”.
(4) E Jesus acrescentou: “Eu não sou como os reis da terra que se entendem com os grandes, eu
prefiro entendê-los com os pequenos, porque são mais dóceis e nada se atribuem a eles, mas tudo
à minha bondade. No entanto, também Eu escolhi um ministro meu que te assista neste teu esta-
do, e por quanto me pediste que te libertasse de sua vinda diária, eu não prestei atenção em você,
e mesmo que você não estivesse mais sujeita a recair neste estado, Eu não vou permitir que você
perca a sua assistência. Era esta a causa pela qual era necessário que tivesse um ministro meu
que estivesse ao dia da lei de minha Vontade, e conhecendo meus ensinamentos fosse testemunha
e depositário de uma lei tão santa, e como fiel ministro meu publique na minha Igreja o grande
bem que quero fazer a Ela, com fazer conhecer a minha Vontade”.

(5) Então fiquei tão imersa no Divino Querer, que me senti como se nadasse num mar imenso e
minha pobre mente se perdia, e onde tomava uma gota da Vontade Divina, e onde alguma outra, e
fluíam tanto os conhecimentos dela, que minha capacidade era impotente para os receber todos, e
entre mim dizia: “Como é grande, profundo, alto, imenso, santo tu Querer, oh Jesus meu! Tu queres pôr junto tudo o que a Ele pertence, e eu sendo pequena eu me afogo nele. Por isso, se você
quiser que eu entenda o que você quer me fazer entender, infrinja-o em mim pouco a pouco, assim
poderei manifestá-lo a quem Tu queres”.

(6) E Jesus: “Minha filha, certamente que é imensa a minha Vontade, Ela contém toda inteira a
eternidade. Se você soubesse todo o bem que contém ainda uma só palavra sobre minha Vontade
e um único ato feito pela criatura Nela, você ficaria atordoada, nesse ato toma como em um punho
Céu e terra. Meu Querer é vida de tudo e corre por toda parte, e a criatura junto com meu querer
corre em cada afeto, em cada batida, em cada pensamento e em todo o resto que fazem as criaturas; corre em cada ato do Criador, em cada bem que faço, na luz que mando à inteligência, no per-
dão que concedo, no amor que envio, nas almas que dou fervor, nos bem-aventurados que beatifico, em tudo; não há bem que faço, nem ponto da eternidade em que não tenha seu pequeno lugarzinho. ” Oh! como me é querida, como a sinto inseparável, é a verdadeira companheira fiel de minha Vontade, sem jamais deixá-la sozinha. Por isso corre em Ella e tocarás com a mão o que te digo”.

(7) E enquanto isso dizia, lançava-me no mar imenso do seu Querer, e eu corria, corria, Mas quem
pode dizer tudo? Tocava tudo, corria em tudo, tocava com a mão o que Jesus me dizia, mas não
sei colocá-lo no papel; se Jesus quiser me dará mais capacidade, por isso por agora ponho ponto…

19-42
Julho 29, 1926
Tudo o que fazia Nosso Senhor, em virtude do Querer Divino investe toda a Criação. Quem porá de novo em festa toda a Criação?

(1) Estava fazendo minhas habituais voltas no Reino do Supremo Querer, e tendo chegado ao que
tinha feito o Divino Querer na Humanidade de Nosso Senhor, olhava suas lágrimas, seus suspiros,
seus gemidos, e tudo o que fazia, investidos pela luz de sua Vontade, Assim, seus raios estavam
enfeitados pelas lágrimas de Jesus, cheios de seus suspiros, revestidos por seus gemidos
doloridos e amorosos. E como a Criação está prenha e investida pelo Supremo Querer, seus raios
de luz investindo tudo, embelezavam todas as coisas criadas com suas lágrimas; todas as coisas
ficavam investidas por seus suspiros, por seu amor e todas gemiam junto com Jesus. Depois, o
doce Jesus saiu de dentro de mim, e apoiando sua cabeça sobre minha testa me disse:.
(2) “Minha filha, o primeiro homem ao pecar perdeu uma Vontade Divina, e por isso foi necessária
minha Humanidade unida ao Verbo Eterno, que devia sacrificar em tudo e por todo a vontade
humana de minha humanidade, para readquirir esta Vontade Divina, para dá-la de novo à criatura.
Assim que minha Humanidade não deu nem sequer um respiro de vida a sua vontade humana,
senão que a teve só para sacrificá-la e para pagar a liberdade que se tinha tomado o homem de
rejeitar com tanta ingratidão a esta Vontade Suprema, e perdendo-a faltaram-lhe todos seus bens,

A sua felicidade, o seu domínio, a sua santidade, tudo lhe caiu em desgraça. Se o homem tivesse
perdido uma coisa humana, dada a ele por Deus, um anjo, um santo a teria podido restituir, mas
como perdeu uma Vontade Divina, foi necessário um Homem e Deus que a pudesse restituir.
Agora, se tivesse vindo à terra somente para redimi-lo, teria bastado uma gota de meu sangue,
uma pequena pena para colocá-lo a salvo, mas como vim não só para salvá-lo, mas para restituir-
lhe minha Vontade perdida, quis descer esta Divina Vontade em todas minhas penas, nas minhas
lágrimas, em meus suspiros e gemidos, em tudo o que Eu fazia e sofria para readquirir de novo o
domínio em todos e sobre todos os atos humanos, e assim poder formar de novo seu Reino em
meio às criaturas. Então quando eu, quando criança, chorava, chorava, gemia, minha Vontade
Divina, mais do que raio solar, investia toda a Criação de minhas lágrimas, de meus gemidos e
suspiros, assim que as estrelas, o sol, o céu azul, o mar, a pequena flor, todos choravam, gemiam,
soluçavam e suspiravam, porque a Vontade Divina que estava em Mim era a mesma que reinava
em toda a Criação, e como conatural as estrelas choravam, o céu gemia, o sol soluçava, o mar
suspirava. A luz de minha Vontade levava meu eco em todas as coisas criadas, e repetindo meu
ato faziam companhia a seu Criador. Ahh! se você soubesse o assalto que recebia a Divina
Majestade ao ouvir meu pranto em toda a Criação, meus gemidos e suspiros.

Todas as coisas criadas, animadas por Minha Vontade, prostradas aos pés do trono divino o ensurdeciam com seus
gemidos, o atraíam com suas lágrimas, o moviam a piedade com seus suspiros e orações, e
minhas penas repercutindo-se nelas forçavam-no a ceder as chaves do Céu e imploravam de novo
o Reino da Vontade Divina sobre a terra. Meu Pai Celestial, compadecido e enternecido por sua
mesma Vontade que chorava, gemia, rogava e penava em todas suas obras, cedia as chaves e
dava de novo seu Reino, mas para estar seguro o colocava em minha Humanidade, a fim de que a
tempo oportuno o pudesse dar de novo à família humana. Eis a necessidade de que Eu obrasse e
descesse na ordem das ações humanas, porque minha Vontade Divina devia tomar seu domínio e
substituir a ordem de sua Vontade Divina em todos os atos das criaturas; vê então quanto me custa
este Reino, com quantas penas o resgatei, por isso o amo tanto e a qualquer custo o quero
estabelecer em meio às criaturas”..
(3) E eu: “Mas diz-me meu amor, se tudo o que Tu fizeste foi investido pela unidade da luz do
Supremo Querer, sendo uma esta Vontade não se pode desunir nem separar de seus atos, assim
que a Criação não está mais sozinha, tem a companhia de teus atos, de teu amor, de teus
gemidos; Portanto não há aquele silêncio de tumba que Você me disse a outra vez”. E Jesus, todo
bondade acrescentou:.
(4) “Minha filha, tu deves saber que até enquanto minha humanidade esteve sobre a terra, como
também enquanto esteve a Soberana Rainha, na Criação não houve solidão nem silêncio
sepulcral, porque em virtude da luz da Vontade Divina, onde quer que esta se encontrava, como luz
se expandia, e difundindo-se em tudo se multiplicava em todas as coisas criadas, e onde quer que
se repetia o meu ato, porque uma era a Vontade. Tão certo é tudo isto, que a Criação deu sinais
sensíveis tanto em meu nascimento e muito mais em minha morte, até escurecer o sol e romper-se
as pedras, tremer a terra, como se todos chorassem a seu Criador, a seu Rei, choravam Aquele
que os havia tido em festa, que tinha rompido a sua solidão e o silêncio do túmulo, e sentindo todos
a amargura de tão dura privação, deram sinais de dor e de pranto e voltaram de novo ao luto da
solidão e do silêncio, porque partindo Eu da terra, não havia mais quem emitisse a voz na luz de
minha Vontade, que formando o eco voltava à Criação falante e obrante. Sucedia como aqueles
instrumentos de metal, que com arte encerram a voz de quem fala ou de quem canta, e o
instrumento fala, canta, chora, ri, mas isto acontece em virtude do eco da voz que falou, mas se tira
o engenho que produz aquele canto, o instrumento fica mudo. Muito mais do que Eu não vim à
terra pela Criação, mas vim pelo homem, e por isso tudo o que fiz, penas, orações, gemidos,
suspiros, deixei-os mais do que nova Criação para o bem das almas, porque tendo sido feito tudo o
que Eu fiz em virtude da minha potência criadora,

Está tudo em ordem para salvar o homem. Além disso, a Criação foi feita para o homem,
na qual ele devia ser o rei de todas as coisas criadas, mas
o homem ao subtrair-se da minha Vontade Divina perdeu o regime, o domínio, não podia formar
leis no Reino da Criação, como é costume de um rei quando possui um Reino, porque tendo
perdido a unidade da luz da minha Vontade, não soube mais reger, não tinha mais força de
domínio, suas leis não tinham valor; a Criação foi para ele como um povo que se revela ao rei e
dele forma sua chacota. Por isso minha humanidade foi rapidamente reconhecida por toda a
Criação como seu Rei, porque sentia em Mim a força da união de uma só Vontade; mas, partindo,
ficou de novo sem Rei e fechada em seu silêncio, esperando de novo a quem no Reino de minha
Vontade devia emitir sua voz para fazê-la ressoar nela. Mas você sabe quem é aquela que porá de
novo em festa toda a Criação, quem formará seu eco e a devolverá de novo falante? És tu filha
minha a que retomarás o domínio, o regime no Reino de minha Vontade, por isso sê atenta e teu
voo em meu Querer seja contínuo”..

19-43
Agosto 1, 1926

O segredo de Jesus. A força e o bem do seu segredo.

(1) Estava suspirando por meu doce bem, a Vida de minha vida, e não vindo pensava entre mim:
“Como é dura sua privação! “Ah! Jesus não me ama mais, e não só terminaram as carícias, os
beijos, suas grandes demonstrações de amor que com tanta abundância me dava antes, mas
também sua amável e arrombadora presença se faz sempre esperar”. ¡ Oh Deus, que pena, que
martírio continuado, que vida sem vida, sem ar, sem descanso! Jesus meu, tenha piedade de mim,
de sua pequena exilada”. Mas enquanto isso e outras coisas pensava, meu sempre amável Jesus
saiu de dentro de mim e apoiando seus braços sobre meu peito me disse:.

(2) “Minha filha, tu enganas-te dizendo que não te amo como antes, mas tu deves saber que os
meus beijos, carícias, demonstrações de amor que te fazia eram o desabafo do meu amor, que não
podendo contê-lo em meu interior, o demonstrava com tantos sinais amorosos, E como entre nós
não havia trabalho a fazer, divertia-me contigo com tantos sinais e estratagemas de amor, mas isto
servia para te preparar para o grande trabalho que entre tu e eu se devia desenvolver, e quando se
trabalha não há tempo para se divertir, mas com tudo e isto o amor não cessa, mas vem
centuplicado, reafirmado e selado. Agora minha filha, tendo-te mostrado o desafogo do meu amor
contido, quis passar a dar-te o que continha dentro de Mim, quis comunicar-te o grande segredo do
Reino da minha Vontade, dando-te os bens que ele contém. E quando se comunicam segredos
importantes, e sendo este o segredo mais importante de toda a história da Criação, se fazem a um
lado as diversões, beijos e carícias, muito mais que o trabalho do Reino do Supremo Querer é
exuberante e o maior que pode existir em toda a história do mundo.

Portanto, revelar-te o meu segredo supera todos os amores juntos, porque no segredo está a participação da própria vida, dos
próprios bens; no secreto há confiança, há esperança; e parece-te pouco que teu Jesus tenha
confiança em ti, e que tu sejas o objeto da minha esperança? Mas não de uma confiança e
esperança qualquer, senão a confiança de te confiar o Reino de meu Querer, a esperança que
ponha a salvo os direitos dele, que o faça conhecer. Agora, tendo-te confiado o segredo de minha
Vontade, que é a parte essencial da Vida Divina, e Eu não saberia te dar coisa maior que esta,
como dizes então que te amo menos que antes? Deve dizer antes que é o grande trabalho que se
requer de você e de Mim no Reino de minha Vontade. Tu deves saber que estou sempre ocupado
e todo atento a trabalhar em ti, agora ampliando tua capacidade, agora te ensino, muitas vezes
passo a trabalhar junto contigo, outras vezes te supro, em suma, estou sempre ocupado, e isto diz
que te amo sempre mais, mas com amor mais forte e substancioso”..

19-44
Agosto 4, 1926

Quem está na Divina Vontade, onde quer que se encontre
está seguro, porque nela há quatro planos.

(1) Os meus dias, as minhas horas estão sempre sob a opressão de duríssimas privações do meu
doce Jesus. Oh! como é doloroso passar da luz para as trevas, e enquanto se crê dever gozar da
luz, como relâmpago foge e fica mais escuro do que antes. Agora, enquanto me encontrava sob a
dura pena da privação da luz de meu doce Jesus, e sentindo que não podia mais, minha amada
Vida, meu sumo bem se moveu em meu interior, e eu sentindo-o lhe disse: “Jesus, como me
deixas! Sem Ti eu não sei onde me encontro”. E Ele todo bondade me disse:.

(2) “Minha filha, como, não sabes onde te encontras? Não estás na minha Vontade? A casa da
minha vontade é grande; se não estiveres num andar, estarás noutro; porque ela contém quatro
planos; o primeiro é o subsolo da terra, isto é: o mar, a terra, as plantas, as flores, os montes, e
todo o resto que existe no submundo do universo; Onde quer que ela domine e governe, a sua
posição é sempre de Rainha e tudo está nas suas mãos. O segundo plano é o sol, as estrelas, as
esferas celestes. O terceiro é o céu azul. O quarto é a minha pátria e a dos santos. Em todos estes
planos minha Vontade é Rainha, ocupa o primeiro lugar de honra, assim que em qualquer destes
planos em que se encontre, está segura de que sempre estará em minha Vontade. Se você gira no
baixo do universo, a encontrará que te espera no mar, a fim de que se una com Ela para fazer o
que Ela faz, como desenvolve seu amor, sua glória, sua potência; te espera sobre os montes, no
baixo dos vales, nos prados floridos, Espera-te em todas as coisas a fim de que lhe faças
companhia para fazer que nada omitas, é mais, serás a repetidora de seus atos. Quando tiveres
girado pelo primeiro plano passa ao segundo, e a encontrarás que te espera com majestade no sol,
a fim de que sua luz, seu calor, te transformem, te façam perder teu ser e saiba amar e glorificar
como sabe amar e glorificar uma Vontade Divina. Por isso gira em nossa casa, nas obras de teu
Criador, porque onde quer que te espere a fim de que tu aprendas seus modos, repitas o que faz
minha Vontade em todas as coisas criadas, assim estarás segura de encontrar-te sempre no
Supremo Querer, e não só isto, mas vais encontrar-te sempre comigo, e se bem nem sempre me
vês, tu deves saber que sou inseparável da minha Vontade e das minhas obras, por isso estando
Ela em Mim, Eu estarei contigo e tu estarás Comigo”..

(3) Dito isto desapareceu como um relâmpago, e eu fiquei mais no escuro do que antes,
continuando meus atos no Supremo Querer, mas enquanto isso fazia lhe rogava que retornasse a
sua pequena filha dizendo: “Meu Jesus, te rogo em virtude de tua mesma Vontade, e como Ela se
encontra espalhada em toda a Criação, enchendo-a toda, por isso tua mesma Vontade te roga no
sol que retorne a tua pequena recém-nascida, te roga em cada estrela, Roga-te no céu azul que te
apresses a vir a quem não pode viver sem Ti, suplica-te no mar, em suas ondas fragorosas, em
seu doce murmúrio, que logo venhas a tua pequena exilada. Não escutas meu amor minha voz em

96
tua Vontade que ressoa em todas as coisas criadas, e toda a Criação roga, suplica, suspira, chora
por que regresses à pequena de tua Vontade? Como é que tantas vozes não te comovem? Como é
que tantos suspiros não te empurram, não te fazem embarcar no voo? Não sabes! Jesus que é a
tua vontade a que te roga, E se você não ouvir Ela ficaria por baixo? E eu acho que você não pode
fazer menos do que ouvi-la”. Mas enquanto isto e outras coisas mais dizia, meu doce Jesus
moveu-se em meu interior, transformando-me toda nele e participando-me de suas amarguras, que
já eram demasiadas, ó Deus, quantas coisas tristes fazia ver, e seu coração era transpassado por
elas! Depois, como se quisesse aliviar me disse, fazendo-se ver com sua habitual caneta de luz na
mão:.
(4) “Minha filha, façamos tudo a um lado, falemos do reino do Supremo Querer que tanto me
interessa, não vês como estou sempre em ato de escrever no fundo de tua alma seus méritos, suas
leis celestiais, sua potência, seus prodígios divinos, sua beleza encantadora, suas alegrias infinitas,
a ordem e a harmonia perfeita que reina neste Reino do Fiat Divino? Primeiro faço os preparativos,
formo em ti todas as propriedades Dele e depois te falo, a fim de que sentindo em ti suas
propriedades, poderás ser a porta-voz de minha Vontade, o seu pregador, o seu telégrafo e o
trompete que com som ressonante chame a atenção das pessoas para ouvi-la. Os ensinamentos
que te dou sobre o Reino de meu Querer serão como tantos fios elétricos, que quando estão feitas
as justas comunicações, os preparativos necessários, basta um só fio para dar luz a cidades e a
províncias inteiras. A força da eletricidade, com uma rapidez mais que a do vento, dá luz a lugares
públicos e privados. Os ensinamentos sobre minha Vontade serão os fios, a força da eletricidade
será o mesmo Fiat, que com uma rapidez encantadora formará a luz que afastará a noite da
vontade humana, as trevas das paixões. Oh, como será bela a luz da minha vontade! Ao vê-la se
disporão os equipamentos nas almas para unir a elas os fios dos ensinamentos, para gozar e
receber a força da luz que contém a eletricidade de meu Querer Supremo. Queres ver como vai
acontecer? Olhe, Eu tomo um fio de meus ensinamentos amarrado a sua alma, e você emite sua
voz dentro do fio, diga, eu te amo’, Eu te adoro’, te bendigo’, o que você quiser dizer, e fique atenta
a olhar”..
(5) Eu disse eu te amo e aquele te amo mudou em caracteres de luz, e a força elétrica do Supremo
Querer o multiplicava, De modo que aquele amor te amava’ de luz percorria toda a abóbada dos
céus, fixava-se no sol, em cada estrela, penetrava nos Céus, fixava-se em cada um dos bem-
aventurados, formava sua coroa de luz aos pés do trono divino e entrava até no seio da Majestade
Suprema, em suma onde se encontrava a Divina Vontade, e por toda parte formava sua luz
elétrica. E Jesus, retomando a palavra, disse-me:.

(6) “Minha filha, viste que força tem a eletricidade do Fiat Supremo e como chega a todas as
partes? A eletricidade da terra se difunde no mais baixo, não tem a força de chegar até as estrelas,
mas a força de minha eletricidade se difunde no baixo, no alto, nos corações, onde quer que seja, e
quando se disponham os fios, com que rapidez encantadora fará seu caminho entre as criaturas”..

 

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