Estudo 24 – Livro do Céu Vol.12 ao 20 – Escola da Divina Vontade

Escola da Divina Vontade
Estudo 24 – Livro do Céu Vol.12 ao 20 – Escola da Divina Vontade
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PARTE 1 Parte2
12-25
Novembro 2, 1917

Lamentos de Jesus. Ameaças de castigos para a Itália.

(1) Continuando meu habitual estado, entre privações, penas e amarguras, especialmente por
tantos males que se ouvem, e pela entrada dos estrangeiros na Itália, rogava ao bom Jesus que
detivesse os inimigos e lhe dizia: “Era esta talvez a inundação que Tu dizias em dias
passados?” e o bom Jesus, vindo me disse:

(2) “Minha filha, esta era a inundação que te dizia, e a invasão continuará avançando, os
estrangeiros continuarão invadindo a Itália, muito mereceram. Eu tinha escolhido a Itália como
uma segunda Jerusalém; ela, por correspondência, ignorou as minhas leis, negou-me os
direitos que me correspondiam; ah! posso dizer que não se comporta mais como homem, senão
como besta e nem mesmo sob o pesado flagelo da guerra me reconheceu e quer seguir adiante
como meu inimigo. Justamente se tem merecido a derrota e a continuarei humilhando até o pó”.
(3) E eu interrompendo-o: “Jesus, que dizes? ¡ Pobre pátria minha, como você será dilacerada!
Jesus, piedade, detenha a corrente dos estrangeiros!”

(4) E Jesus: “Minha filha, com grande dor devo permitir que os estrangeiros avancem; tu porque
não amas as almas tanto como Eu desejaria a vitória, mas se a Itália vencer será a ruína para
as almas, sua soberba chegaria a tanto que arruinaria o pouco avanço de bem que há na
nação, e seria dado como exemplo aos povos como nação que sabe fazer as coisas sem Deus.
¡ Ah, minha filha, os flagelos continuarão, os países serão devastados, os despojarei de tudo, o
pobre e o rico serão uma só coisa. Não quiseram conhecer as minhas leis; da terra se fizeram
um deus para cada um, e eu, despojando-os, lhes farei conhecer o que é a terra; com o fogo a
purificarei, porque é tanta a peste que exala, que não posso tolerá-la; muitos ficarão sepultados
no fogo, e assim tornarei judiciosa a terra. É necessário, o requer a salvação das almas; já te
havia dito há muito tempo destes flagelos, e agora o tempo chegou, mas não de todo ainda,
outros males virão. Emendarei a terra, emendarei a terra”.
(5) E eu: “Meu Jesus, acalma-te, basta por agora”.
(6) E Ele: “Ah, não! Você reza e eu farei o inimigo menos cruel.”

13-24
Outubro 16, 1921

Assim que Jesus foi concebido, fez renascer todas as criaturas n’Ele.

(1) Encontrando-me em meu habitual estado, meu sempre amável Jesus me fazia ver como de
dentro de sua Santíssima Humanidade saíam todas as criaturas, e toda ternura me disse:

(2) “Minha filha, olha o grande prodígio da encarnação, assim que fui concebido e se formou
minha humanidade, assim fazia renascer todas as criaturas em Mim, assim que em minha
Humanidade, enquanto renasciam em Mim, sentia todos seus atos distintos: Na mente continha
cada pensamento de criatura, bons e maus, os bons confirmava-os no bem, rodeava-os com a
minha graça, investia-os com a minha luz, a fim de que, renascendo da santidade da minha
mente, fossem dignos partos da minha inteligência; os maus os reparava, fazia a penitência que
lhes correspondia, Multiplicava os meus pensamentos ao infinito para dar ao Pai a glória por
cada pensamento das criaturas. Em meus olhares, em minhas palavras, em minhas mãos, em
meus pés e até em meu coração, continha os olhares, as palavras, as obras, os passos, os
corações de cada um, e renascendo em Mim tudo ficava confirmado na santidade de minha
humanidade, tudo reparado, e por cada ofensa sofri uma pena especial.
E, tendo feito renascer todos em Mim, carreguei-os em Mim todo o tempo da minha vida, e sabes quando os tive?
Os pari sobre a cruz, no leito de minhas acerbos dores, entre espasmos atrozes, no último suspiro
de minha Vida, e assim como morri, assim renasciam todos a nova vida, todos selados e
marcados com todo o obrar de minha humanidade; e não contente com tê-los feito renascer, a
cada um dava tudo o que Eu tinha feito para tê-los defendidos e seguros. Vês a santidade que o
homem contém? A santidade da minha humanidade, jamais teria podido dar à luz filhos
indignos e ao contrário de Mim, por isso amo tanto o homem, porque é parto meu, mas o
homem é sempre ingrato e chega a não conhecer o Pai que o pariu com tanto amor e dor”.

(3) Depois disto tudo se fazia ver em chamas, e Jesus ficou queimado e consumido naquelas
chamas, e não se via mais, não se via outra coisa que fogo, mas depois se via renascer de
novo, e depois ficava outra vez consumido no fogo. Então acrescentou:

(4) “Minha filha, Eu ardo, o amor me consome, é tanto o amor, as chamas que me queimam,
que morro de amor por cada criatura. Não foi só pelas penas pelo que morri, senão que as
mortes de amor são contínuas, não obstante não há quem me dê seu amor por refrigério”.

14-24
Abril 21, 1922

Efeitos da oração feita na Santíssima Vontade de Deus.

(1) Tudo o que escrevi e escrevi é somente para obedecer, e muito mais por temor de que meu
Jesus, desgostoso, pudesse encontrar pretexto para me privar d’Ele, só Ele sabe quanto me
custa. Agora, passei um dia sem Jesus, apenas alguma sombra sua, oh! Deus, que pena, e
dizia entre mim: “Como tão depressa faltou à sua palavra de não me deixar! Oh! Santa Vontade
Eterna, traz-me o meu sumo bem, o meu tudo”. E era tanta a pena que sentia, que me sentia
consumir pela dor, mas neste estado tratava de fundir-me em seu Santo Querer. Enquanto
estava nisto veio, fazendo-se ver que chorava amargamente, com o coração partido em muitos
pedaços, eu ao vê-lo chorar pus a um lado a minha raiva e abraçando-o e secando-lhe as
lágrimas lhe disse: “Que tens Jesus que choras? Diz-me, o que te fizeram?”

(2) E Ele: “Ah! minha filha, querem desafiar-me, é um horrível desafio que me estão a preparar,
e isto pelos chefes; é tanto a minha dor que me sinto destroçado em pedaços o meu coração. ¡
Ah! como é justo que a minha justiça se descarregue contra as criaturas, por isso venha junto
Comigo no meu Querer, fiquemo-nos entre o Céu e a terra e adoremos juntos a Majestade
Suprema, abençoemo-la e prestemos-lhe homenagem por todos, a fim de que Céu e Terra
possam encher-se de adorações, homenagens e bênçãos e todos possam receber os efeitos”.

(3) Então passei uma manhã rezando junto com Jesus em seu Querer, mas, oh
surpresa! Enquanto rezávamos, uma era a palavra, mas o Querer Divino a difundia sobre todas
as coisas criadas e em todas ficava sua marca; a levava ao empírico e todos os bem-
aventurados não só recebiam a marca, senão lhes era causa de nova bem-aventurança; descia
no subsolo da terra e até ao Purgatório, e todos recebiam os efeitos, mas quem pode dizer
como se rezava com Jesus, e todos os efeitos que produzia? Então, depois de ter rezado
juntos, disse-me:

(4) “Minha filha, viste o que significa rezar no meu Querer? Como não há ponto em que meu
Querer não exista, Ele circula em tudo e em todos, é vida, ator e expectador de tudo; assim os
atos feitos em meu Querer se tornam vida, ator e expectador de tudo, até da mesma alegria,
bem-aventurança e felicidade dos santos, levam por toda parte a luz, o ar balsâmico e celestial
que faz sair alegrias e felicidade, por isso não saia jamais de meu Querer, Céu e terra te
esperam para receber nova alegria e novo esplendor”.

15-25
Maio 25, 1923
A Divina Vontade legitima as almas como filhas de Deus. Tudo foi criado para elas.

(1) Sentia-me como imersa no Querer Eterno e meu sempre amável Jesus, atraindo-me para Ele
me transportou para fora de mim mesma, fazendo-me ver céu e terra, e enquanto isso me fazia ver
me disse:

(2) ” Filha querida de nossa Suprema Vontade, olhe toda esta máquina do universo, o céu, o sol, os
mares, e todo o resto, foi criado por Nós para fazer um dom, mas sabe a quem? A quem teria feito
a nossa vontade. Tudo a eles foi doado como a nossos filhos legítimos, isto o fazíamos por decoro
de nossas obras, não depositando-as nem dando-as em dom a gente estranha, nem a filhos
ilegítimos que não teriam compreendido os grandes bens que há nelas, nem apreciada a grandeza
e santidade de nossas obras, aliás, as teriam desperdiçado e desprezado; ao contrário, dando-as
em dom a nossos filhos legítimos, como em cada coisa criada há um amor distinto e um bem
especial para aquele a quem está dirigido o dom, nossa Vontade habitante neles e formando neles
vida própria, lhes teria feito compreender todos estes amores, distintos um do outro, que estão em
tudo o criado e todas as especialidades dos bens, portanto nos teriam dado a correspondência por
cada amor distinto, glória, honra, por todos os bens dados a eles; nossa Vontade, que com um Fiat
os tinha criado e que conhecia todos os seus segredos, habitante em nossos filhos legítimos, com
outro Fiat lhes teria revelado nossos segredos que estão em todas as coisas criadas, e nos faria
dar amor por amor; as harmonias, as comunicações se alternariam entre eles e Nós.
E, se aqueles que não fazem a nossa vontade parecem gozar e tomar parte, mas os dons não são deles, mas é
por causa indireta, como usurpadores e como filhos ilegítimos, muito mais do que não estando a
minha vontade habitante neles, nada ou pouquíssimo entendem do meu amor que tudo o que é
criado os leva, nem dos grandes bens que em tudo há; aliás, muitos nem sequer sabem quem
criou tantas coisas. Verdadeiros estrangeiros, que enquanto vivem das coisas que me pertencem,
nem sequer me querem reconhecer.

(3) Então, como a verdadeiro Filho legítimo foi entregue por meu Pai Celestial este grande dom de
todo o universo, a minha Humanidade, na qual não houve coisa pela que não o correspondesse,
dom por dom, amor por amor; depois veio minha Celestial Mãe, que tão bem soube corresponder
ao seu Criador, e depois vieram os filhos da minha Vontade, aos quais Ela devia legitimar por seus
próprios filhos.

Por isso tudo o criado exulta de alegria, faz festa e sorri quando fazendo-te sair de ti
mesma, junto Comigo reconhecem a filha legítima da Vontade Suprema, sua dona, todas quiseram
correr ao teu colo e ao teu redor, não só para fazer festa mas para ser apreciadas, defendidas e
tidas em conta como dom do seu Criador, e todas em concorrência querem dar-te cada um amor
distinto e o dom que contém cada coisa criada: Quem te quer dar o dom da beleza do teu Criador,
e o amor que contém o belo; quem o dom da potência, e o amor que contém o poder; quem o dom
da sabedoria, quem o da bondade, quem o da santidade, quem o da luz, quem o da pureza, e os
vários amores que contém a sabedoria, a bondade, a santidade, a luz, a pureza, etc. Assim que
minha Vontade abate todas as barreiras que há entre a alma e Deus, a põe em harmonia entre o
Céu e a terra, lhe revela todos os segredos que há em toda a Criação, e a torna depositária de
todos os dons de Deus”.

16-25
Outubro 20, 1923

A alma é o campo onde Jesus trabalha, semeia e colhe.

(1) Sentia-me toda aniquilada em mim mesma, suas privações me lançam na mais profunda hu-
milhação; sem Jesus, o interior de minha alma sinto-o devastado, todo o bem me parece que decli-
na e morre, meu Jesus, como é dura a tua privação! Oh! como me sangra o coração ao ver em
mim todo morrer, porque Aquele que é vida e que só Ele pode dar vida, não está comigo. Então,
enquanto eu estava neste estado, meu dulcíssimo Jesus tendo saido de dentro de mim, e apoiando
sua mão sobre meu coração, e apertando-o forte Ele disse para mim:

(2) “Minha filha, por que te afliges tanto? Abandona-te em Mim e deixa-me fazer, e quando te pa-
reça que tudo declina e morre, teu Jesus fará ressurgir tudo, porém mais belo e mais fecundo.
Você deve saber que a alma é meu campo onde eu trabalho, semeio e colho, mas meu campo
predilecto é a alma que vive em minha Vontade, neste campo meu trabalho é deleitável, não me sujei ao
semear, porque minha Vontade a converteu em campo de luz, seu terreno é virgem, puro e celestial,
e Eu me divirto muito ao semear nele pequenas luzes, quase como um orvalho que forma o Sol
de minha Vontade. ”
Oh! como é bonito ver este campo da alma toda coberto de tantas gotas de
luz, que pouco a pouco, à medida que crescem, formarão tantos sóis, a vista é encantadora, todo o
Céu é arrebatado por sua vista e estão todos atentos a ver o Celestial Agricultor que com tanta
mestria cultiva este campo e que possui uma semente tão nobre de convertê-la em sol. Agora min-
ha filha, este campo é meu e faço dele o que quero, e quando estes sóis estão formados Eu os
colho e os levo ao Céu como a mais bela conquista de minha Vontade, e volto de novo ao trabalho
de meu campo e revolvo tudo, portanto Ponho tudo em desordem, e a pequena filha de meu Querer
sente que tudo termina, que tudo morre. Os sóis tão fulgurantes de luz os vê substituir pelas
pequenas centelhas de luz que vou semeando e acredita que tudo perece; como você se engana! ,
é a nova colheita que se deve preparar, e como eu quero torná-la mais bonita do que a primeira e
aumentá-la mais para poder duplicar a minha colheita, o trabalho à primeira vista parece mais
cansado e a alma sofre de mais, mas essas penas são como terreno arado, que fazem aprofundar
mais a semente para fazê-la germinar mais segura, mais fecunda e bela.
Não vês tu um campo quando se tem colhido como ele é magro e pobre? Mas deixe-o crescer novamente e você vai vê-
lo mais florescente do que antes, por isso deixa-me fazer, e tu com viver no meu Querer estarás
junto Comigo no trabalho, semearemos juntos as pequenas centelhas de luz, faremos competição
para ver quem semeia mais e assim nos divertiremos ao semear, ou no descanso, mas sempre juntos.
Eu sei, eu sei, eu sei qual é o teu maior medo, que eu te deixe; não, não, não Deixo-te, quem
vive em meu Querer é inseparável de Mim”.

(3) E eu: “Meu Jesus, Tu costumavas dizer-me que quando não vinhas era porque querias castigar
às pessoas, e agora não é por isso que não vens, mas por outra coisa”.

(4) E Jesus como que suspirando: “Virão, virão os castigos, ah, se soubesses!”
(5) Dito isto desapareceu.

17-24
Dezembro 1, 1924

A Divina Vontade rejeitada pelas criaturas sente a morte do bem que quer fazer.

(1) Sentia-me extremamente amarga, e enquanto rezava, chorava a minha dura sorte de estar
privada d’Aquele que forma toda a minha vida. Meu estado é irremediável, ninguém se move a
piedade de mim, tudo é justiça, e além disso, quem se quererá mover a piedade de mim, se Aquele
que é a fonte da piedade me nega? Agora, enquanto eu chorava e rezava, senti-me segurando as
mãos nas mãos de Jesus, e elevando-me ao alto disse:.

(2) “Venham todos a ver um espetáculo tão grande e jamais visto nem no Céu nem na terra:. Uma
alma morrendo continuamente por puro amor meu”.

(3) Ao falar de Jesus se abriram os Céus e toda a hierarquia celeste me olhava, também eu me
olhava e via minha pobre alma murcha e morrendo como uma flor que está por murchar sobre seu
caule, mas enquanto morria, uma secreta virtude me dava vida; ah! Talvez seja a justiça punitiva de
Deus que justamente me castiga. Oh, meu Deus, meu Jesus, tenha piedade de mim, piedade de
uma pobre moribunda! É a sorte mais dura que me toca entre todos os mortais: morrer sem poder
morrer! Depois, meu doce Jesus quase por toda a noite me teve em seus braços para me dar força
e me ajudar em minha agonia. Eu acreditava que finalmente tinha compaixão de mim e me levava
com Ele, mas em vão. Depois que me reanimou um pouco, me deixou dizendo:.

(4) “Minha filha, minha Vontade está recebendo contínuas mortes por parte das criaturas, Ela é
vida, e como vida quer dar a vida da luz, mas a criatura rejeita esta luz, e de fato, não recebendo-a,
Esta luz morre para a criatura e a minha Vontade sente a pena de morte que a criatura deu a esta
luz. Minha Vontade quer fazer conhecer os méritos, as virtudes que contém e a criatura rechaça
este conhecimento com os méritos e as virtudes que contém, e minha Vontade para a criatura
morre a este conhecimento e aos méritos e às virtudes que contém meu Querer, e minha Vontade
sente a pena da morte que a criatura deu às virtudes e méritos de meu Querer; e assim se quer dar
amor e não é recebido, sente a morte dada ao amor; se quer dar a santidade, a graça, sente dar-se
pela criatura a morte à santidade e à graça que quer dar, assim é contínua a morte que sente ao
bem que quer dar. E além disso, você não sente em você a morte contínua que sofre minha
Vontade? Vivendo tu n’Ela estais obrigada, como por natureza, a participar nestas mortes sofridas
pela Minha Vontade, e a viver num estado de contínua agonia”.

(5) Ao ouvir isto, disse: “Jesus, meu amor, não me parece que assim seja, é a tua privação que me
mata, que me tira a vida sem me fazer morrer”.
(6) E Jesus: “Minha privação, por um lado, minha Vontade, por outro, que tendo-te absorvida nela,
faz-te partícipe de suas penas. Minha filha, no verdadeiro viver em meu Querer não há pena que
minha Vontade receba das criaturas, que não faça partícipe a alma que vive nela”.

18-26
Fevereiro 21, 1926
Cada manifestação sobre a Divina Vontade é um parto Dela, e cada ato feito nela é água que
forma para engrandecer o mar da Vontade Eterna em torno da alma.

(1) Sentia-me toda imersa no Santo Querer Divino, um ar celestial e divino me circundava, e uma
luz inacessível me fazia presentes, como em ato, todos os atos do Querer Supremo, os quais
encontrando em mim o mesmo Querer, me davam seu beijo e seu amor, e eu lhes dava novamente
meu beijo e imprimia meu amo em cada ato do Querer Eterno. Parecia-me que todos queriam ser
reconhecidos por mim para ter minha correspondência, acordo perfeito e possessão recíproca.
Agora, enquanto me encontrava neste estado, meu doce Jesus saiu de dentro de mim, e com suas
mãos divinas me amarrava naquela luz, de modo que nada mais via que a Jesus, sua Vontade e
tudo o que Ela fazia; como me sentia feliz, quantas alegrias inexprimíveis sentia.
O próprio Jesus estava todo em festa e estava tão contente por me ver toda para o seu Querer e no seu Querer,
que parecia que esquecia tudo para se ocupar só da sua Vontade, a fim de que fosse completa em
mim, e triunfando sobre tudo pudesse ter a finalidade para a qual todas as coisas foram criadas.
Depois me disse:.

(2) “Minha filha, pequena recém nascida da minha Vontade, tu deves saber que quem nasceu na
minha Vontade pode ser também mãe, dando à luz muitos filhos ao meu Supremo Querer. Para ser
mãe é necessário ter matéria suficiente no interior, para poder formar com seu sangue, com sua
carne e com os alimentos contínuos o parto que se quer dar a luz. Se não há germe e matéria
suficiente, é inútil esperar ser mãe. Agora em ti, tendo nascido no meu Querer, está o germe da
fecundidade, como também está a matéria suficientíssima de todas as manifestações que te fiz
acerca do meu Querer, cada conhecimento que te dei, pode-se dizer que pode dar à luz um filho à
minha Vontade; seus atos contínuos em meu Querer são alimentos abundantes para formá-los
primeiro em ti a estes filhos do Céu, e depois tirá-los fora como triunfo, honra, glória e coroa de
minha Vontade e perene alegria da mãe que os pariu.

Veja então o que significa uma manifestação de mais, é um parto de mais que faz minha Vontade, é uma Vida Divina que sai para bem das
criaturas, é um debilitar as forças da vontade humana para constituir nela a força da Vontade
Divina. Como deves então estar atenta a não perder nada, mesmo das mais pequenas
manifestações que te faço, porque virias a tirar-me a honra de ter um filho a mais, que pode narrar
a todos um bem a mais sobre a minha Vontade para dá-lo às criaturas, e então poder amá-la de
mais e fazer-se subjugar pela potência do meu Supremo Querer”.

(3) Então, não sei como me sentia o acostumado temor que pudesse sair minimamente da
Santíssima Vontade, e meu sempre amável Jesus voltou de novo e todo amor me disse:.

(4)”Minha filha, por que temes? Escuta, quando te esforças e te afliges por temor de sair de meu
Querer, Eu me rio e me divirto, porque sei que é tanta a água do mar de minha Vontade que te
circunda, que não encontrarias os confins para sair dele; onde quer que queiras dirigir teus passos,
à direita ou à esquerda, para frente ou para trás, caminharias, sim, mas sempre na água do mar da
minha Vontade, e esta água foste tu mesma a formar com os tantos atos que fizeste nela, porque
sendo a minha Vontade interminável, fazendo suas ações Nela, você viria a formar em torno de
você um mar do qual não pode sair.
Então, cada ato que você faz vem para formar uma nova água
para ampliar a maior parte do mar da Suprema Vontade dentro e fora de você. Seus mesmos
temores de sair da origem onde nasceu, são ondas que formas, que agitando te aprofundam mais
no abismo do mar do meu Querer. Por isso Eu não te faço nenhuma reprovação, porque sei onde
estás e como estás; e mais bem chamo a tua atenção a viver em paz no meu Querer, ou faço-te
uma surpresa com dizer-te outras coisas mais surpreendentes sobre o Eterno Querer, de modo que
surpreendida esqueças tudo, também os teus temores, e em paz navegues o mar da minha
Vontade, E eu, divino piloto me deleito em guiar aquela que vive e é toda para o nosso Supremo
Querer”.
(5) Seja tudo para glória de Deus e para confusão minha, que sou a mais miserável das criaturas.

19-26
Junho 6, 1926

Jesus quer o nosso elo em tudo o que fez. Assim como Deus estabeleceu a época e o tempo da Redenção, assim é para o Reino
de sua Vontade. A Redenção é meio e ajuda para o homem, a Vontade Divina é princípio e fim do homem.

(1) Estava segundo meu costume fazendo minhas ações na Vontade Suprema, e tratava de
encontrar tudo o que fez meu Jesus, minha Mãe Celestial, a Criação e todas as criaturas, agora
enquanto isso fazia, o meu doce Jesus ajudava-me a fazer-me presente todos os seus atos que eu
omitia procurar, não tendo a capacidade para isso, e Jesus todo bondade me fazia presente o seu
ato dizendo-me:
(2) “Minha filha, em minha Vontade todos meus atos estão presentes, como alinhados entre eles.
Olhe, aqui estão todos os atos de minha infância, estão minhas lágrimas, meus gemidos, está
também quando pequeno menino, passando pelos campos pegava as flores, vem pôr seu te amo’
sobre as flores que tomo e sobre minhas mãos que se estendem para tomá-las, naquelas flores era
a ti a quem olhava, era a ti a quem tomava como pequena flor da minha Vontade, não queres tu
então fazer-me companhia em todos os meus atos infantis com o teu amor e com entreter-te
Comigo nestes atos inocentes? Depois está quando de pequeno menino, cansado de chorar pelas
almas tomava um brevíssimo sono, mas antes de fechar os olhos queria-te a ti para reconciliar o
sono, queria ver-te beijar minhas lágrimas ao imprimir teu „te amo’ em cada lágrima, e com o
arrulho de seu „te amo’ faça-me fechar os olhos ao sono, mas enquanto durmo não me deixe
sozinho, mas espere-me que acorde, a fim de que igual que ao fechar meus olhos ao sono, assim
ao abri-los desperte-me em seu „te amo’..
(3) Minha filha, estava estabelecido para quem devia viver em meu Querer que fosse inseparável
de Mim, e apesar de que você então não existia, minha Vontade te fazia presente e me dava tua
companhia, tuas ações, teu ‘amo-te’; e você sabe o que significa um „te amo’ em minha Vontade?
Aquele amor que te amo encerra uma felicidade eterna, um amor divino, e para a minha infância
era o suficiente para me fazer feliz e para formar em torno de mim um mar de alegria, o suficiente
para me fazer pôr de lado todas as amarguras que me davam as criaturas. Se você não seguir
todos meus atos haverá um vazio de seus atos em minha Vontade, e Eu ficarei isolado sem sua
companhia, quero sua ligação a tudo o que fiz, porque sendo uma a Vontade que nos une, por
conseqüência um deve ser o ato.

Mas siga-me ainda, olhe-me aqui, quando em minha infância de
dois ou três anos Eu me afastava de minha Mãe, e de joelhos com os bracinhos abertos em forma
de cruz rogava a meu Celestial Pai para que tivesse piedade do gênero humano, e em meus
bracinhos abertos abraçava todas as gerações; minha posição era dilaceradora, tão pequena, de
joelhos com os bracinhos abertos, chorar, rogar, minha Mamãe não teria podido resistir me ver, seu
amor materno que tanto me amava a teria feito sucumbir, por isso vêem você que não tem o amor
de minha Mamãe, vem a me segurar os bracinhos, a enxugar-me as lágrimas, põe um te amo’
sobre aquele terreno onde apoiava meus pequenos joelhos, a fim de que não me seja tão duro, e
depois atira-te em meus bracinhos a fim de que te ofereça a meu Celestial Pai como filha de minha
Vontade. Desde então eu te chamava, e quando me via sozinho, abandonado por todos, Eu dizia
entre Mim: Se todos me deixarem, a recém nascida da minha Vontade não me deixará jamais
sozinho’. “Porque o isolamento me é muito duro, e por isso meus atos esperam aos teus, e tua
companhia”..

(4) Mas quem pode dizer tudo o que meu doce Jesus me fazia presente de todos os atos de sua
Vida? Se eu quisesse dizê-los todos me estenderiam demasiado, deveria preencher volumes
inteiros, por isso melhor aqui ponho ponto….

(5) Depois disso eu estava dizendo ao meu amável Jesus: “Meu amor, se você ama tanto que sua
Santíssima Vontade seja conhecida e que reine com seu pleno domínio no meio das criaturas, por
que quando você veio para a terra, unido à tua Mãe Celestial, que assim como obteve ao suspirado
Redentor assim podia obter o suspirado Fiat, não formaste unido à Redenção o cumprimento da
tua Santíssima Vontade? A vossa presença visível teria ajudado, facilitando de modo admirável o
reino da Suprema Vontade sobre a terra; ao contrário, fazê-lo por meio desta pobre, mesquinha e
incapaz criatura, parece-me como se não devesse ter toda a glória e o total triunfo”. E o meu doce
Jesus, movendo-se dentro de mim, disse-me:.

(6) “Minha filha, tudo estava estabelecido, a época e o tempo, tanto da Redenção como aquele de
fazer conhecer minha Vontade na terra a fim de que reinasse nela. Estava estabelecido que minha
Redenção devia servir como meio de ajuda, Ela não tinha sido o princípio do homem, senão que
surgiu como meio depois que o homem se afastou de seu princípio; em troca minha Vontade foi o
princípio do homem e o fim no qual deve fechar-se; todas as coisas têm seu princípio em minha
Vontade e tudo deve retornar nela, e se não todas no tempo, na eternidade nenhum lhe poderá
fugir, por isso, também por esta razão, o primado é sempre de minha Vontade. Para formar a
Redenção Eu tinha necessidade de uma Mãe Virgem, concebida sem a sombra da mancha
original, porque devendo tomar carne humana, era decoroso para Mim, Verbo Eterno, que não
tomasse um sangue infectado para formar a minha Santíssima Humanidade.

Agora, para fazer conhecer minha Vontade, para que reinasse, não era necessário que Eu fizesse uma segunda mãe
segundo a ordem natural, mas sim uma segunda mãe na ordem da graça, porque para fazer que
reine minha Vontade não tenho necessidade de outra Humanidade, mas de dar tal conhecimento
dela, que atraídos por seus prodígios, por sua beleza e santidade e pelo bem grandíssimo que vem
à criatura, possam com todo amor submeter-se a seu domínio, e por isso, escolhendo-te para a
missão de meu Querer, Segundo a ordem natural te tomei da estirpe comum, mas pelo decoro de
minha Vontade, segundo a ordem da graça, devia te elevar tanto, de não ficar em tua alma
nenhuma sombra contaminada pela qual minha Vontade pudesse sentir relutância de reinar em ti.
Assim como se necessitava o sangue puro da Imaculada Virgem para formar a minha Humanidade,
para poder redimir o homem, assim se necessitava a pureza, o candor, a santidade, a beleza de
sua alma para poder formar em você a Vida de minha Vontade. E assim como ao formar minha
Humanidade no seio de minha Mãe, esta Humanidade se deu a todos, entende-se aqueles que me
querem, como meio de salvação, de luz, de santidade, assim esta Vida de minha Vontade formada
em você se dará a todos para fazer-se conhecer e tomar seu domínio. Se tivesse querido libertar-te
da mancha de origem, como a minha Celestial Mãe, para fazer com que a minha Vontade tomasse
vida em ti, ninguém teria pensado que o meu Querer reinasse neles, teriam dito:

É preciso ser uma segunda Mãe de Jesus, ter seus privilégios para fazer reinar a Vida da Vontade Suprema em nós’.
Ao contrário, sabendo que és da estirpe deles, concebida como eles, querendo-o, poderão também
eles, ajudando-se com o seu bom querer, conhecer a Vontade Suprema, o que devem fazer para
fazê-la reinar neles, o bem que lhes vem, a felicidade terrestre e celeste preparada de maneira
diferente para aqueles que farão reinar a minha Vontade. Minha Redenção devia servir para plantar
a árvore de minha Vontade, que regada com meu sangue, cultivada e trabalhada com meus suores
e penas inauditas, apresentada com os Sacramentos, devia primeiro fazer desenvolver a árvore,
depois florescer, e ao final fazer amadurecer os frutos celestiais de minha Vontade. Mas para fazer
amadurecer esses frutos preciosos não bastava o curso dos meus trinta e três anos, nem as
criaturas estavam preparadas, dispostas a tomar um alimento tão delicado que dava todo o Céu.
Por isso me contentei em plantar a árvore, deixando todos os meios possíveis para fazê-lo crescer
belo e gigantesco, e a tempo oportuno, quando os frutos estão por amadurecer, a fim de que sejam
cortados, escolhi-te a ti de modo todo especial para te fazer conhecer o bem que contém, e como
quero levantar de novo a criatura à sua origem, e que pondo de lado a sua vontade, causa pela
qual desceu do seu estado feliz, comerá destes frutos preciosos, os quais lhe darão tanto gosto,
que servirão para tirar toda a infecção das paixões e do próprio querer, e restituir o domínio a
minha Vontade. “Ela, abraçando tudo dentro de um só abraço, unirá tudo junto, Criação, Redenção
e cumprimento do fim pelo qual todas as coisas foram criadas, isto é, que minha Vontade seja
conhecida, amada e cumprida como no Céu assim na terra”.

(7) E eu: “Jesus, meu amor, quanto mais dizes, tanto mais sinto o peso da minha pequenez, e temo
que possa servir de obstáculo ao reino da tua Vontade sobre a terra. ¡ Oh, se tu e a minha mãe o
tivessem feito diretamente estando na terra, o teu Querer teria tido o seu pleno efeito!” E Jesus
interrompeu-me acrescentando:.

(8) “Minha filha, o nosso trabalho foi plenamente cumprido, tu fica atenta a cumprir o teu. Este é o
seu trabalho, muito mais do que Eu e a Rainha Soberana somos intangíveis das penas, estamos
em estado de impassibilidade e de glória completa, e por isso as penas não podem ter mais o que
fazer conosco; você em troca tem as penas em sua ajuda para impelir o Fiat Supremo, novos
conhecimentos, novas graças, e Eu apesar de que estou no Céu, Estarei escondido em ti para
formar o Reino à minha vontade. Minha potência é sempre a mesma, e mesmo estando no Céu
posso fazer o que teria feito estando visível sobre a terra; quando Eu quero e a criatura se presta
dando tudo em poder do meu Querer, Eu invisto-a e faço-a fazer o que deveria fazer Eu mesmo.
Por isso seja atenta e preste atenção ao seu trabalho”..

20-25
Novembro 16, 1926

Cada ato de vontade humana é um véu que impede conhecer a Vontade Divina. Seu zelo.
Como faz todos os ofícios para servir à alma. Ameaças de guerra e punições.

(1) Continua o meu habitual estado no abandono do Fiat Supremo, mas ao mesmo tempo chamo
Aquele que forma toda a minha felicidade, a minha vida, o meu tudo. E Jesus, movendo-se dentro
de mim, disse-me:
(2) “Minha filha, quanto mais se abandonar em meu Supremo Querer, tanto mais você adentra em
seus caminhos, mais conhecimento adquire e mais posse toma dos bens que há na Divina
Vontade, porque n‟Ela sempre há o que conhecer e tomar. Sendo a herança primária dada por
Deus à criatura e possuindo meu Querer bens eternos, tem a tarefa de sempre dar a quem vive
nesta herança, e só então está contente e se põe em atividade de ofício quando encontra a criatura
dentro dos confins de seu Querer, e dando-se em festa dá coisas novas à sua herdeira, assim, a
alma que vive n‟Ela é a festa da minha Vontade, e ao contrário, quem vive fora d‟Ela é a sua dor,
porque a põe na impotência de poder dar, de exercer o seu ofício e de cumprir a sua tarefa.

Muito mais que cada ato de vontade humana é um véu que a alma se põe diante da vista, que lhe
impede ver com clareza minha Vontade e os bens que há n‟Ela, e como a maior parte das criaturas
vivem continuamente de sua vontade, são tantos os véus que se formam, que ficam quase cegas
para conhecer e ver minha Vontade, sua predileta herança que devia fazê-las felizes no tempo e na
eternidade. Oh, se as criaturas pudessem compreender o grande mal da vontade humana e o
grande bem da minha, desprezariam tanto a sua que dariam a vida para fazer a minha!

(3) A vontade humana torna o homem escravo, o faz ter necessidade de tudo, sente-se
continuamente faltar a força, a luz, a sua existência está sempre em perigo, e o que obtém é por
meio de orações e fadigosamente, então o homem que vive de sua vontade é o verdadeiro
mendigo. Em troca quem vive da minha não tem necessidade de nada, tem tudo à sua disposição,
minha Vontade lhe dá o domínio de si mesmo, portanto é dono da força, da luz, mas não da força e
luz humanas, mas das divinas, sua existência está sempre seguro e sendo dono pode tomar o que
quiser, não tem necessidade de pedir para ter, tão é verdade, que para Adão, antes de subtrair-se
de minha Vontade a petição não existia, a necessidade faz nascer a petição, se de nada tinha
necessidade, não tinha nem o que pedir nem o que implorar, assim que ele amava, louvava,
adorava a seu Criador, a petição não tinha lugar no Éden terreno; a petição veio, teve vida depois
do pecado como necessidade extrema do coração do homem; quem pede significa que tem
necessidade e como espera, pede para obter.

Mas quem vive em minha Vontade vive na opulência dos bens de seu Criador como dono, e se necessidade e desejo sente, vendo-se entre tantos bens
é de querer dar aos demais sua felicidade e os bens de sua grande fortuna, verdadeira imagem de
seu Criador que lhe deu tanto, sem nenhuma restrição, gostaria de imitá-lo dando aos outros o que
possui. Oh! como é belo o céu da alma que vive em minha Vontade, é o céu sem tempestades,
sem nuvens, sem chuva, porque a água que tira a sede, que fecunda e que lhe dá o crescimento e
a semelhança daquele que a criou é a minha Vontade, é tanto o seu zelo de que a alma não tome
nada, senão d‟Ela, que faz todos os ofícios; se ela quer beber, faz água, que enquanto a refresca
lhe apaga qualquer sede, para fazer que sua única sede seja sua Vontade; se sente fome se faz
alimento, que enquanto a sacia lhe tira o apetite de todos os demais alimentos; se a alma quer ser
bela, se faz pincel dando-lhe pinceladas de tal beleza, que a minha própria Vontade é levada por
uma beleza tão inédita impressa por Ela mesma na criatura, deve poder dizer a todo o Céu:

Vede como é bela, é a flor, é o perfume, é o corante do meu Querer que a fez tão bela.‟ Em suma, dá-lhe
a sua força, a sua luz, a sua santidade, tudo para poder dizer: ‘É uma obra toda do meu Querer,
por isso quero que nada lhe falte, que me assemelhe e me possua.‟ Olha para ti mesma para ver o
que a minha Vontade fez, os teus atos investidos pela sua luz como mudaram a terra da tua alma,
tudo é luz que desponta em ti e que se volta para ferir Aquela que a investiu, por isso a maior
afronta que me fazem as criaturas é não fazer a minha Vontade”.

(4) Depois disto me transportou para fora de mim mesma fazendo-me ver o grande mal das
gerações humanas, e continuando a sua fala acrescentou:

(5) “Minha filha, olha quanto mal produziu a vontade humana, se cegaram tanto que estão
preparando guerras e revoluções encarniçadas, agora não será só a Europa, mas também se
unirão outras raças, o círculo será mais extenso, outras regiões do mundo tomarão parte. Quanto
mal faz a vontade humana, o cega, o torna miserável e o faz homicida de si mesmo! Mas eu me
servirei disto para os meus altíssimos fins, e a reunião de tantas raças servirá para facilitar as
comunicações das verdades, a fim de que se disponham para o Reino do Fiat Supremo.

Assim que os castigos passados não são outra coisa que os prelúdios daqueles que virão, quantas outras
cidades serão destruídas, quantas nações sepultadas nas ruínas, quantos lugares precipitados e
enterrados no abismo, os elementos tomarão a defesa de seu Criador. Minha justiça não pode
mais, minha Vontade quer triunfar e gostaria de triunfar por via de amor para estabelecer seu
Reino, mas o homem não quer vir ao encontro deste amor, portanto é necessário usar a justiça”.

(6) E enquanto dizia isto, fazia-me ver um braseiro grandíssimo de fogo que saía da terra e quem
se encontrava perto era coberto por esse fogo e desaparecia. Eu fiquei assustada e peço e espero
que meu amado Bem lhe acalme.

32-16
Junho 29, 1933

Na Divina Vontade não há interrupções; Ela se faz repetidora da Vida Divina. Trabalho que
lhe vem confiado. Deus se adapta à pequenez humana.

(1) Meu voo no Querer Divino continua, sinto que se não continuasse me faltaria a vida para viver,
o alimento para me tirar a fome, a luz para ver, os pés para caminhar, ai de mim! ficaria
imobilizada, envolta numa noite profunda, perderia a via e ficaria a meio caminho. Meu Deus, meu
Jesus, Mãe Santa, levai-me, e quando me virem em perigo de deter-me, vinde em minha ajuda,
dai-me a mão a fim de que não me detenha, ou então levai-me ao Céu, onde não há estes perigos
de interrupções, e eu possa dar-me a glória de dizer: “Jamais me detive, e por isso nunca me faltou
nem alimento, nem luz, nem Aquele que, enquanto me conduzia, com seu doce dizer me instruía e
me arrebatava”. Mas enquanto minha mente estava abismada na Divina Vontade, meu sábio
mestre Jesus, me surpreendendo com sua breve visita me disse:

(2) “Minha filha bendita, quem vive em minha Divina Vontade sente a necessidade de não
interromper jamais seu caminho, não há perigo de deter-se, nem na terra nem no Céu, porque
sendo Ela eterna, seus caminhos e seus passos são intermináveis, e quem vive nela recebe em
natureza o bem de poder caminhar sempre. Deter-se em minha Vontade seria fazer faltar um ato
de vida a nossa Vida Divina que vai formando em sua alma, porque você deve saber que quem
vive em minha Vontade Divina chega a tanto, e pode tanto, até repetir nossa Vida Divina; nosso
Fiat da tudo o que é necessário à criatura que vive n’Ela, que com os seus atos se faz a repetidora
da própria Vida de Deus, e se tu soubesses o que significa repetir a nossa Vida, a glória, a honra, o
amor que nos dá, o bem que faz descer sobre todas as gerações; é incalculável o que faz, e só
nossa Vontade tem esta potência, de fazer este prodígio tão grande, que a ninguem lhe é dado, de
fazer-se repetidora de nossa mesma Vida Divina na criatura”.

(3) Então eu ao ouvir isto disse: “Meu amor, o que diz? Como é que se pode chegar a tanto?
Parece-me que chega ao incrível”. E Jesus interrompeu-me acrescentando:
(4) Minha filha, não te admires, tudo é possível à minha Vontade, mesmo repetir a nossa Vida. Tu
deves saber que nosso Ente Supremo, em sua natureza tem virtude de poder repetir-se quantas
vezes quiser, como em efeito repetimos nossa Vida Divina inteira por cada indivíduo, por cada
coisa criada, onde quer que, em cada lugar e por toda parte, nossa imensidão nos leva, nossa
potência nos forma, e de nossa Vida única que possuímos, repete, biloca, multiplica tantas Vidas
Divinas nossas, que só quem não a quer não a toma, de outra maneira o que se diz: ‘Onde está
Deus? No Céu, na terra e em todo lugar’, ficaria em palavras, mas não nos atos. Agora, quem vive
em nossa Vontade, com seus atos se faz concorrente de nossa Vida, que continuamente se repete
por amor das criaturas, e por isso nos sentimos repetir nossa Vida por sua pequenez, e oh! o
contentamento, a felicidade que sentimos, e como nosso amor encontra seu alívio, sua
correspondência, ao sentir sua mesma Vida repetida por sua amada criatura, e em sua ênfase de
amor e de alegria indizível que sentimos, dizemos: ‘Tudo lhe demos e tudo nos deu, não podia darnos
mais, porque sentimos que por onde quer que nos leve nossa imensidão, ela aparece por toda
parte, não há ponto em que não se faz sentir, e oh! Como é doce e agradável ouvi-la por toda parte
em nossa Vida que possui, ‘me encanta, te amo, te adoro, te agradeço, te bendigo’. Assim que o
trabalho que confiamos a quem vive em nosso Querer, é de repetir nossa mesma Vida Divina, por
isso seja atenta e seu caminho seja contínuo”.
(5) Depois disto continuava pensando na Divina Vontade, e meu sempre amável Jesus
acrescentou:
(6) “Minha filha, se tu soubesses as doces e agradáveis surpresas que nos faz a criatura em nossa
Vontade, ela é pequena, e encontrando-se em nosso Fiat se encontra circundada por uma
imensidão que não tem fim, por uma potência que não tem limites, por um amor que não só a
envolve toda, senão que se sente que ela mesma não é outra coisa que amor, nossa beleza a
investe e fica arrebatada. Assim que a pequena move o pezinho e olha a imensidão que a
circunda, e enquanto move o passo quer tomar quem sabe quanto de nossa imensidão, mas o que,
não consegue tomar mais que poucas gotinhas de nossa potência, amor e nossa beleza, as quais,
embora gotas, bastam para enchê-la tanto, até transbordar fora, até formar-se em torno de rios de
amor, de potência e de beleza nossa, e a pequena se esforça, cansa-se por querer tomar de mais,
mas não pode, porque lhe falta o espaço onde poder fechar o que quer tomar, e nosso Ente
Supremo a faz fazer, é mais, gozamos de seus esforços e de seus cuidados, nos deleitamos, lhe
sorrimos, e a pequena nos olha pedindo ajuda, porque sente a necessidade de se estender de
mais em nossa imensidão, poder e amor, mas sabe por que? Quer dar-nos a mais, quer o prazer
de nos dizer: ‘Os meus esforços, os meus cuidados são, porque quero dizer-vos que vos amo
demais, oh! como ficaria contente se pudesse possuir todo o vosso amor para poder dizer-vos:
Amo-vos tanto quanto me amaste’. Esta pequena com seus esforços, com seus cuidados, com seu
dizer, nos fere, nos arrebata, nos acorrenta, e então sabe o que fazemos?

Tomamos a pequena e nos adaptamos a ela, com um prodígio de nossa onipotência fazemos correr nossa imensidão,
nossa potência, santidade, amor, beleza, bondade, de modo que nosso Ser Divino fica dentro e
fora dela, inseparável dela, e se vê que tudo é seu, e a pequena em sua ênfase de amor nos diz:
‘Como estou contente e feliz, posso dizer-lhes que vossa imensidão é vossa e minha, e amo-vos
com amor imenso, com amor potente, a meu amor não lhe falta nada, nem vossa santidade, nem
vossa bondade, nem vossa beleza que tudo arrebata, vence e obtém’. Não contentar a pequenez
humana em nossa Vontade nos resulta impossível, e como por sua pequenez não pode adaptar-se
a Nós, Deus adapta-se a ela, e nos resulta fácil, porque não há elementos estranhos a Nós, senão
que tudo é nosso, no máximo será pequena, mas isto não importa, será mais nossa a fazê-la
quanto mais bela pudermos. Em troca quem não vive em nossa Vontade Divina, há tantos
elementos estranhos a Nós em sua pequenez humana: vontade, desejos, afetos, pensamentos que
não são nossos, e se pode dizer que ela deveria adaptar-se a Nós com o tirar o que não é nosso,
de outra maneira não poderá compreender nossa Vontade, muito menos poderá elevar-se e entrar
em suas esferas celestiais, e portanto ficará vazia de Deus, cheia de misérias nas angústias da
vida humana. Quantas vidas se encontrarão sem crescimento de Vida Divina porque não fizeram
minha Vontade, nem se ocuparam em compreender o que significa viver dela, e o grande bem que
podem receber. Por isso serão tantos ignorantes e analfabetas de seu Criador”.

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