Estudo 17 – Mística Cidade de Deus – Escola da Vontade Divina



CAPÍTULO 14
O ALTÍSSIMO REVELOU AOS SANTOS ANJOS O TEMPO DETERMINADO PARA A CONCEPÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA. OS QUE NOMEOU PARA SEUS CUSTÓDIOS.

Tudo foi feito para a glória de Deus

190. No tribunal da divina vontade, princípio necessário e causa universal de tudo o que existe, decretam-se e determinam-se todas as coisas que hão do ser, com suas condições e circunstâncias, sem nada ser esquecido. Depois de estar tudo determinado, nenhum poder criado o poderá impedir. Todos os orbes e seus moradores que a todos açode em colaboração com as
causas naturais, sem jamais haver faltado nem poder faltar o mínimo necessário.
Tudo foi feito por Deus que o sustentará só por seu querer, e dele depende conservar a existência que deu a todas as coisas, ou aniquilá-las devolvendo-as ao nada de onde as tirou.
Todavia, como tudo criou para glória sua e do Verbo humanado, desde o princípio da criação foi dispondo os caminhos a abrindo as sendas por onde o mesmo Verbo descesse a tomar carne humana.
Viria conviver com os homens e ser o caminho para eles subirem a Deus, procurando-o, conhecendo-o, temendo-o, servindo-o, amando-o, para depois louvá-lo e gozá-lo eternamente.

Criação de Maria

191. Admirável tem sido seu nome em toda a terra (SI 8,11) e enaltecido na plenitude e congregação dos santos, com os quais organizou um povo digno, do qual o Verbo fosse cabeça.
Quando tudo estava na última e conveniente disposição que sua providencia quis estabelecer, chegou o tempo marcado para criar a maravilhosa mulher vestida de sol (Ap 12,1), aparecida no céu e que alegraria e enriqueceria a terra. Para formá-la decretou a Santíssima Trindade o que entendi e manifestarei com minhas curtas razões e pobres conceitos.

Maria, tipo da humanidade idealizada por Deus

192. Ficou dito acima(,)que para Deus não há passado nem futuro, porque tudo vê presente em sua mente infinita, e tudo conhece com um ato simplicíssimo.
Transpondo-o, porém, aos nossos termos e modo de entender, dizemos que Ele reconsiderou os decretos que fizera para criar digna Mãe à altura da encarnação do Verbo, porquanto o cumprimento de seus decretos é infalível.
Chegando o tempo oportuno e determinado, as três pessoas divinas disseram em si mesmas: Já é tempo que comecemos a obra de nosso beneplácito, e criemos aquela pura criatura, que achará graça a nossos olhos acima de todas as outras. Dotemo-la com ricos dons e somente nela depositemos os maiores tesouros de nossa graça.
– Todas as outras por nós criadas tomaram-se ingratas e rebeldes à nossa vontade opondo-se, por sua culpa, à nossa intenção de que se conservassem no inicial e feliz estado em que criamos os primeiros homens. Não sendo conveniente que nossa vontade falhe em coisa alguma, formemos em toda santidade e perfeição esta criatura, na qual não tenha parte a desordem do primeiro pecado.
– Criemos uma alma segundo nossos desejos, fruto de nossas perfeições, prodígio de nosso infinito poder, sem ser ofendida nem tocada pela mácula do pecado de Adão. Façamos uma obra que seja objeto de nossa onipotência, amostra da perfeição que destinávamos a nossos filhos, e o alvo que pretendíamos atingir na criação.
– Visto todos haverem prevaricado na livre vontade do primeiro homem (Rm 5,12), nesta única criatura restauremos e concedamos o que, desviando-se de nosso querer, eles perderam. Seja imagem e semelhança unicamente de nossa Divindade e permaneça em nossa presença por toda a eternidade, para a plenitude de nosso beneplácito e agrado.
– Nela depositaremos todas as prerrogativas e graças que, em nossa primeira e condicional vontade, tínhamos destinado para os anjos e homens, se se tivessem conservado no primeiro estado.
Se eles as perderam, renovemo-las nesta criatura acrescentando a estes dons outros muitos. Assim não ficará sem efeito o decreto que havíamos estabelecido, mas será cumprido com vantagem em nossa única eleita (Ct 6,8).
– Já que tínhamos destinado o mais santo, o melhor, o mais perfeito e louvável para as criaturas e elas o perderam, dirijamos o caudal de nossa bondade para nossa amada. Separemo-la da lei ordinária da formação de todos os mortais, para que nela não tenha parte a semente do inimigo. Quero descer do céu a seu seio e nele, com sua substância, vestir-me da natureza humana.

O Verbo honra sua Mãe
193. É justo e necessário que a Divindade, infinita em bondade, repouse e se vista de matéria puríssima, limpa e jamais manchada pela culpa. Nem à nossa equidade e providência convém omitir o mais decoroso, perfeito e santo possível, já que nada pode se opor à nossa vontade Sendo redentor e mestre dos homens, o Verbo que vai se humanar, fundará a lei perfeitíssima da graça, e por ela ensinará a obedecer e honrar pai e mãe (Mt 15, 4),
como causas segundas da existência natural.
Esta lei será praticada, antes de tudo pelo Verbo Divino com aquela que escolheu para Mãe, honrando-a e dignificando-a com poderoso braço, ornando-a com o mais admirável, santo e excelente de todas as graças e dons. Entre estes, o mais singular benefício e a maior honra será não sujeitá-la à malícia de nossos inimigos; por isto, será livre da morte da culpa.

O Pai eterno e Maria
194. Na terra o Verbo terá mãe sem pai, como no céu tem pai sem mãe. Para que haja a devida proporção e consonância entre chamar pai a Deus e mãe a esta mulher, queremos que haja a possível semelhança e relação entre Deus e a criatura.
Em nenhum tempo o dragão possa gloriar-se, de haver sido superior à mulher, a quem Deus obedeceu como à verdadeira Mãe.
Esta dignidade de ser livre da culpa e devida e conveniente a quem há de ser Mãe do Verbo. Para Ela será a mais estimável e proveitosa, pois maior bem é ser santa do que ser apenas Mãe. Contudo, sendo Mãe de Deus, lhe convém toda a santidade e perfeição.
– A carne humana que Ele há de assumir deve ser segregada do pecado, pois havendo de redimir nela aos pecadores, não há de redimir à sua mesma carne como a dos demais.
Unida à Divindade, esta carne há de ser Redentora, e por isto, de antemão, deve ser preservada. Para tanto já temos previsto e aceito os infinitos merecimentos do Verbo, nessa mesma carne e natureza humana. Queremos que por todas as eternidades, o Verbo encarnado seja glorificado em sua humanidade, tabernáculo que recebeu e gloriosamente habitou.

Maria será isenta do pecado, mas não do sofrimento

195. – A mãe deste Homem-Deus será filha do primeiro homem, mas quanto à graça, singular, livre e isenta de sua culpa.
Quanto à natureza, há de ser perfeitíssima e formada com especial providência.
– O Verbo humanado será mestre de humildade e santidade, e para este fim serão meios convenientes os trabalhos
que há de padecer. Confundindo a vaidade e falácia enganosa dos mortais, escolheu para si esta herança como tesouro inestimável a nossos olhos.
– Queremos que nessa herança participe também aquela que será sua Mãe, sendo única e singular na paciência e admirável no sofrer. Com seu Unigênito oferecerá doloroso sacrifício aceitável à nossa vontade e de maior glória para Ela.

Revelação na visão beatífica

196. Este foi o decreto que as três divinas Pessoas manifestaram aos santos anjos, exaltando a glória e veneração de seus santíssimos, altíssimos e inescrutáveis desígnios.
Sua divindade é espelho voluntário e na própria visão beatífica revela, quando lhe apraz, novos mistérios aos bem-aventurados. Assim ostentou esta nova demonstração de sua grandeza, na
qual foi vista a ordem admirável e a harmonia tão consonante de suas obras.
Tudo foi conseqüência do que dissemos nos capítulos antecedentes quando, na criação dos anjos, o Altíssimo lhes propôs a reverência e reconhecimento da superioridade do Verbo humanado e de sua Mãe Santíssima. Chegado já o tempo destinado para a formação desta Rainha, convinha que o Senhor, que tudo dispõe com medida e peso (Sb 11, 21), não lhes ocultasse este mistério.
Os termos humanos e tão limitados de que sou capaz, hão de forçosamente obscurecer a inteligência que o Altíssimo me comunicou sobre tão ocultos mistérios.
Todavia, com minha limitação, direi o que puder de quanto o Senhor manifestou aos anjos nessa ocasião.

Deus revela aos Anjos a criação de Maria

197. – Chegou o tempo – acrescentou Sua Majestade – determinado por nossa providência, para fazer surgir a criatura mais agradável e aceita a nossos olhos: a restauradora da primeira culpa da estirpe humana, aquela que esmagará a cabeça do dragão (Gn 3, 15); singular mulher que em nossa presença apareceu como um grande sinal (Ap 12,1), e que há de vestir de carne humana ao eterno Verbo.
-Já chegou a hora, tão feliz para os mortais, de franquear-lhes os tesouros de nossa divindade e abrir-lhes as portas dos céus. Suspenda-se o rigor de nossa justiça nos castigos que até agora temos imposto aos homens. Conheça-se a nossa misericórdia, enriquecendo as criaturas por merecer-lhes o Verbo Encarnado as riquezas da graça e glória eterna.

SantAna será mãe de Maria

198. Tenha o gênero humano redentor, mestre, mediador, irmão e amigo que seja vida para os mortos, saúde para os enfermos, consolo para os tristes, refrigério para os aflitos, descanso e companhia para os atribulados.
– Cumpram-se as profecias de nossos servos, e as promessas que lhes fizemos de enviar-lhes o salvador que os  redimisse.
– Para que tudo se execute segundo nosso agrado, demos princípio ao mistério escondido desde a constituição do mundo. Escolhamos para a formação de Maria, nossa querida, o seio de nossa serva Ana, para que nele seja concebida, e depois criada sua alma ditosíssima. Ainda que sua geração e formação hão de ser pela ordem comum da natural propagação, seja diferente na ordem da graça, segundo a disposição de nosso imenso poder.

Deus confia aos Anjos a defesa e guarda de sua Mãe

199. – Já sabeis que a antiga serpente, depois de ter visto o sinal desta maravilhosa mulher, anda sondando a todas desde a primeira que criamos.
Persegue com astúcia e ciladas as que vê mais perfeitas na vida e nas obras, pretendendo encontrar entre elas aquela que lhe há de pisar e esmagar a cabeça (Gn 3, 15).
Quando perceber esta puríssima e inocente criatura e a reconhecer tão santa, empregará todo o esforço para persegui-la, segundo o conceito que dela fizer.
– A soberba deste dragão será maior que sua força (Is 16,6), mas é nossa vontade que desta cidade santa e tabernáculo do Verbo encarnado, tenhais especial cuidado e proteção. Deveis guardá-la, assisti-la, defendê-la de nossos inimigos, iluminá-la, confortá-la e consolá-la com digno cuidado e reverência, enquanto for vi adora entre os mortais.

Os anjos também pediam a realização da Encarnação

200. A esta proposição do Altíssimo, prostrados ante o real trono da santíssima Trindade, todos os santos anjos mostraram-se submissos e prontos para cumprir seu divino mandato com profunda humildade. Em santa competição, cada qual desejava ser enviado e se oferecia a tão feliz ministério. Entoavam novos cânticos de louvor ao Altíssimo, por estar próxima a hora de se realizar, o que com ardentíssimos desejos haviam suplicado durante séculos.
Conheci, nesta ocasião, que desde aquela grande batalha travada no céu entre São Miguel e o dragão com seus aliados (Ap 12,7); depois da qual estes foram lançados às trevas exteriores, e os vitoriosos exércitos de São Miguel confirmados na graça e glória; começaram estes santos espíritos a pedir o cumprimento dos mistérios da encarnação que então conheceram.
Nestas petições contínuas perseveraram, até a hora que Deus lhes manifestou o cumprimento de seus desejos e súplicas.

Os anjos alegram-se por servir a Mãe de Deus

201. Por este motivo, esta revelação proporcionou aos espíritos celestes novo júbilo e glória acidental. Disseram ao Senhor: – Altíssimo e incompreensível Senhor e Deus nosso, sois digno de toda reverência, louvor e glória eterna e nós somos vossas criaturas formadas por vossa divina vontade. Enviai-nos Senhor poderosíssimo, para executar vossas maravilhosas obras e mistérios, e em todos e em tudo cumpra-se vosso justíssimo beneplácito.

Os anjos escolhidos para o serviço de Maria

202. Logo nomeou o Altíssimo quais seriam empregados em tão alto ministério, e escolheu cem de cada um dos nove coros, somando novecentos.
Em seguida, nomeou outros doze, para mais freqüentemente a assistirem em forma corporal e visível. Levavam dísticos e emblemas da Redenção, e eram os doze guardas das portas da cidade referidos pelo Apocalipse (Ap 21,12), e dos quais falarei adiante na explicação daquele.

Além destes, designou o Senhor outros dezoito anjos dos mais superiores, para que subissem e descessem por esta mística escada de Jacó, com embaixadas da Rainha à sua Alteza e do Senhor para Ela.
Muitas vezes os enviava ao eterno Pai, para ser guiada em todas as suas ações pelo Espírito Santo, pois nenhuma praticou sem seu divino beneplácito, mesmo nas pequenas coisas. Quando não recebia especial ilustração para se orientar, enviava estes santos anjos para apresentarem ao Senhor suas dúvidas, seu desejo de fazer o mais agradável à vontade divina, e saber o que lhe ordenava, como no decurso desta História diremos.

Os setenta serafins

203. Além de todos estes santos anjos, assinalou o Altíssimo outros setenta serafins, dos supremos e mais próximo ao trono da Divindade. Deviam  comunicar-se com a Princesa do céu pelo mesmo modo como entre si eles se comunicam, ou seja, pela iluminação que os inferiores recebem dos superiores. Ainda que era superior em dignidade e graça a todos os serafins, este favor foi concedido à Mãe de Deus, porque então era viadora e inferior a eles quanto à natureza.
Quando alguma vez se ausentava e ocultava o Senhor – como adiante veremos – estes setenta serafins a iluminavam e consolavam. A eles confiava os afetos de seu ardentíssimo amor e ânsias pelo seu tesouro escondido. O número setenta, correspondeu aos anos de sua vida santíssima que foram, não sessenta, mas setenta, como direi em seu lugar. Dentro desse número encontram-se os sessenta serafins figurados por aqueles sessenta valentes que, no capítulo 3 dos Cânticos, se diz, guardavam o tálamo de Salomão, escolhidos entre os mais fortes valentes de Israel, peritos na guerra, cingidos de espadas para defendê-lo dos temores noturnos.

204. Estes valorosos príncipes e capitães da guarda da Rainha do céu, foram nomeados entre os supremos das ordens hierárquicas.
Naquela antiga batalha travada no céu entre os espíritos humildes e o soberbo dragão, haviam sido assinalados e armados cavaleiros pelo supremo Rei de toda a criação. Com a espada de sua virtude e divina palavra pelejaram e venceram a Lúcifer com todos os apóstatas que o seguiram.
Neste grande combate e triunfo, estes serafins distinguiram-se no zelo da honra do Altíssimo. Como valorosos capitães adestrados no amor divino, e nas* armas da graça que lhes foram dadas por virtude do Verbo humanado, defenderam tanto a honra de sua Cabeça e Senhor como a de sua Mãe Santíssima.

Por isto, se diz que guardavam o tálamo de Salomão (Ct 3, 7) e lhe faziam escolta, tendo cingidas suas espadas naquela parte do corpo que significa a humana geração. Lembra a humanidade de Cristo Senhor nosso, concebida no tálamo virginal com o puríssimo sangue e substância deste.

Mil anjos para a custódia de Maria

205. Os outros dez serafins que restam para completar o número de setenta, foram também dos supremos daquela primeira ordem angélica. Contra a antiga serpente, manifestaram maior reverência pela divindade e humanidade do Verbo e de sua Mãe Santíssima, pois para tudo isto houve tempo naquele breve conflito dos santos anjos. Seus principais chefes foram condecorados com a honra de fazer parte do número dos custódios da Rainha e Senhora. Reunidos, somam o número de mil, entre serafins e os outros anjos de ordens inferiores. Com isso, esta cidade de Deus ficou superabundantemente guarnecida contra os exércitos infernais.

São Miguel e São Gabriel

206. Para melhor ordenar este invencível esquadrão, foi nomeado seu chefe o príncipe da milícia celestial, São Miguel, que embora não assistisse sempre com a Rainha, muitas vezes a acompanhava e se lhe manifestava.
O Altíssimo o incumbiu de alguns, ministérios como especial embaixador de Cristo Senhor nosso, para atender à guarda de sua Mãe Santíssima.
De igual* modo, foi nomeado o santo príncipe Gabriel, para do Eterno Pai descer com legações e ministérios referentes à Princesa do céu. Isto foi quanto ordenou a Santíssima Trindade para sua ordinária defesa e custódia.

Diferença entre os anjos

207. Esta escolha foi graça do Altíssimo. Entendi, porém, que nela observou alguma ordem de justiça distributiva.
Sua equidade e providência levou em consideração os atos e disposição com que os santos anjos aceitaram os mistérios, no princípio a eles revelados, sobre a encarnação do Verbo e os de sua Mãe Santíssima.
Reverentes à divina vontade, manifestaram diferentes afetos e inclinações aos mistérios que lhes foram propostos. Não foi igual em todos a graça, a vontade e o sentimento.
Uns inclinaram-se com especial devoção para a união das duas naturezas divina e humana na pessoa do Verbo, velada nos limites de um corpo humano e elevada para ser cabeça de toda a criação.
Outros, admirados, comoviam-se de que o Unigênito do Pai se fizesse passível e tivesse tanto amor aos homens, que se oferecesse a morrer por eles.
Outros distinguiam-se no louvor pela criação de uma alma e corpo humano de tanta excelência, que fosse superior a todos os espíritos celestiais, e dessa criatura tomasse carne humana o Criador de todos.
De acordo com estes afetos e como sua recompensa acidental, foram os santos anjos escolhidos para o serviço de Cristo e de sua Mãe puríssima, de modo semelhante como serão premiados com as respectivas auréolas, os que nesta vida se distinguem em alguma virtude, por exemplo, os doutores, as virgens, etc.

Distintivos dos anjos

208. Segundo estas diferenças, quando se manifestavam corporalmente à Mãe de Deus, estes santos príncipes -como direi adiante – ostentavam divisas.
Representavam, umas a encarnação, outras a paixão de Cristo Senhor nosso, e outras a mesma Rainha, sua grandeza e dignidade. A princípio Ela não as entendeu, porque o Altíssimo ordenou a estes santos anjos não lhe revelassem que viria a ser Mãe de seu Unigênito até o tempo determinado por sua divina sabedoria. Apesar disso, sempre deveriam tratar com Ela sobre estes mistérios da Encarnação e Redenção humana, para afervorá-Ia e incliná-la a pedi-las.
Incapaz é a língua humana, e insuficientes meus curtos termos e palavras, para manifestar tão alta luz e inteligência.

 

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