Resumo informativo sobre a Obra e Vida de Sta Maria de Agreda


BIOGRAFIA E OBRA DE MARIA DE AGREDA


VÍDEO APRESENTANDO INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA MÍSTICA CIDADE DE DEUS

Links: A Dama Azul (Documentário TV Espanhola)  e  Vida e Carisma de Sta Maria de Agreda (Legendado)

BAIXE OS LIVROS MISTICA CIDADE DE DEUS: TOMO I TOMO II  –  TOMO III  – TOMO IV

A Mística Cidade de Deus foi escrita pela venerável Maria de Ágreda, em castelha no clássico, de 1655 a 1660. A obra mereceu ser contada entre as de maior celebridade no dicionário da Academia de Letras espanhola.
Universalmente conhecida foi traduzida para o latim, francês, português, alemão, flamengo, italiano, inglês, grego e árabe.
Através de três séculos tem servido de fonte para estudos e escritos sobre Maria Santíssima. Contudo, é preciso confessá-lo, nem sempre a citaram como seria de obrigação e justiça.
Foi muito estudada e discutida por teólogos. Contou com amigos e adversários, mas a última palavra foi dita pela Igreja. Numerosos Papas a aprovaram no correr de três séculos. Em nossos tempos, Paulo VI em 1966 enviou ao Mosteiro de Ágreda um círio simbólico, como homenagem à Escritora, por ocasião do 3º centenário de sua morte Deus e suas manifestações são sempre antigas e sempre novas, no dizer de Santo Agostinho.
As relações entre Deus e o homem variam em suas expressões, conforme as épocas e os indivíduos, mas não em sua essência. Deus é sempre o Criador e o homem sua criatura. Cristo é sempre o Filho de Deus, salvador do homem, se este aceitar e cooperar nessa salvação. A salvação foi preparada com a criação de uma criatura imaculada, a Virgem Maria, e inaugurou-se pela encarnação do Verbo em seu puríssimo seio. Mãe de Jesus Cristo, Cabeça da raça humana, tornou-se Mãe universal de todos os homens.
Distribuidora dos tesouros da redenção, é a medianeira entre seu Filho por natureza, Jesus Cristo, e seus filhos pela graça, os homens.
Sendo Maria o caminho que o Filho de Deus trilhou para descer ao homem, é o mesmo para o homem subir a Deus.
Estas verdades produzem para a criatura humana efeitos diversos, conforme forem cridas ou não, aceitas ou rejeitadas, observadas ou transgredidas. Em si, porém, são indefectíveis e imutáveis.
Tais verdades constituem o assunto desta obra.

Ao Leitor
Seu estilo pode ser prolixo para a nossa época apressada e superficial, mas distingue-se pela clareza, tornando-se acessível ainda nas matérias abstratas e difíceis da vida espiritual.
Há partes que serão mais apreciadas pelos estudiosos. O mais esta ao alcance de qualquer leitor. Os ensinamentos práticos de vida cristã valem para todos.
Maria de Ágreda, Escritora da “Mística Cidade de Deus” Dou-lhe o nome de “escritora” e não de “autora” para respeitar o que mais de uma vez ela declara, dirigindo-se a Nossa Senhora: “Tua é, Senhora, a glória, e tua é também esta obra que escrevi, não só porque é de tua vida santíssima e admirável, mas também porque foste tu que lhe deste princípio, continuidade e fim.
Se tu mesma não fosses a sua Autora e Mestra, jamais teria passado pelo pensamento humano. Escrevi só o que me ensinaste e mandaste. Sou apenas o mudo instrumento de tua língua, movido e guiado por tua sabedoria”. {l)
Maria de Jesus nasceu em 1602 na Vila de Ágreda, Espanha, filha de Francisco Coronel e Catarina de Arana. Teve toda esta família o singular privilégio de se consagrar a Deus na vida religiosa: a mãe com duas filhas na Ordem da
Imaculada Conceição, e o pai com dois filhos na Ordem de São Francisco.
A Ordem das monjas da Imaculada Conceição, de vida contemplativa, foi fundada em 1489 em Toledo, Espanha, por Santa Beatriz da Silva, dama portuguesa.
Foi o primeiro instituto da Igreja criado em honra do privilégio mariano, naquele tempo ainda discutido pelos estudiosos.
A finalidade do instituto era dar testemunho vivencial na fé da imaculada concepção da Mãe de Deus, honrando Nossa Senhora isenta de todo o pecado, pela imitação de sua vida e virtudes, e pelo culto especial a Ela tributado.
Maria de Jesus, destinada à especial missão de escrever a vida de Nossa Senhora, através de comunicações espirituais, teve desde a infância, existência fora dos moldes comuns. Preencheu sua extraordinária vocação e empregou fielmente os singulares talentos com que foi agraciada: foi fundadora e abadessa de seu convento; missionária, através de seus escritos e do miraculoso dom da bilocação; profunda escritora, mestra espiritual exímia; esclarecida conselheira, até em assuntos políticos, havendo mantido correspondência epistolar com o rei da Espanha, Filipe IV, por espaço de vinte anos seguidos.
Desenvolvia tal atividade na atmosfera de elevada vida espiritual, e suas virtudes cristãs e religiosas foram pela Igreja reconhecidas heróicas. Goza o título de venerável e seu corpo incorrupto, conservado na cripta do Mosteiro de Ágreda, é considerado uma das mais preciosas relíquias da Ordem da Imaculada Conceição e da Espanha que, justamente, se orgulham de tão eminente filha. Morreu em 1675.
A doutora Maríana Madre Maria de Jesus escreve com método, simplicidade e profundeza, unção e piedade, sem se desviar da reta doutrina católica. Vê, escuta, medita, reza e trabalha à luz da Sagrada Escritura. Suas explicações, comentários, descrições, raciocínios e argumentos são extraídos das páginas bíblicas e construídos sobre a base inabalável da palavra divina.
Esta extraordinária monja tem o mérito de haver aprofundado, com rara clareza e segurança para o seu tempo, a doutrina da Imaculada Conceição, tal como a Igreja a definiria duzentos anos mais tarde, ao proclamá-la dogma, em 1854. Igualmente apresentou a assunção de Maria em corpo e alma ao céu como fato indiscutível
e, pode-se dizer, em quase todas as páginas de seu livro, refere-se à mediação e maternidade universal da Santíssima Virgem.
Espírito avançado, suscitou admiração e polêmicas no meio religioso do seu tempo. Ainda hoje surpreende pela profundeza e segurança com que trata certos temas, que poucos especialistas ousariam abordar.
Longe de escrever ao modo de piedosa autômata, estava consciente de quanto fazia e das conseqüências que poderiam advir de seu trabalho. Era a primeira a pedir esclarecimentos para certificar-se de quanto lhe era manifestado.
Grifamos manifestado e não dizemos revelado, pois a Escritora, em sua escrupulosa exatidão doutrinai, nunca usou a palavra revelação para designar os conhecimentos que recebia e deixou escritos em suas obras, pois, em sentido religioso, o termo revelação é reservado para designar a inspiração divina dos escritos bíblicos, quer do novo como do antigo Testamento.
Demos um exemplo, entre muitos outros, de como expunha sua dúvidas e recebia a correspondente solução. ^
“Se me derdes licença, minha Senhora, para falar em vossa presença, exporei uma dúvida que se me apresentou no mistério de vosso santo nascimento, e do que, então, o Altíssimo vos concedeu: como se há de admitir que, pelos anjos, fostes levada em corpo até o céu empíreo e visão da divindade? Segundo a doutrina da santa Igreja e seus doutores, o céu esteve fechado e interdito aos homens até que vosso Filho santíssimo o abriu com sua vida e morte redentora, sendo o primeiro a nele entrar após sua ressurreição e admirável ascensão. – Resposta da Rainha do céu – Caríssima filha, é verdade que a justiça divina fechou o céu aos mortais por causa do primeiro pecado (pecado original), até que meu Filho o abriu, dando superabundante satisfação pelos homens, com sua vida e morte A Mim, porém, elevou-me a todas as virtudes e graças desde o primeiro instante de minha imaculada
concepção. Não me havendo atingido o óbice do primeiro pecado, não tive o impedimento dos demais mortais para entrar no céu. Além disso, como havia de revestir o Filho de Deus com minha carne e sangue, tratou-me como senhora das virtudes e Rainha dos anjos, fazendo-me semelhante a Ele na isenção da culpa e noutros dons e privilégios divinos. E ainda que sendo pura criatura, eu não os podia merecer, sua bondade e clemência divina se inclinaram liberalmente e me olharam como humilde serva, para que eternamente o louvasse por Autor de tais obras quero que tu também, minha filha, o bendigas e exaltes por elas.”
Madre Maria de Jesus teve também inimigos que a denunciaram à Inquisição.
Enfrentou serenamente o temível tribunal, e os juízes acabaram por aumentar o número dos sinceros admiradores de sua extraordinária sabedoria e santidade Qual o crédito que m deverá dar a Mística Cidade de Deus?
Em seu amplíssimo texto cumpre distinguir:
I ) as transcrições da Sagrada Escritura o da doutrina da Santa Igreja que são matérias de fé e devem ser cridas
sem restrições.

2°) as descrições de outros fatos e pormenores não consignados no depósito da fé (Antigo c Novo Testamento, Tradição, doutrina da Igreja). Cada leitor preste-lhe o crédito que sua devoção lhe sugerir. Não haverá mal nesse procedimento, mas não se arme dc um ceticismo hostil e sistemático. Tenha-se o coração aberto e dócil para receber de sua leitura o que a Escritora principalmente teve em vista:
a edificação espiritual do leitor levando-o a se estimular no amor de Deus, de sua Mãe Santíssima, e à consciência da própria vocação cristã à santidade.

Há erros na Mística Cidade?
Não esqueçamos que a Escritora trabalhou há trezentos anos. Certos dados históricos, geográficos ou científicos, não concordarão com os atuais. Que admiração pode haver nisso? Não acontece o mesmo com a Bíblia, e o sempre discutido problema para os sábios medíocres e pouco devotos, de que a ciência contradiz o Livro Revelado? Em cada nova geração a Igreja tem que repisar a mesma tecla: a Bíblia jamais quis ensinar ciências humanas e terrenas, mas sim a ciência da salvação e dos eternos destinos do homem. Aplique-se o mesmo princípio à Mística Cidade. Madre Maria de Jesus não se arroga infalibilidade  4 Livro, número 678, diz: “Quero advertir que, em muitas coisas que vou escrevendo, consta-me haver grande diversidade de opiniões entre os santos Padres e outros Doutores. Escrevo apenas o que me vão ensinando e ditando, ou o que, às vezes me é ordenado perguntar para melhor compor esta divina história. Julgar se o que escrevo concorda com a verdade da Escritura e com a grandeza do assunto que trato, e se as coisas têm entre si conveniente conexão: tudo isto
remeto à doutrina de meus mestres e ao julgamento dos sábios e devotos. A diversidade de opiniões é quase inevitável entre os que escrevem. Cada qual segue, conforme o próprio gosto, autores que os precederam. Fora das histórias canônicas, todos se baseiam em hipóteses e eu não poderia escrever por este método, porque
sou mulher ignorante”.
Qual era o grau de sua cultura humana? Apenas o curso primário.
Maria de Jesus exagera no que atribui a Nossa Senhora?
Em certas passagens temos essa impressão, mas se, com paciência e humildade, continuamos a leitura, não demora encontrarmos explicação para quanto duvidávamos.

Por que tanta relutância e até irritação de alguns, em admitir que Nossa Senhora gozasse de carismas especiais, não só como os Santos, mas incomparavelmente mais do que eles?
Em nossa ignorância, consideramos a vida de Nossa Senhora pelos conceitos que temos de nossa existência de pobres criaturas feridas pelo pecado, limitadas e imperfeitas. Não é este o padrão para medir a vida da singularíssima criatura que saiu das mãos de Deus imaculada e destinada a ser sua própria mãe. O que lhe
recusaria de quanto lhe pudesse dar? Embora ela tenha vivido, exteriormente, em nossa simplicidade, e até imensamente mais simples do que nós, a vida espiritual que levava sob esse exterior comum, era sublime e ultrapassava a própria vida angélica, pois eram atos de uma criatura que reunia em si, excedendo-as sem medida, as perfeições de todas as demais criaturas. “Todos os anjos e homens juntos, não chegariam à menor parcela do que recebeu a Princesa do céu para ser Mãe do Criador” . “Por este dom de graça exímia supera de muito todas as outras criaturas, celestes e terrestres” (Vaticano II, LG 53).
Noutro lugar a Escritora insiste: “A palavra, a pena e todas as faculdades das criaturas são instrumentos desproporcionados para revelar tão elevados mistérios. Assim, desejo, que fique bem entendido, quanto aqui se disser não passa de obscura sombra da menor parte desta maravilha (Maria Santíssima) e inexplicável
prodígio que não deve ser medtáo com a restrição de nossos limites, mas com o poder divino que não os tem. Far-se-ia injúria medi-la pela regra comum dos demais santos”,
No 8} Livro, n° 658, diz a Virgem: “A dignidade de Mãe de Deus excede tanto a qualquer outra, que seria grosseira ignorância negar-me favores, pelo motivo destes não serem encontrados em outros Santos. Nesta dignidade estão
contidas, como em sua origem, todas as minha graças. No dia em que os homens me conheceram por Mãe de Deus, conheceram implicitamente, como em sua causa, as condições que por essa excelência me pertencem. A meditação e demonstração de minha santidade, dons e privilégios foram deixados à piedade e cortesia dos
fiéis. Nisto, muitos se mostraram tímidos, outros com tibieza, mais remissos do que deviam. Por isso, quis meu Filho santíssimo manifestá-los na Santa Igreja, não através da inteligência e ciência humanas, mas diretamente por sua luz e verdade.
Deste modo, recebam os mortais alegria e esperança, sabendo quanto posso ajudá-los, e dêem ao Onipotente a glória e louvor que lhe devem dar, por Mim e pelas obras da redenção humana”.

A presente tradução é cumprimento de um voto por todas as graças e benefícios materiais e espirituais que tenho recebido da Mãe de Deus e nossa, em particular pelo estabelecimento de nosso Mosteiro Portaceli, em Ponta Grossa, Paraná, no ano de 1966.
Fiz a tradução sobre a edição publicada em 1911 pelo mosteiro de Agreda sob os auspícios do Bispo de Tarazona, dom Santiago Ozcoide y Udave, e a seu mandado, dirigida pelo Padre Eduardo Royo, capelão do mosteiro.

INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA MÍSTICA CIDADE DE DEUS

Um novo olhar sobre o tratamento que Maria de Ágreda deu à vida e à pessoa de Maria na cidade mística de Deus Marilyn H. Fedewa * No silêncio de um convento franciscano enclausurado no nordeste da Espanha do século XVII, uma oração silenciosa foi elevada a Deus. Nele, a abadessa Sor Maria de Ágreda compartilhava suas dúvidas sobre suas habilidades para escrever algo tão assustador como a biografia da Santíssima Mãe do Filho de Deus. O ano era 1655, e Sor Maria já havia escrito a biografia de Maria uma vez, e depois a queimou, tendo sido informada de que escrever não era papel das mulheres na Igreja. No entanto, a inspiração de Maria na vida da abadessa persistiu, assim como o desejo de Sor Maria de compartilhar essa inspiração com outras pessoas. Portanto, seu chamado para escrever também persistiu. O resultado, em espanhol barroco do século XVII, era um conjunto de oito livros e três volumes, compreendendo entre 1.600 e 2.000 páginas em espanhol na forma impressa – dependendo da edição. Os volumes devocionais chamaram a atenção de leigos e religiosos em toda a Espanha e Europa. Os admiradores de Sor Maria de Agreda incluíam o rei Felipe IV da Espanha, que consultou Sor Maria por vinte e dois anos em uma coleção de seiscentas cartas trocadas entre eles.

 Maria d’Ágreda sobre Maria ‘~ A vida difundiu o Evangelho nas Américas, e quem carregou os volumes com eles, ao lado a Bíblia, em troncos decorativos missionários. Cidade Mística de Deus, como seu trabalho foi intitulado, tratou a vida da Mãe Santíssima do ponto de vista de fontes apócrifas populares na época; revelações e visões privadas de uma mulher religiosa altamente renomada e espiritualmente consciente; e uma inspiração interpretativa baseada na tradição narrativa barroca. Foi publicado em 1670, cinco anos após a morte de Sor Maria. A página de título sozinha continha cem palavras. A única versão completa em inglês, que levou ao padre George Blatter – um padre católico do lado sul de Chicago – um período de mais de dez anos para traduzir entre 1902 e 1914, totalizou apenas 2.700 páginas de extensão. Desde o século XVII, Cidade Mística de Deus, a obra-assinatura de Sor Maria de Ágreda, tem sido elogiada e condenada por seu longo tratamento barroco da vida de Maria. Hoje, a representação devocional de Maria por Sor Maria é relativamente bem estudada em programas de literatura e história espanhola, particularmente no sudoeste americano, onde ela está documentada como tendo misticamente bilocada para nativos americanos para compartilhar com eles o Evangelho. Nestes programas de literatura e história espanhola, seu trabalho é mais frequentemente visto como uma janela para a compreensão da cultura e expressão espanholas do século XVII. No entanto, na opinião de alguns, sua contribuição para a espiritualidade mariana há muito foi ofuscada e desconsiderada pela própria natureza dessa expressão hiperbólica.

Sor Maria escreveu o seguinte no início da biografia de Maria, traduzida há 107 anos do Padre Blatter: Ó poderosa e exaltada Rainha, cumpre as tuas promessas, manifestando-me as tuas graças e atributos … com os quais devo adornar a minha alma, para me tornar digno de ser tua filha e noiva de teu santíssimo Filho. 2 … [Pois] o Cordeiro de Deus … é o … farol de luz … que ao mesmo tempo ilumina, eleva ao fervor, ensina e repreende, castiga e aviva, chama e dissuade ,. .. revela o oculto e o profundo, … que me revela o mundo, seu estado …. todos os segredos dos homens … [e] os verdadeiros e os falsos princípios que os guiam.3 … Além disso … nesta luz que nunca acaba … Eu desfruto de uma visão e habitação de paz e compreendo os mistérios e sacramentos da vida da Rainha do céu.4 Apesar da hipérbole, é claro desde o início que Sor Maria claramente compreende seu papel como noiva de Cristo, e de onde vem a iluminação que infunde sua compreensão da vida de Maria. O Cordeiro de Deus … é o … farol de luz. Mas onde está hoje nos Estados Unidos uma personalidade e autora barroca como Sor Maria de Agreda? E como podemos apreciar seu retrato ornamentado da Mãe Santíssima, quem é talvez a essência da beleza sem adornos? O notório Casanova estava talvez certo quando, encarcerado na sinistra prisão subterrânea do século XVIII em Veneza conhecida como “Os Líderes”, ele descreveu a Cidade Mística de Deus como as “concepções selvagens [e ‘visões fantásticas’] de um espanhol devoto e melancólico freira … fechada por paredes de convento ?

Em resumo, não, Casanova não estava certo. como vamos descobrir as joias da simplicidade totalmente inspiradora de Maria, sua beleza maternal e lustrosa, em uma obra tão extensa e ornamentada como Cidade Mística de GoeR Um exemplo é encontrado na maneira como o Venerável Pe. Solan nos Casey lia Mystical City of God – em oração, de joelhos, meditando sobre a vida de Maria – todos os dias, durante cinquenta anos. [Era o pe. Casey, que pessoalmente deu o conjunto de quatro volumes de Cidade Mística de Deus para a família do meu marido em 1952.] A tradução simplificada da Cidade Mística de Deus ajudaria – não a abreviatura bem-intencionada atualmente disponível da obra de 1902 – e, aparentemente, há uma em andamento. Nesse ínterim, no entanto, podemos apreciar facilmente o tratamento que Sor Maria deu a Maria, por meio de três abordagens complementares. Primeiro, a prática e a realização da Oração Silenciosa de Sor Maria forneceram a base a partir da qual ela narrou seus diálogos internos com Deus Pai, Cristo e Maria. Em segundo lugar, a reverência de Sor Maria por – e seu relacionamento pessoal com – Maria como modelo, professora e modelo, informou a abadessa ao longo de sua busca ao longo da vida para ser uma noiva digna de Cristo. Terceiro, ao compreender a escrita de Sor Maria como um “grande poema teológico” repleto de metáforas devocionais, podemos derivar inspiração de seu retrato de Maria como o ” ela cresceu em sabedoria e compreensão; ela recebeu muitos insights espirituais; ela contemplou a beleza absoluta do papel de Maria como Mãe Santíssima; e ela registrou suas percepções, suas impressões interpretativas de Maria e, sim, suas visões pessoais da Mãe de Deus. Tudo isso ela fez em um estado de quietude, cujo reconhecimento hoje muitas vezes se perde em meio ao “barulho” do estilo barroco tão prevalente em sua época. No início de Cidade Mística de Deus, ela escreve sobre esse estado de quietude: [Devemos] preservar a tranquilidade e a quietude do espírito … [necessárias] para reter a luz e as informações adequadas; pois não em todos os estados de espírito, embora sejam dos mais elevados e avançados, descreve o estado em que ela viu seres espirituais e eventos com seus olhos físicos, mais especialmente a Mãe Santíssima e os anjos que cuidavam dela. “Visão imaginativa” descreve o estado em que ela viu imagens em sua mente, um estado espelhado nas experiências de muitos videntes durante a oração contemplativa. Finalmente, Sor Maria descreve a “visão intelectual”, um estado no qual sua mente “viu” ou foi levada a compreender muitas verdades espirituais complexas. Nessa área da visão intelectual, ou conhecimento interior, o intelecto e a compreensão refinados de Sor Maria se destacaram, e foi aí que ela encontrou sua maior segurança e conforto. II Nestes estados de profunda quietude e oração, uma prática franciscana tradicional até hoje, Sor Maria meditou sobre Maria ‘ s personagem e vida através das lentes de sua própria compreensão e com as ferramentas disponíveis para ela na Espanha do século XVII. O ascetismo conventual de Sor Maria, em meio às práticas religiosas da ordem enclausurada da Imaculada Conceição, potencializou em grande medida esse processo. Assim, Sor Maria contemplou em espírito de oração a Imaculada Conceição de Maria, um assunto importante, mas controverso, da época. Tão devotada à Imaculada Conceição de Maria era a família de Sor Maria, eles dedicaram sua casa ancestral como um convento sob a ordem de Santa Beatriz de Silva da Imaculada Conceição. Naquela época, os dois irmãos de Sor Maria já haviam aderido à ordem franciscana. Sor Maria (então com dezoito anos) e sua mãe e irmã ingressaram no convento, enquanto seu pai ingressou em um mosteiro franciscano em uma cidade próxima como irmão leigo. A Imaculada Conceição, no entanto, agora uma doutrina estabelecida da Igreja por mais de 150 anos, era naquela época, na Espanha e em outros lugares, muito controversa. “Maculistas” e “Imaculistas” produziram mais de 12 mil panfletos sobre todos os aspectos da questão em torno da impecabilidade de Maria desde o século 11.  Em seu artigo “Visões e aparições”, no volume 15 da Enciclopédia Católica (Nova York: Robert Appleton, 1912), Lucian Roure descreve o ensino católico tradicional sobre as visões, conforme definido inicialmente por Santo Agostinho no século IV e posteriormente expandido pelo papa Bento XIV do século XVIII e outros. Sor Maria define suas visões dentro desta estrutura.

 contrário à nossa necessidade da redenção de Cristo; ‘ argumentaram alguns: “É um sinal importante da presença de Deus dentro de nós”; outros disseram. 12 Foi um assunto que Maria de Agreda assumiu com gosto e devoção mais tarde em sua vida, influenciando não apenas o rei da Espanha na doutrina, mas também o papa de seus últimos anos que faria a declaração mais definitiva sobre a doutrina até a proclamação do Papa Pio IX em 1854. Foi também uma questão que alguns hoje pensam pode ter proporcionado o impulso inicial para condenar seu trabalho, apesar do fato de que sua posição estava de acordo com a decisão final da Igreja sobre o dogma. Da parte de Sor Maria, ela dedicou mais de duzentas e sessenta páginas do Livro Um da Cidade Mística de Deus aos pensamentos e eventos que antecederam o nascimento de Maria. Nesses estados rarefeitos de oração silenciosa, muitos dos quais estavam em diálogo interno pessoal com a Mãe Santíssima, Sor Maria desenvolveu sua própria compreensão da Imaculada Conceição de Maria, uma concepção humana que era tanto fisiológica quanto espiritual. Ela escreveu: Embora a concepção tenha acontecido de acordo com o curso normal da natureza, o Altíssimo a libertou de imperfeições e desordens, permitindo apenas o que era estritamente exigido de acordo com a natureza, a fim de que o material adequado pudesse ser fornecido para a formação do substância mais perfeita dentro dos limites de uma mera criatura … de modo que a concepção, embora natural e de acordo com a ordem comum, não obstante, foi dirigido, suplementado e aperfeiçoado pela ação da graça divina ….  Hoje, alguns pais podem resumir os aspectos fisiológicos da concepção para seus filhos por fraseologia que lembra os “pássaros e as abelhas”.

Maria de Ágreda na Vida de Maria os cineastas não são estranhos aos retratos da concepção física em cenas de amor explícitas. Por hoje ‘ Pelos padrões, o tratamento de Sor Maria é manso, discreto, adequado para uma freira enclausurada, mas explícito o suficiente em sua descrição da natureza da matéria real usada para formar o embrião de Maria, que podemos interpretar hoje como “bons genes de uma vida limpa e saudável pessoas!’ Mesmo assim, ela viu mais: eu vejo a Arca do Testamento [Maria, como uma Arca Mística É da Aliança] unida, enriquecida e colocada no templo de uma mãe estéril [Anne] …. Eu vejo o. .. ordem da natureza rompem com suas leis para serem rearranjadas; vejo novas leis … conquistando as da natureza …. vejo a formação de uma nova terra, e de um novo céu sendo o útero de uma mulher humilde … onde a Divindade [iria] presidir, onde os cortesãos dos céus antigos se reúnem, e onde mil anjos são delegados para formar uma guarda sobre um minúsculo, corpo animado não maior do que o de uma abelhinha. A Sorbonne, entretanto, trabalhando horas extras para criticar o que mais tarde foi determinado como uma tradução defeituosa – em meio a muitas cópias incompletas proliferando por toda a Europa e América do Sul7 na época condenada Cidade Mística de Deus “afirmações escandalosas;” sua “impertinência ímpia” e a “linguagem indecente”  no tratamento que o livro dá à Imaculada Conceição. Paradoxalmente, para um dos pioneiros leais da Igreja ao defender o dogma da Imaculada Conceição, a causa da santidade de Sor Maria teria progredido consideravelmente mais se ela tivesse não a defendeu tão inflexivelmente na Cidade Mística de Deus.

Na verdade, porém, sua causa atraiu um decreto papal de “silêncio perpétuo” em 1773, em grande parte devido à polêmica em torno do dogma. 20 Para olhos contemporâneos, isso pareceria um problema solúvel, visto que a Imaculada Conceição agora é oficial desde 1854. No entanto, enquanto ainda estava em debate por sucessivos papas que discordaram uns dos outros ao longo dos séculos, os papas que defendiam o dogma tendiam a favorecer a de Sor Maria causa para a santidade, e aqueles papas que não favoreciam o dogma não favoreciam sua causa. No entanto, Sor Maria sentou-se em sua mesa e escreveu a vida de Maria, como ela a percebeu por meio de suas visões, e como ela a entendeu por meio de sua leitura no Protoevangelium de James e outros escritos apócrifos que forneceram material suplementar repleto de detalhes específicos que eram comumente aceitos em seu tempo. Assim, Sor Maria retrata vividamente os pais idosos de Maria, Joaquim e Ana, os quinze degraus que Maria subiu com “majestade e firmeza de espírito” 21 a caminho da Apresentação no Templo, e o dia da morte de Maria como a sexta-feira antes da festa da Assunção de Maria ao Céu em 15 de agosto. Mais importante, Maria de Ágreda também registra seus diálogos internos com Deus Pai, Cristo e Maria, e estes são intercalados ao longo do texto, para que dele possamos destilar sua relação com Deus e Maria, bem como a natureza e o refinamento de seu estado espiritual ao começar a escrever. Um tratamento especial para o aficionado por essa oração relacional pode ser encontrado nos diálogos dramatizados entre Maria e sua disposta pupila, Sor Maria, no final da maioria dos capítulos da Cidade Mística de Deus. Nestes, passamos agora para a nossa segunda abordagem 19 Declaração do Padre Jose Falces em 1692, conforme citado por Manuel Pefia Garcia, Sor Maria de Jestis de Agreda (Agreda: El Burgo de Osma, 1997).

Para compreender a interpretação que Sor Maria faz de Maria: isto é, Maria em seu papel de exemplar e professora. Maria como exemplar e professora No final da maioria dos capítulos de Cidade Mística de Deus, Sor Maria inseriu uma seção freqüentemente intitulada “Instruções da Rainha Celestial”. Nessas seções, Sor Maria gravou seus diálogos internos com Mary. Neles, Mary aconselhou Sor Maria de um pináculo de sabedoria. Intercalados ao longo da biografia de 2.700 páginas de Maria, esses diálogos cobriram uma gama generosa de conselhos sobre a vida espiritual que uma freira de sua época pode precisar e apreciar. Certas joias se destacam nesses adendos pessoais, principalmente o conceito de dilatação. “Ó minha filha”, disse-lhe Maria, “esqueça todas as coisas terrenas no esconderijo do teu silêncio e imita-me com todo o teu fervor … dilata o teu coração! ’22” Fica alerta: ‘Maria instruiu a sua pupila . “Dilate teu coração.” 23 “Que … o entendimento se dilate, … [para] elevar-se em pensamento ao mais nobre, ao mais excelente, ao mais perfeito e ao mais divino.” 24 Hoje em dia, é claro, a medicina e a tecnologia modernas estão repletas de exemplos da utilidade da dilatação. Na optometria, o colírio dilata a pupila do olho para que o médico examine sua saúde. Na fotografia, os ajustes da abertura da lente de uma câmera permitem vários níveis de exposição à luz em uma fotografia. Na gravidez, a dilatação cervical é essencial para um parto natural. Muito importante, em cardiologia a dilatação saudável de vasos sanguíneos e artérias facilita o fluxo essencial de sangue para dentro e para fora do coração.25 Na época de Sor Maria, o conceito de dilatação era mais metafórico, mas não menos significativo. Afinal, a natureza do coração está muito próxima da natureza da alma. Na França do século XVI, São Francisco de Sales (1567-1622) escreveu sobre a importância de ouvir “para ouvir Deus falar do fundo do coração”. No Capítulo 3 do Castelo Interior, Teresa de Ávila menciona brevemente a “doçura interior” resultante da dilatação da alma. No século XX, o Papa João Paulo II pregou que “o coração na cultura bíblica, e também em grande parte de outras culturas, é o centro essencial da personalidade em que o homem está diante de Deus como a totalidade do corpo e da alma:” “Observe, então, minha filha”, Mary instruiu Sor Maria, “que o exemplo desses eventos de minha vida deve servir a ti para tua instrução e direção. Guarde este exemplo com amor em seu seio e permita que dilate seu coração. ”

Foi uma lição que Sor Maria abraçou de todo o coração e que ela compartilhou com frequência em anos posteriores com seu amigo espiritualmente recalcitrante, o rei Felipe IV da Espanha.” Senhora, continue a me ensinar e me iluminar; ‘ Sor Maria orou, “para que meu coração se dilate no mar de tuas perfeições, fornecendo-me material digno para o louvor do Todo-Poderoso.” De fato, Sor Maria relatou que “a Rainha … tornou-se mais íntima de mim e continuou sua relação com minha alma … enchendo minha alma com a luz e o conhecimento da vida eterna.”  Nesses estados dilatados, Sor Maria se abriu a todas as fases da vida de Maria e, claro, especialmente à vida de Maria como mãe do Redentor, e seu papel materno durante a vida e paixão de seu filho. “A semelhança entre Cristo e sua Santíssima Mãe é claramente manifesta”, escreveu Sor Maria, descrevendo a “espada da dor” compartilhada que “perfurou o coração do Filho e da Mãe” no Jardim do Getsêmani, a ponto de Maria “concorde e coopere na Redenção.”  Tão comovente é o retrato de Sor Maria do amor maternal de Maria que o ícone do cinema Mel Gibson leu Cidade Mística de Deus de Maria de Agreda em Mary’s Life e outras referências, em preparação para escrever seu roteiro de filme para o grande sucesso The Passion of the Christ, lançado em 2004. Muitos críticos de cinema notaram que o filme de Gibson retrata a paixão de Cristo com um tratamento pungente do ponto de vista de Maria, freqüentemente focando no olhos magneticamente tristes enquanto seguem as repetidas torturas sofridas por seu filho.Existem outras semelhanças notáveis ​​entre o tratamento da Paixão de Gibson e Sor Maria. Como no filme, Cidade Mística de Deus descreve Maria encontrando Jesus no caminho para o Calvário e Maria desejando morrer no lugar de seu filho. Ele retrata a presença insidiosa de Satanás durante todo o processo, os panos fornecidos a Maria para limpar o sangue de seu filho e as descrições aflitas da freira gentil de golpes incessantes golpeando o Salvador e sua carne despedaçada. Ao fazer isso, Sor Maria fornece inúmeras imagens da força inabalável de Maria, seu amor maternal por seu filho e o vínculo inquebrantável, embora muitas vezes não falado, entre eles. No momento em que o volume final, intitulado A coroação, foi escrito, descrevendo a vida de Maria após a morte de seu filho, Sor Maria descreve Maria sendo elevada ao trono de Deus e o convite da Trindade para ela ser “absorvida no abismo de nossa Divindade¨. 

Maria de Agreda sobre a Vida de Maria equiparou esta imagem a Maria. Como a Mãe de Deus, Sor Maria raciocinou, Maria providenciou uma morada para Cristo em seu ventre, assim como João descreveu a cidade de Jerusalém como “a morada de Deus com os homens” (Apocalipse 21: 3). Assim, a Nova Jerusalém tornou-se para Sor Maria uma metáfora duradoura para Maria, e ela começou a se referir a Maria como uma Jerusalém “mística”, cunhando a frase do título para seu livro, Cidade Mística de Deus.  Sor Maria escreveu eloquentemente sobre Maria como a Nova Jerusalém, esclarecendo que “todos os seus dons, sua grandeza e virtudes são a causa de uma nova maravilha para os santos. Novo também, porque Ela veio depois de todos os antigos Padres, Patriarcas e profetas, e Nela foram renovados e cumpridos todos os seus clamores, suas profecias e promessas. Nova, porque ela veio sem o contágio da culpa e sob uma nova dispensação da lei do pecado.

Maria de Ágreda na vida de Maria retrata Maria fazendo uma serenata para seu filho em orações que eram como “renda escarlate, com a qual ela amarrou e assegurou seu amor”.  “Toda a Cidade Mística de Deus é uma grande construção da teologia poética”, escreve AntonioArtolaArbiza, ecoando muitos pensamentos expressos pelo Papa Paulo VI enaltecendo o “caminho da beleza; ‘ tão distinto do “caminho da verdade” perseguido por cientistas e teólogos.43 Artola cita o espanto após a publicação do livro, por seus conceitos sutis de espiritualidade, seu estilo nobre e técnica narrativa, sua especulação lúcida aumentada à luz silenciosa da oração , e seu sentimento mariano piedoso. No entanto, ele conclui, “é, em última análise, um poema.”  Em 1999, o Secretário de Estado do Vaticano emitiu uma declaração de que não havia erros de fé ou moral na Cidade Mística de Deus. No entanto, a declaração atrapalhou a causa de santidade de Sor Maria porque especificava ainda que a Mário logia da Cidade Mística de Deus diferia da Mário logia do Vaticano II. Em resposta, em 2003, o presidente da Sociedade Espanhola Mario Lógica e membro participante da Pontifícia Academia Mariana Internacional de Roma, pe. Enrique lhamas, veio em defesa de Sor Maria. Ele escreveu um livro que três anos depois seria publicado em inglês como Venerável Madre Ágreda e a Mariologia do Vaticano II. Nele, lhamas, conforme traduzido por pe. Peter Fehlner, El., Fornece exemplo após exemplo de semelhanças harmoniosas entre a Cidade Mística de Deus e a Lumen gentium. Ao fazer isso, ele adverte o leitor a não confundir as vastas diferenças estilísticas entre os dois documentos – o caráter econômico e teológico da Lumen gentium e o estilo repetitivo, narrativo e exuberantemente barroco da Cidade Mística de Deus – com a similaridade essencial entre os dois.

Anteriormente, em uma produção de 1995 da Radiotelevisión Espanola intitulada “Sor Maria, La DamaAzul”, na série Mujeres en Ia Historia dirigida por Maria Teresa Alvarez, ArtolaArbiza o descreveu de forma semelhante, chamando-o de “poema teológico”.

Maria de Agreda sobre a Vida de Maria Uma vez que a versão abreviada de Cidade Mística de Deus é frequentemente classificada pela Amazon.com como estando entre os dez primeiros livros em uma lista dos cem livros mais comprados sobre mariologia, vamos atribuir à Cidade Mística de Deus seu lugar de direito entre os textos que honram Maria. No entanto, ao contrário de alguns leitores bem intencionados, não precisamos ser compelidos a ler a Cidade Mística de Deus literalmente, nem a aceitar como verdade revelada o número de degraus que Maria subiu em seu caminho para a Apresentação no Templo, ou a data exata de sua morte. Em vez de, aplicando o discernimento a essas revelações privadas visionárias sobre e de Maria, vamos além da extravagância barroca da Cidade Mística de Deus. Vamos desfrutar da imersão de sua autora na Oração Silenciosa enquanto ela contempla a Virgem. Vamos dilatar nossos próprios corações para ouvir os diálogos internos de Sor Maria com a Mãe Santíssima como Mestra, e vamos desfrutar da poesia teológica da Cidade Mística de Deus, para subir às alturas do amor de Cristo enquanto seguramos a mão de sua Mãe.

 

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