A Divina Vontade muda nosso modo de Rezar – Só Volume 2


Então Jesus mudou aspecto e todo benigno me
disse:
(3) “De que temes? Não te assisti Eu as outras vezes? Minha luz te circundará por todas as
partes …”.
(4) Enquanto assim dizia, não sei como vi o confessor junto a Jesus e o Senhor lhe disse:
“Olha, tudo o que fazes passa para o Céu, por isso vê a pureza com a qual deves agir,
pensando que todos os teus passos, palavras e obras vêm à minha presença, e se são puros,
isto é, feitos por Mim, Eu sinto por isso uma alegria grandíssima e sinto-os em Meu redor, como
tantos mensageiros que me lembram continuamente de ti; mas se eles são feitos por fins
baixos e terrenos, sinto aborrecimento”. E enquanto assim dizia, parecia que lhe pegava as mãos e levantava-as para o Céu, lhe dizia: “Os olhos sempre em alto; és do Céu, obra para o
Céu”.

Vol 2 – Fevereiro 28, 1899

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“A fé é Deus”.
Mas estas duas palavras continham uma luz imensa, que é impossível explicá-las, mas
como posso dizê-lo: Na palavra “fé” compreendia que a fé é o próprio Deus. Assim como o
alimento material dá vida ao corpo para que não morra, assim a fé dá a vida à alma; sem a fé a
alma está morta. A fé vivifica, a fé santifica, a fé espiritualiza o homem e o faz ter fixos os olhos
num Ser Supremo, de modo que nada aprende das coisas aqui embaixo, e se as aprende, as
aprende em Deus. Oh! A felicidade de uma alma que vive de fé, seu vôo é sempre para o Céu,
em tudo o que lhe acontece se olha sempre em Deus e eis como na tribulação a fé a eleva em
Deus e não se aflige, nem sequer um lamento, sabendo que não deve formar aqui a sua
alegria, senão no Céu. Assim, se a alegria, a riqueza, os prazeres, a circundam, a fé a eleva
em Deus e diz entre si: “Quanto mais feliz e mais rica serei no Céu!”

Vol. 2 – Fevereiro 28, 1899

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Oh! Quão alto e sublime é o vôo da alma que se exercita na fé. A mim parece-me que a
alma, exercitando-se na fé, faz como aqueles tímidos passarinhos que temendo ser tomados
presos pelos caçadores ou bem por qualquer outra insidia, fazem sua morada no topo das
árvores, ou bem nas alturas, quando depois são obrigados a tomar o alimento descem, tomam
o alimento e rapidamente voam a sua morada; e alguém, mais prudente, toma o alimento e
nem sequer o come na terra, para estar mais seguro o leva ao topo das árvores e lá o
come. Assim a alma que vive de fé é tão tímida das coisas terrenas, que por temor de ser
assediada, nem sequer lhes dirige um olhar, sua morada está no alto, acima de todas as coisas
da terra e especialmente nas chagas de Jesus Cristo, e desde dentro daquelas beatas
moradas geme, chora, reza e sofre junto com seu Esposo Jesus sobre a condição e miséria em
que se encontra o gênero humano. Enquanto ela vive naquelas moradas das chagas de Jesus
O Senhor dá-lhe uma parte das suas virtudes, e a alma sente em si aquelas virtudes como se
fossem suas, mas contudo adverte que se bem as vê suas, o possuí-las é-lhe dado, que foram
comunicadas pelo Senhor. Acontece como a uma pessoa que recebeu um dom que ela não
possuía, agora o que faz? Toma-o e se faz dona dele, mas cada vez que o olha diz entre si:
“Isto é meu, mas me foi dado por essa pessoa”. Assim faz a alma à qual o Senhor
desprendendo de Si uma parte do seu Ser Divino, a muda em Si mesmo.
Agora, esta alma, como abomina o pecado, mas ao mesmo tempo compadece dos
demais, roga por aquele que vê que caminha no caminho do precipício, se une com Jesus
Cristo e se oferece vítima para sofrer e assim aplacar a divina justiça e para livrar as criaturas
dos merecidos castigos, e se for necessário o sacrifício de sua vida oh! de bom grado o faria
para a salvação de uma só alma.

Deus sendo Espírito puríssimo não tem nem
ouvidos, nem olhos, e aconteça o que acontecer não muda jamais. O sol, investindo o mundo
com a sua luz, não se cansa, assim Deus, dando vida a todos, ajudando e regendo o mundo,
não se cansa. Para não gozar mais a luz do sol e seus benéficos efeitos, o homem pode
esconder-se, pode pôr obstáculos, mas ao sol nada lhe faz, permanece como é, o mal cairá
todo sobre o homem. Assim o pecador, com o pecado pode afastar-se de Deus e não gozar
mais de suas benéficas influências, mas a Deus nada lhe faz, todo o mal é seu.

Vol. 2 – Fevereiro 28, 1899

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Jesus: “Me é tão querida a caridade, que você não pode compreendê-lo. A caridade é simples,
como meu Ser, que embora seja imenso, é também simplíssimo, tanto que não há parte na
qual não penetre. Assim a caridade, sendo simples, se difunde por toda parte, não tem
deferência por nenhum, amigo ou inimigo, vizinho ou forasteiro, a todos ama”. Vol 2 Março 18, 1899

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“Me são tão agradáveis as almas desapegadas de tudo, não só no afeto, mas também em
efeito, que à medida que vão despojando-se, assim minha luz as vai investindo e chegam a ser
como cristais, nos quais a luz do sol não encontra impedimento para penetrar dentro deles,
como o encontra nas construções e nas demais coisas materiais”.
Ah! disse depois: “Crêem despojar-se, mas em troca vêm a vestir-se não só das coisas
espirituais, mas também das corporais, porque minha providência tem um cuidado todo
especial e particular por estas almas desapegadas, minha providência as cobre por toda
parte; acontece que nada têm, mas todos possuem”.

Vol.2 – Abril 26, 1899

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“Minha pessoa está circundada por todas as obras que fazem as almas como por um
vestido, e à medida da pureza de intenção e da intensidade do amor com o qual se fazem,
assim me dão mais esplendor, e eu lhes darei mais glória, tanto que no dia do juízo as
mostrarei a todo o mundo para fazer conhecer o modo como me honraram meus filhos e o
modo como Eu os honro a eles”.
Maio 7, 1899

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“Minha filha, a caridade só é perfeita quando é feita com o único fim de me agradar, e então
é verdadeira e é reconhecida por Mim quando está despojada de tudo”.

Vol 2 –  Maio 12, 1899

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“A humildade é a certeza dos favores celestiais. A humildade veste a alma de tal segurança,
que as astúcias do inimigo não penetram dentro. A humildade põe a salvo todas as graças
celestiais, tanto, que onde vejo a humildade faço correr abundantemente qualquer tipo de
favores celestiais. Por isso não queira preocupar-se por isto, senão com olho simples olhe
sempre em seu interior se está investida pela bela humildade, e de todo o resto não se
preocupe”.
(3) Depois fez-me ver muitas pessoas religiosas, e entre elas, sacerdotes, também de santa
vida, mas por quanto bons fossem, não havia neles esse espírito de simplicidade para crer nas
tantas graças e nos tantos diversos modos que o Senhor tem com as almas. E Jesus me disse:
(4) “Eu me comunico aos humildes e aos simples porque logo crêem em minhas graças e as
têm em grande estima, ainda que sejam ignorantes e pobres; mas com estes outros que você
vê Eu sou muito relutante, porque o primeiro passo que aproxima a alma a Mim é o crer; então
acontece que estes, com toda a sua ciência, doutrina e até santidade, nunca provam um raio
de luz celestial, isto é, caminham pelo caminho natural e jamais chegam a tocar nem sequer
por um momento o que é sobrenatural. Esta é também a causa de por que no curso de minha
vida mortal não houve nem sequer um douto, um sacerdote, um poderoso em meu seguimento,
senão todos ignorantes e de baixa condição, porque quanto mais humildes e simples, são
também mais fáceis a fazer grandes sacrifícios por Mim”.

Vol 2 – Maio 19, 1899

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“O desprezo de si mesma só é louvável quando está bem investido pelo espírito de fé, mas
quando não está investido pelo espírito de fé, em vez de te fazer bem poderá te prejudicar,
porque vendo-te tal como tu és, que não podes fazer nada de bem, desconfiarás,
permanecerás abatida, sem te encorajar a dar um passo no caminho do bem, mas apoiando-te

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em Mim, isto é, investindo-te do espírito de fé, virás a conhecer e a desprezar-te a ti, e ao
mesmo tempo a conhecer-me a Mim, confiando totalmente em poder operar tudo com a minha
ajuda, e eis que fazendo desta maneira caminharás segundo a verdade”.
(3) Quanto bem fez a minha alma este falar de Jesus, compreendi que devo entrar em meu
nada e conhecer quem sou eu, mas não devo deter-me ali, senão que em seguida, depois de
ter-me conhecido a mim mesma, devo voar ao mar imenso de Deus e aí deter-me a tomar
todas as graças que se necessitam para minha alma, de outra maneira a natureza fica
debilitada e o demônio buscará meios para lança-la na desconfiança.
(4) Seja sempre bendito o Senhor e sempre seja tudo para sua glória.

Vol 2 – Maio 26, 1899

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Estas oposições, mesmo por pessoas religiosas, Eu as permito para fazer
com que a seu tempo possa brilhar mais a verdade. Que queiras ser aconselhado por dois ou
três sacerdotes dos mais bons e santos e até doutos, para ter luz e até para fazer o que eu
quero nas coisas que se devem fazer, como é o conselho dos bons e a oração, isto eu permito,
mas o resto não, não, seria querer fazer um desperdício de minhas obras e pô-las em
zombaria, o que muito me desgosta”.
Depois me disse a mim: “O que quero de ti é um obrar recto e simples, que do pro e do
contra das criaturas não te preocupes, deixa-as pensar como queiram, sem tomar-te o mais
mínimo incômodo, pois o querer que todos sejam favoráveis é um querer desviar-se da
imitação de minha Vida”.
Vol 2 – Maio 31, 1899

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Jesus me disse: “O maior favor que posso fazer a uma alma é fazer-se
conhecer a si mesma. O conhecimento de si e o conhecimento de Deus andam de mãos
dadas, pois quanto te conheceres a ti mesma outro tanto conhecerás a Deus. A alma que se
conheceu a si mesma, vendo que por si mesma não pode fazer nada de bem, esta sombra do
seu ser transforma-a em Deus e disto acontece que em Deus faz todas as suas
operações. Acontece que a alma está em Deus e caminha junto a Ele, sem olhar, sem
investigar, sem falar, em uma palavra, como morta, porque conhecendo a fundo seu nada não
se atreve a fazer nada por si mesma, senão que cegamente segue as operações do Verbo”.

Parece-me que a alma que se conhece a si mesma lhe acontece como a essas pessoas
que vão em um transporte, que enquanto passam de um lugar a outro sem dar um passo por
elas mesmas, fazem longas viagens, mas tudo isso em virtude do transporte que as
leva. Assim a alma, entrando em Deus, como as pessoas no transporte, faz sublimes vôos no
caminho da perfeição, mas conhecendo plenamente que não ela, senão em virtude daquele
Deus bendito que a leva em Si mesmo. ¡ Oh! Como o Senhor favorece, enriquece, concede as
maiores graças à alma que sabendo que não a si mesma, mas tudo a Ele atribui. ¡ Oh, alma
que se conhece a si mesma, como é afortunada!

Vol 2 – Junho 2, 1899
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Depois confiei-lhe as pessoas que me pertencem e pedi pelos pecadores dizendo a Jesus:
“Oh, quanto desejo que o meu corpo se reduzisse em pequeníssimos pedaços, desde que os
pecadores se convertessem!” E beijei a testa, os olhos, o rosto, a boca de Jesus, fazendo
várias adorações e reparos pelas ofensas que lhe faziam os pecadores. ¡ Oh, como estava
contente Jesus e eu também!
Vol 2 – Junho 5, 1899

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“Os montes mais altos são os santos que mais me amaram, e Eu faço deles minha delícia
quando estão sobre a terra e quando passam ao Céu, assim que o tudo está no amor”.
Vol 2  – Junho 20, 1899

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“Quero que a fé te inunde por toda parte, como aquelas barcas que são inundadas pelas
águas do mar, e como a fé sou Eu mesmo, sendo inundado por Mim, que tudo possuo, posso e
dou livremente a quem em Mim confia, sem que tu penses no que virá, e ao quando e o como e
o que farás, Eu mesmo, segundo as tuas necessidades me prestarei a socorrer-te”.
Depois ele adicionou: “Se te exercitares nesta fé, quase nadando nela, em recompensa te
infundirei no coração três alegrias espirituais: O primeiro, que penetrarás as coisas de Deus
com clareza e ao fazer coisas santas te sentirás inundado por uma alegria, por um gozo tal,
que te sentirás como empapado, e esta é a unção da minha graça.
O segundo é um aborrecimento das coisas terrenas e sentirás em teu coração alegria pelas
coisas celestiais.
O terceiro é um desapego total de tudo, e onde antes sentia inclinação, sentirá um
incômodo, como há tempos o estou infundindo em seu coração, e você já o está
experimentando. E por isso teu coração será inundado pela alegria que gozam as almas
totalmente desapegadas, que têm seu coração tão inundado de meu amor, que das coisas que
as rodeiam externamente não recebem nenhuma impressão”.
Vol 2 – Junho 25, 1899

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“Minha filha, o que te recomendo é conservar e estimar minhas palavras, porque minha
palavra é eterna e santa como Eu mesmo, e conservá-la em teu coração e aproveitá-la, terás
tua santificação e por isso receberás em recompensa um esplendor eterno, produzido por
minha palavra; fazendo de outra maneira a tua alma receberá um vazio e ficarás devedora de
Mim”.

Vol 2 – Julho 30, 1899

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“Filha, Eu amo grandemente as almas puras, e assim como das impuras sou obrigado a
fugir, das puras em troca como por um ímã sou atraído a fazer morada nelas. Às almas puras
com prazer lhes empresto minha boca para fazê-las falar com minha mesma língua, assim que
não se cansam para converter às almas; em ditas almas Eu me agrado não só de continuar
nelas minha Paixão, e assim continuar ainda a Redenção, mas o que é mais, me alegro
sumamente de glorificar nelas minhas mesmas virtudes”.
Vol 2 – Agosto 1, 1899

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“Olha quantas graças devia verter sobre as criaturas, mas como não
encontro correspondência estou obrigado a retê-las em Mim, é mais, me fazem trocá-las em
castigos. Preste atenção, minha filha, a me corresponder às tantas graças que estou
derramando em você, porque a correspondência é a porta aberta para me deixar entrar no
coração e ali formar meu quarto. A correspondência é como aquela boa acolhida, aquela estima
que se dá às pessoas quando vêm fazer uma visita, de modo que atraídas por esse respeito,
por essas maneiras afáveis que se usam com elas, estão obrigadas a vir outras vezes e
chegam a não saber se separar. O todo está em me corresponder, e a medida que as criaturas
me correspondem e me tratam na terra, assim Eu me comportarei com elas no Céu, fazendo-
lhes encontrar as portas abertas, convidarei a toda a corte celestial a acolhê-los e os colocarei no mais sublime trono, mas será o contrário para quem não me corresponde”.
Agosto 2, 1899
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“Quanto mais te aniquiles e conheceres o teu nada, tanto mais a minha humanidade,
enviando raios de luz, te comunicará as minhas virtudes”.
Eu lhe disse: “Senhor, sou tão má e feia que me horrorizo a mim mesma, o que será diante
de Ti?”
E Jesus: “Se tu és feia, sou Eu quem te pode tornar bela”.
E no mesmo momento de dizer isto enviou uma luz Dele para a minha alma, e parecia que
lhe comunicava a sua beleza, e depois, abraçando-me começou a dizer:
“Como és bela, mas bela da minha beleza, por isso sou atraído a amar-te”.
Quem pode dizer como fiquei confusa? Mas tudo seja para sua glória.
Vol 2 – Agosto 7, 1899
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“A resignação absorve tudo o que pode ser de dor ou de desgosto à natureza e o converte
em doce; e sendo meu Ser pacífico, tranquilo, de modo que qualquer coisa que possa
acontecer no Céu e na terra não pode receber nem sequer o menor alento de perturbação,
então a resignação tem a virtude de enxertar na alma estas mesmas virtudes minhas. A alma
resignada está sempre em repouso, não só ela, mas faz-me repousar tranquilamente também a
Mim nela.”
Vol 2 – Agosto 8, 1899

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“A filha da justiça é a verdade. Assim como Eu sou Verdade eterna que não engano nem me
podem enganar, assim a alma que possui a justiça faz resplandecer em todas suas ações a
verdade; portanto, conhecendo por experiência a verdadeira luz da verdade, se alguém quer
enganá-la, ao advertir a falta da luz que tem em si, logo conhece o engano, então acontece que
com esta luz da verdade não se engana a si mesma, nem ao próximo, nem pode receber
engano.
Fruto que produz esta justiça e esta verdade, é a simplicidade, outra qualidade de meu Ser,
o ser simples, tanto que penetro em todas partes, não há nada que possa opor-se a que Eu
penetre dentro, penetro no Céu e nos abismos, no bem e no mal, mas meu Ser simplíssimo,
penetrando mesmo no mal; não se suja, aliás, nem sequer recebe a mais mínima
sombra. Assim a alma, com a justiça e com a verdade, recolhendo em si este belo fruto da
simplicidade, penetra no Céu, introduz-se nos corações para conduzi-los a Mim, penetra em
tudo o que é bem e encontrando-se com os pecadores para ver o mal que fazem, não fica
manchada, porque sendo simples prontamente se libera, sem receber dano algum. É tão bela a
simplicidade, que meu coração fica ferido a um só olhar de uma alma simples, e ela é causa de
admiração aos anjos e aos homens”.
Vol 2 – Agosto 10, 1899

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Jesus unia seus sentidos mencionados acima com os meus, e via que me
dava sua mesma forma; não só isso, mas me dava a graça de usá-los como fez Ele mesmo, e
depois continuou dizendo:
“Graças grandes derramo em você, recomendo que as saiba conservar”.
E eu: “Temo muito, ó meu amado Jesus, ao conhecer-me que estou cheia de misérias e
que, em vez de fazer o bem, faço mau uso das tuas graças. Mas o que mais me faz temer é a
língua, que freqüentemente me faz faltar na caridade para com o próximo”.
E Jesus: “Não temas, eu mesmo te ensinarei o modo que deves ter ao falar com o próximo”:
A primeira coisa: Quando te disser algo a respeito do próximo, faz um olhar sobre ti mesma
e observa se tu és culpado desse mesmo defeito, e então querer corrigir é um querer me
indignar e escandalizar ao próximo.
A segunda: Se tu te vês livre daquele defeito, então levanta-te e procura falar como eu teria
falado, assim falarás com a minha própria língua. Fazendo assim jamais faltarás na caridade do
próximo, aliás, com as tuas palavras farás bem a ti, ao próximo, e a Mim me darás honra e
glória”.
Vol 2 – Agosto 12, 1899

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“Minha filha, a coisa principal para que Eu entre em uma alma e forme minha habitação
nela, é o desapego total de toda coisa. Sem isto, não só não posso viver nela, como nem
sequer uma virtude pode tomar lugar na alma.Depois que a alma fez sair tudo de si, então eu
entro nela e unido com a vontade da alma fabricamos uma casa, os fundamentos desta casa
se baseiam na humildade, e quanto mais profundos forem, tanto mais altos e fortes são os
muros; estas paredes serão feitas de pedras de mortificação, cobertas de ouro puríssimo de
caridade. Depois que os muros foram construídos, Eu, como um pintor excelentíssimo, não
com cal e água, mas com os méritos da minha Paixão, simbolizados pela cal, e com as cores
do meu sangue, simbolizados pela água, os revesti e neles formo as mais Excelentíssimas
pinturas, e isto serve para protegê-la bem das chuvas, das nevadas e de qualquer golpe.
Imediatamente depois vêm as portas, e para fazer que estas sejam sólidas como madeira, não
presas à mariposa, é necessário o silêncio, que forma a morte dos sentidos exteriores. Para
guardar esta casa é necessário um guardião que vigie por toda parte, por dentro e por fora, e
este é o santo temor de Deus, que a guarda de qualquer inconveniente, vento, ou qualquer
outra coisa que possa ameaçá-la.Este temor será a salvaguarda desta casa, que fará agir a
alma não por temor da pena, mas por temor de ofender ao proprietário desta casa. Este santo
temor deve fazer com que tudo seja feito para agradar a Deus, sem nenhuma outra
intenção. Logo se deve adornar esta casa e enchê-la de tesouros, estes tesouros não devem
ser outra coisa que desejos santos, lágrimas; estes eram os tesouros do Antigo Testamento e
neles encontraram sua salvação, no cumprimento de seus votos sua consolação, a força nos
sofrimentos; em suma, toda a sua fortuna se baseava no desejo do futuro Redentor e nesse
desejo agiam como atletas. A alma sem desejo trabalha quase como morta; mesmo as mesmas
virtudes, tudo é tédio, aborrecimento, animosidade, nada lhe agrada, caminha quase
arrastando-se pelo caminho do bem. Ao contrário a alma que deseja, nada lhe causa peso,
tudo é alegria, voa, nas mesmas penas encontra seus gostos, e isto porque havia um
antecipado desejo, e as coisas que primeiro se desejam, depois vêm a amar-se, e amando-se,
encontram-se os prazeres mais agradáveis. Por isso este desejo deve acompanhar a alma
desde antes de que se fabrique esta casa.
Os adornos desta casa serão as pedras mais preciosas, as pérolas, as gemas mais caras
desta minha vida, baseada sempre no sofrer e no puro sofrer; e como Aquele que a habita é o
doador de todo bem, põe nela o enxoval de todas as virtudes, a perfuma com os mais suaves
odores, semeia as flores mais encantadoras e perfumadas, faz soar uma música celestial das
mais agradáveis, faz respirar um ar de Paraíso.
Esqueci de dizer que é preciso ver se há paz doméstica, e esta não deve ser outra coisa
que o recolhimento e o silêncio dos sentidos interiores”.
Depois disto, eu continuava nos braços de Nosso Senhor e me encontrava despojada de
tudo; enquanto estava nisto, via o confessor presente e Jesus me disse, mas me parecia que
queria fazer uma brincadeira para ver o que eu dizia:
“Minha filha, você se despojou de tudo, e você sabe que quando se despoja se necessita
outra pessoa que pense em vesti-lo, em alimentá-lo e que lhe dê um lugar onde viver. Tu, onde
queres estar, nos braços do confessor ou nos meus?”
E enquanto dizia isto, tentava colocar-me nos braços do confessor. Eu comecei a insistir
que não queria ir, e Ele que queria. Depois de um pouco de disputa me disse:
“Não temas, te tenho em meus braços”.
E assim ficamos em paz.

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“Minha filha, quando uma alma está convencida de ter feito mal ao me ofender, faz já o
ofício da Madalena que banhou meus pés com suas lágrimas, ungiu-os com bálsamo e os
secou com seus cabelos. A alma, quando começa a ver em si mesma o mal que fez, prepara-
me um banho às minhas chagas. Vendo o mal, sente amargura e prova dor, e com isto vem
ungir as minhas chagas com um bálsamo requintado. Por este conhecimento a alma gostaria
de fazer uma reparação, e vendo a ingratidão passada, sente nascer nela o amor por um Deus
tão bom e gostaria de dar a sua vida para testemunhar o seu amor, e estes são os cabelos, que
como tantas correntes de ouro a unem ao meu amor”.

Vol 2 – Outubro 28, 1899

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“Paz, paz, paz, paz, não sabes tu que o reino da esperança é reino de paz, e o direito desta
esperança é a justiça? Tu, quando vires que a minha justiça se arma contra as nações, entra
no reino da esperança, e investindo-te das mais poderosas qualidades que ela possui, sobe ao
meu trono e faze o que puderes para desarmar o meu braço armado; e isto o farás com as
vozes mais eloquentes, mais ternas, mais piedosas, com as razões mais poderosas, com as
orações mais ardentes, que a mesma esperança te ditará. Mas quando você vê que a mesma
esperança está para sustentar certos direitos de justiça que são absolutamente necessários, e
que querê-los ceder seria um querer fazer afronta a si mesma, o que não pode jamais ser,
então junte-se a Mim e entregue-se à justiça”.
Vol 2 – Outubro 14, 1899

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“Minha filha, tenho fome, dá-me alguma coisa”.
E eu: “Não tenho nada para te dar”. Mas nesse mesmo instante vi um pão e dei-lho, e
parecia que Ele com todo o gosto o comia. Agora, dentro de mim estava a dizer: “Há já alguns
dias que não me diz nada”. E Jesus respondeu ao meu pensamento:
“Às vezes, o esposo tem prazer em tratar com a sua esposa, em confiar-lhe os seus
segredos mais íntimos; outras vezes, deleita-se com mais prazer em descansar e em
contemplar-se mutuamente a sua beleza, enquanto o falar impede o repouso, e o simples
pensamento do que se deve dizer ou do que se deve tratar, não deixa prestar atenção em ver a
beleza do esposo e da esposa, mas no entanto isto serve, porque depois de haver repousado e
compreendido de mais sua beleza, vêm amar-se mais e com maior força saem para trabalhar,
tratar e defender seus interesses. É o que estou fazendo com você, não está feliz?”
Depois disto, um pensamento me iluminou na mente, acerca da hora passada no inferno e
subito disse: “Senhor, perdoa-me quantas ofensas te fiz”.
E Ele: “Não queiras afligir-te nem perturbar-te, sou Eu quem conduz a alma até o profundo
do abismo, para poder depois conduzi-la mais rápido ao Céu”.
Depois me fez compreender que aquele pão que encontrei em mim não era outra coisa que
a paciência com a qual havia suportado essa hora de sangrenta batalha, assim que a
paciência, a humilhação, a oferta a Deus do que se sofre em tempo de tentação, é um pão
substancioso que se dá a Nosso Senhor e que Ele aceita com muito gosto.
Vol 2 – Setembro 30, 1899

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Senhor eu gostaria de saber como te mostras a mim, com
a vista abstrata ou intuitiva. Quem sabe se é também abstrata”.
E Ele: “Quero fazer-te compreender a diferença que há entre uma e outra. Na abstrata a
alma olha para Deus, na intuitiva entra dentro Dele e consegue as graças, isto é, recebe em si
a participação do Ser Divino; e tu, quantas vezes não participaste do meu Ser? Esse sofrer que
em você parece como se fosse natural, essa pureza que chega até sentir como se não tivesse
corpo, e tantas outras coisas, não te dei quando te atraí a Mim intuitivamente?”
“Ah! Senhor, é verdade, e eu, que agradecimentos te dei por tudo isto? Qual foi a minha
correspondência? Sinto vergonha só de pensar nisso, mas ah! me perdoe e faça que me
possam conhecer no Céu e na terra como um sujeito de suas infinitas misericórdias.

Vol 2 – Setembro 26, 1899

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COMO NÃO REZAR 

“Filha, as ofensas que mais trespassam meu coração são as Missas ditas sacrílegamente, e
as hipocrisias”.
Quem pode dizer o que compreendi nestas duas palavras? Parece-me que externamente
se faz ver que se ama, se louva ao Senhor, mas internamente se tem o veneno pronto para
matá-lo; externamente se faz ver que se quer a glória, a honra de Deus, mas internamente se
busca a honra, a estima própria. Todas as obras feitas com hipocrisia, mesmo as mais santas,
são obras todas envenenadas que amarguram o coração de Jesus.
Vol 2 – Abril 12, 1899

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“Minha filha, quanto impedem estas almas que minha Graça se derrame nelas, Eu não me
fixo nas minúcias, senão no amor com o qual se aproximam, e elas ao contrário, mais se fixam
nas palhas que no amor, é mais, o amor destrói as palhas, mas com muitas palhas não se
aumenta nem um pouco o amor, mas bem o diminui. Mas o que é pior destas almas é que se
perturbam muito, perdem muito tempo, quiseram estar com os confessores horas inteiras para
dizer todas estas minúcias, mas jamais põem mãos à obra com uma boa e corajosa resolução
para extirpar estas palhas.
(4) O que te dizer além disso, oh! minha filha, de certos sacerdotes destes tempos? Pode-se
dizer que atuam quase satanicamente, chegando a fazer-se ídolos das almas. [ Ah! Sim, o meu
coração é mais trespassado pelos meus filhos, porque se os outros me ofendem mais,
ofendem as partes do meu corpo, mas os meus ofendem-me as partes mais sensíveis e
ternas, até no mais íntimo do meu coração”.
(5) Quem pode dizer a amargura de Jesus? Ao dizer estas palavras chorava amargamente. Eu
fazia quanto mais podia compadecer-lhe e repará-lo, mas enquanto isso fazia nos retiramos
juntos no leito.

Vol 2 – Abril 16, 1899

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No momento em que Jesus dizia estas palavras lembrei-me de certas tentações do demônio
que haviam produzido em mim um pouco de desconfiança, mas Jesus com seu olho vigilante,
de imediato me tomou novamente junto a Si, e nesse mesmo instante senti-me a tirar de dentro
de mim essa desconfiança. Seja sempre bendito o Senhor, que tem tanto cuidado desta alma
tão miserável e pecadora.

Vol 2 – Maio 2, 1899

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Então, tomando um ar mais aflito acrescentou:
“Minha filha, o que será de tantas obras, mesmo boas, feitas sem reta intenção, por
costume e com fins de interesse? Qual não será sua vergonha no dia do juízo, ao ver tantas
boas obras em si mesmas, mas murchas por sua intenção, que em vez de dar-lhes honra como
a tantos outros, as mesmas ações produzirão vergonha? Porque não são as grandes obras que
olho, mas a intenção com a qual se fazem, aqui está toda a minha atenção”.
Vol 2 – Maio 7, 1899

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Olha um pouco para estas almas, dizem-se devotas enquanto as coisas vão à sua maneira, depois uma pequena coisa, se não forem longas as suas confissões, se o confessor não as satisfaz, perdem a paz e algumas chegam a
não querer fazer mais nada. Isto diz que não é minha Vontade que predomina, mas a
delas. Então acredite em mim, minha filha, você errou o caminho, porque quando eu vejo que
você realmente quer me amar, eu tenho tantas maneiras de dar a minha Graça”.

Vol 2 – Maio 16, 1899

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(6) Depois disto, senti-me fora de mim mesma juntamente com Jesus. Havia muitas pessoas,
que cobiçavam as riquezas, quem a honra, quem a glória e quem até a santidade, e tantas
outras coisas, mas não por Deus, mas para serem consideradas como algo grande pelas
outras criaturas. Jesus dirigindo-se a elas, movendo a cabeça lhes disse:
(7) “Que tolos sois, estais formando a rede para enredar-vos”.
(8) Depois, dirigindo-se a mim, disse-me:
(9) “Minha filha, por isso a primeira coisa que tanto recomendo é o desapego de todas as
coisas e até de si mesmo, e quando a alma se despegou de tudo, não tem necessidade de se
fazer força para estar longe de todas as coisas da terra, que por elas mesmas se põem a seu
redor, mas visto que não são levadas em conta, mas bastante desprezadas, dando-lhe um
adeus se despedem para não lhe dar mais incômodo”.

Vol 2 – Maio 23, 1899

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Eu queria continuar falando, mas Jesus me fazendo ver muitas almas devotas e mostrando
que não queria ouvir o que queria dizer, continuou dizendo:
“O que mais me desagrada nestas almas é a instabilidade em fazer o bem, basta uma
pequena coisa, um desgosto, mesmo um defeito, enquanto é então o tempo mais necessário
para estreitar-se a Mim, estas em troca, irritam-se, incomodam-se e deixam a metade o bem
começado. Quantas vezes eu preparei obrigado para dar-lhes, mas vendo-os tão instáveis, fui
obrigado a retê-los”.
Vol 2 – Junho 19, 1899

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E eu: “Ah! Senhor, como te vejo zangado. Se queres continuar a mandar castigos, eu quero
ir para o Céu, ou então quero sair deste estado. De que adianta estar nele se não posso mais
me oferecer vítima para livrar as pessoas?” E Ele, falando-me sério, tanto que me sentia
aterrado, disse-me:
“Tu queres tocar os dois extremos, ou que não faça nada, ou que tu queres vir. Não te
contentas com que as nações sejam perdoadas em parte? Crês tu que Corato seja o melhor e
o que menos me ofende? E o fato de o ter perdoado em parte em comparação com as outras
cidades é coisa de nada? Por isso, conforta-te e acalma-te, e enquanto Eu me ocupo em
castigar as nações, Tu me acompanhas com teus suspiros e com teus sofrimentos, pedindo-me
que os mesmos castigos sirvam para a conversão dos povos”.
Vol 2 – Outubro 21, 1899
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“Minha filha, que faça de maneira que todas as suas obras resplandeçam só de virtude, mas
especialmente lhe recomendo que não se intrometa nas coisas de família; se tem alguma
coisa, que se desfaça dela, se não tem, não quero que ele se intrometa; que deixe que as
coisas sejam feitas por quem deve e ele permaneça livre, sem se enfatizar nas coisas terrenas,
de outra maneira viria a incorrer na desventura dos demais, que a princípio, tendo querido
intrometer-se em alguma coisa de família, depois de todo o peso ter ficado nos seus ombros, e
Eu, somente por minha misericórdia, tive que permitir que não prosperassem, mas sim que
empobrecem e assim fazê-los tocar com a mão como inconveniente é a um ministro meu
enlamear-se nas coisas terrenas, enquanto, palavra que saiu da minha boca, que aos ministros
do meu santuário, desde que não tocassem nas coisas terrenas, jamais lhes faltaria o alimento
quotidiano. Agora, se a estes Eu os houvesse feito prosperar, teriam enlameado seu coração e
não teriam prestado atenção nem a Deus nem às coisas pertencentes a seu ministério; agora,
aborrecidos, cansados de seu estado, querem libertar-se mas não podem e isto é em castigo
pelo que não deveriam fazer”.
Depois lhe confiei a um enfermo, e Jesus me mostrava suas chagas, que lhe tinha feito
aquele enfermo. Eu tentei suplicar-lhe, aplacá-lo e repará-lo e parecia que aquelas chagas se
fechavam. E Jesus, toda a bondade me disse:
“Minha filha, hoje tu fizeste o ofício de um médico muito experiente, que procurou não só
aliviar, de ligar, mas também curar as chagas que me fez esse enfermo, por isso sinto-me muito
aliviado e aplacado”.

Vol 2 – Outubro 3, 1899

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“A minha justiça não pode continuar; sinto-me ferido por todos, por sacerdotes, por
devotos, por leigos, especialmente pelo abuso dos sacramentos: Quem não lhes presta
atenção, acrescentando os desprezos; quem os frequenta, deles fazem uma conversa de
prazer, e quem não estando satisfeito em seus caprichos, chega por isto a ofender-me. ¡ Oh!
como fica dilacerado meu coração ao ver reduzidos os sacramentos como aqueles quadros
pintados, ou como aquelas estátuas de pedra que de longe parecem vivas, mas se se aproxima
um se começa a descobrir o engano; e então se se faz por tocá-las, que coisa se encontra?
Papel, pedra, madeira, objetos inanimados, e fica desenganado de tudo. Assim são reduzidos
os sacramentos, para a maior parte não há outra coisa senão a aparência e ficam mais sujos
que limpos. E além disso, o espírito de interesse que reina nos religiosos, é para chorar, não te
parece que são todos olhos aí onde há um miserável lucro, até chegar a degradar sua
dignidade? Mas onde não há interesse, não têm mãos nem pés para mover-se nem sequer um
pouquinho. Este espírito de interesse enche-lhes tanto o interior, que transborda para o exterior
e até os próprios leigos sentem a peste, e escandalizados não têm fé em suas palavras. ¡¡¡ Ah
sim, ninguém deixa de me ofender! ; há quem me ofenda diretamente, e quem, podendo
impedir tanto mal, não se preocupa em fazê-lo, por isso não tenho a quem me dirigir. Mas Eu
os castigarei de maneira a torná-los inúteis, e a quem destruirei perfeitamente, chegarão a
tanto, que ficarão desertas as igrejas, sem ter quem administre os sacramentos”.
Interrompendo a sua palavra, toda espantada disse: “Senhor, o que dizes? Se há quem
abuse dos sacramentos, também há muitas filhas boas que as recebem com as devidas
disposições e sofrem muito se não as frequentam”.
E Ele: “Muito escasso é seu número, e além disso sua pena por não poder recebê-los,
servirá como uma reparação a Mim e para ser vítimas por aqueles que abusam”.

Vol 2 – Outubro 1, 1899

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