Estudo 31 O Evangelho como me foi revelado Cap444 – Escola da Divina Vontade


cap444 Valtorta (Revelação dos méritos de Jesus)   (baixepdf)
444.

Os dotes de Marziam. Lições sobre a caridade, a salvação, os méritos do Salvador.

30 de maio de 1946. (Ascensão)

-Onde foi que deixaste as barcas, Simão, quando vieste para Nazaré? pergunta-lhe Jesus, enquanto vai caminhando rumo ao nordeste, virado de costas para a planície de Esdrelon, indo para frente na direção do Tabor.

– Eu as fiz voltar para a pesca, Mestre. Mas eu disse que devem encontrar-se em Tariqueia de três em três dias… Eu não sabia quanto tempo haveria de ficar contigo.

– Muito bem. Quem de vós quer ir avisar à minha mãe e a Maria de Alfeu que venham encontrar-se conosco em Tiberíades? Na casa de José será o encontro.
– Fale quem deve ir, será melhor.

– Nesse caso, vão Mateus, Filipe, André e Tiago de Zebedeu. Os Mestre… nós todos gostaríamos de ir. Então, manda Tu quem é outros venham comigo a Tariqueia. Direis às mulheres o motivo do atraso. E que elas fechem as casas e venham. Estaremos juntos durante um mês inteiro. Ide. Pois aqui já está a encruzilhada. A paz es-IP. tela convosco. III’ Ele beija os quatro, que se separam, e continua a marcha com os outros.
Mas, depois de darem uns poucos passos, Jesus pára e observa Marziam, que vem andando com a cabeça inclinada, um pouco atrás. Quando o jovenzinho o alcança, Jesus lhe põe a mão por sob o queixo, fazendo-o levantar o rosto.

– Irias tu de boa vontade também a Nazaré?

– Sim, Mestre… Mas faze o que Tu quiseres.

– Eu quero que tenhas um conforto, meu filho… Vai… Corre atrás daqueles. A Mãe te consolará». E o beija e o deixa ir. Marziam se põe a correr, alcançando logo os quatro.

– É ainda um menino…, observa Pedro. – E está sofrendo muito…

Ele me dizia ontem à tarde, quando o encontrei dormindo num dos cantos da casa: “E como se tivessem morrido ontem meu pai e minha mãe… A morte do velho pai me reabriu completamente o coração…”, diz João.

– Pobre filho! Mas foi bom que ele estivesse presente àquela morte…, diz Zelotes.

-Ele tinha posto na cabeça a ideia de poder ajudar ao velho! Assim me dizia Porfirio, que ele fazia sacrifícios de toda espécie para Poder ajuntar o dinheiro. Trabalhou nos campos, buscou lenha para os fornos, pescou, deixou de comer os queijinhos e o mel para vendê-los. Tinha aquele espinho no coração e queria ter consigo o velho,.. mas…, diz Pedro.

– É um homem de propósitos sérios. Não lhe pesam os sacrifícios com que disciplina e o trabalho. Que belos dotes!. diz Bartolomeu

– Sim. É um bom filho e será um dos melhores discípulos. Vede com que disciplina ele se regula, mesmo nos momentos de maior perturbação… Seu coração aflito estava desejando a presença de Maria, mas ele não pediu para ir a ela. Ele compreendeu tão bem, o que é a força da oração, que se adiantou acima de muitos adultos, diz Jesus.

– Crês que ele faça os seus sacrifícios por alguma intenção prefixada?, pergunta Tomé.

– Disso tenho certeza.

– É verdade. Ontem, ele deu as frutas a um velho, dizendo-lhe: “Reza pelo pai de meu pai, que morreu há pouco tempo.;¨ Eu então o observei: “Ele está em paz, Marziam. Não crês que tenha sido válida a absolvição de Jesus?”.

E ele me respondeu: “Creio que foi válida. Mas eu penso que, ao oferecer sufrágios às almas, pelas quais ninguém reza, eu digo: se ao meu pai isto não é mais necessário, que estes sacrifícios sirvam para aqueles por quem ninguém reza.” E eu fiquei edificado com isso, diz Tiago de Alfeu.

– Sim, diz Pedro. Ontem mesmo, ele veio a mim, jogando-me os braços ao pescoço, pois ele é ainda menino em seus sentimentos. Disse-me: “Agora tu és mesmo o meu pai… e eu te entrego o que a tua bondade me tinha feito ajuntar. Aquele dinheiro não serve mais ao velho pai… e tu e Porfiria fazeis tanto por mim„ .” Eu, tendo dificuldade em reter as lágrimas, lhe respondi: “Não, meu filho. Vamos usar aquele dinheiro dando esmolas aos velhos necessitados, ou para orfãozinhos pobres, e Deus usará as tuas esmolas para aumentar a paz do pobre velho.”

E Marziam me deu dois beijos tão fortes, que… eu não fui capaz de reter as lágrimas. E, corno te esta ‘ eido, Bartolomeu, por te teres feito pagador das despesas. Ele agradecia: “Para mim as honras prestadas ao velho não têm preço. Vou dizer ao Bartolomeu que me torne para seu servo”
– Oh! Pobre filho! Nem por uma hora. Ele serve ao Senhor e edifica a todos nós. Eu prestei honras a um justo. Eu o podia fazer, porque o meu nome é conhecido e, para mim, é fácil achar quem vá antes de mim. Em Betsaida vou prover ao pagamento da pequena dívida, que afinal, foi uma ninharia.

– Sim, diz Jesus. Como dinheiro é pouca coisa, pois que os de Jezrael foram generosos. Mas o teu amor para com o condiscípulo não foi nenhuma ninharia. Porque todo ato de amor é de grande valor… Vós vos estais formando para este amor ao próximo, que é a segunda parte do preceito básico da Lei de Deus, mas que, na verdade, tinha sido muito deixado de lado em Israel. Os muitos preceitos, as minuciosidades vieram ocupar da forma profunda, simples e completa a Lei do Sinai, vendo desfigurar a primeira parte do preceito básico, reduzindo-o a um montão de ritos exteriores, aos quais falta o que lhes dá a consistência, o valor, a verdade, isto é, falta-lhes a aderência ativa do interior com as obras que manda cumprir, com as tentações que ensina a superar, por meio das obras do culto externo. Que valor pode ter, aos olhos de Deus, a ostentação de um culto, quando depois, no interior do coração, não se ama a Deus, não nos aniquilamos no amor cheio de veneração a Deus, deixando de adorá-lo e admirá-lo, para dar amor às coisas por Ele feitas e, em primeiro lugar ao homem, que é a obra-prima da Criação terrestre?

Estais vendo em que consistiu o erro de Israel? Foi o de ter feito de um único preceito dois preceitos, continuando, tendo, mais tarde, com a decadência espiritual, separado o segundo do primeiro, como se corta um ramo inútil. Não era um ramo inútil, nem eram dois ramos. Era um único tronco que, desde sua base, se havia ornado com as singulares virtudes dos dois amores. Olhai aquela figueira grande, que nasceu lá em cima, naquele outeiro. Nasceu lá espontaneamente e, quase desde a raiz, isto é, mal brotou do chão, apareceu já com dois ramos, tão perto um do outro que as duas cascas aderiram a de um com a do outro. Mas cada um dos dois lançou depois suas copas para os lados, de um modo tão bonito, que deram o nome de “Casa da Figueira Gêmea” a este pequeno lugarejo, que está sobre esta pequena colina. Pois bem. Se alguém quisesse agora separar os dois troncos, que no princípio são um só tronco, precisaria fazer uso do machado ou do serrote. Mas que faria? O que faria era matar a planta ou, se fosse tão perito em manejar o machado e o serro-te, de modo a ferir só um dos dois troncos, dos dois salvaria um, mas o Outro inexoravelmente morreria e o supérstite, embora vivo, estaria mal em sua vida, ficaria triste sem produzir mais fruto ou muito Pouco fruto. Foi isso mesmo que aconteceu em Israel. Quiseram dividir, separar as duas partes, que estavam tão bem unidas, a ponto de formarem uma só coisa, quiseram retocar o que já estava perfeito. pois toda obra de Deus é perfeita.

E, por isso, se Deus no Sinai deu a ordem de amar ao Deus Santíssimo e ao próximo, em um único preceito, é claro que não são dois preceitos, que podem ser praticados independentemente um do outro, mas são um só preceito. E, não me bastando nunca formar-vos para esta sublime virtude (caridade), a que sobe com a alma ao Céu, porque é a única que continua a existir no Céu, por isso insisto sobre ela, que é a alma de toda a vida do espírito (caridade), sob qual perde a vida, se perder a Caridade, porque perde a Deus.

Ouvi-me. Fazei de conta que à vossa casa venham bater um dia dois esposos muito ricos, pedindo hospedagem para toda a sua vida. Vós podereis dizer: “Aceitamos o esposo, mas não queremos a esposa”, sem quererdes ouvir isto que o esposo responde: “Assim não pode ser, porque eu não posso separar-me da carne da minha carne. Se vós não a quereis acolher, eu também não posso ficar junto de vós e vou-me embora com todos os meus tesouros, dos quais eu vos teria feito participantes?”

Deus está unido à Caridade. Esta é verdadeiramente mais íntima do que o amor de dois esposos, que se amam intensamente como espírito do seu Espírito. A Caridade é o próprio Deus. A Caridade não é mais do que o aspecto mais ostensivo (que se revela por evidências), e mais ilustrativo de Deus. Entre todos os seus atributos, ela é o atributo-rei, o atributo-origem, porque todos os outros atributos de Deus ainda nascem da Caridade. Que é o Poder, senão a Caridade que age? Que é a Sabedoria, senão a Caridade que ensina? Que é a Misericórdia, senão a Caridade que perdoa? Que é a Justiça, senão a Caridade que exorta… E Eu poderia continuar assim, tratando de todos os atributos de Deus.

Agora, conforme o que acabo de dizer, podeis vós pensar que quem não tem a Caridade tem a Deus? Não tem. Pode ele possa acolher a Deus e não a Caridade? A Caridade que é única,  abraçando o Criador e as criaturas, e que não se pode ter dela somente uma metade, aquela que se dá ao Criador, sem que se tenha também a outra metade, a que se deve ter para com o próximo.
Deus está nas criaturas. Nelas está com o seu sinal indestrutível, com os seus direitos de Pai, de Esposo, de Rei. A alma é o trono Dele, seu corpo, seu templo. Mas o que não ama um seu irmão, o despreza,, despreza, faz sofrer e desconhece o Dono do casa do seu irmão, o Esposo (Deus), e é natural que este grande Ser, que é tudo, e que está presente em um irmão, em todos os irmãos, tome como feita a Si a ofensa feita ao ser menor, à parte do Todo, isto é, a cada homem.

Por isso Eu vos ensinei as obras de misericórdia corporais e espirituais, por isso Eu vos ensinei a não julgar, a não desprezar, a não repelir os irmãos, tanto bons como maus, fiéis ou gentios, amigos ou inimigos, ricos ou pobres. Quando em um tálamo (ventre materno) se realiza uma concepção, esta se realiza com um mesmo ato, tanto em um tálamo de ouro, como sobre a esteira do estábulo. E a criatura que se forma no seio de uma rainha não é diferente da que se forma no seio de uma mendiga, mas é igual em todos os pontos da terra, seja qual for a religião delas.

Todas as criaturas nascem como nasceram Abel e Caim do seio de Eva. E à igualdade da concepção, formação e modo de nascer dos filhos de um homem e de uma mulher sobre a terra, corresponde a uma outra igualdade no Céu, a criação de uma alma a ser infundida no embrião para que ele seja de homem e não de animal, o acompanhe, desde o momento em que foi criado até a morte, e lhe sobreviva na esperança da ressurreição universal para se unirem de novo, agora, no corpo ressuscitado, e receber com ele o prêmio ou o castigo. O prêmio ou o castigo, de acordo com as ações praticadas durante a vida terrena. Para que não fiqueis pensando que a Caridade seja injusta e que só porque muitos não serão de Israel ou de Cristo, mas sendo virtuosos na religião que seguem, convencidos de que ela é verdadeira, tenham que ficar para sempre sem prêmio. Depois do fim do mundo, não sobreviverá outra virtude, a não ser a caridade, isto é, a união com o Criador de todas as criaturas, que viveram com justiça.

Não haverá muitos céus, um para Israel, um para os cristãos, um para os católicos, um para os gentios, um para os pagãos. Não haverá mais de um. Haverá um só Céu. Portanto, haverá um só prêmio: Deus, o Criador, que se reúne com suas criaturas que viveram na justiça, nas quais, pela beleza dos espíritos e dos corpos dos Santos, admirar-se-á de Si mesmo, com uma alegria de Pai e de Deus. Haverá um só Senhor. Não um Senhor para Israel, outro para o Catolicismo, outro para cada uma das outras religiões.

Agora vou revelar-vos uma grande verdade. Lembrai-vos dela.  Transmiti-a aos vossos sucessores. Não fiqueis sempre esperando que o Espírito Santo esclareça as verdades, depois de anos e séculos de obscurantismo. Ouvi. Vós talvez direis: “Mas, então, que vantagens há em sermos da religião que é santa, se no fim do mundo iremos ser tratados todos do mesmo modo, como o serão os gentios?” Eu vos respondo: É a mesma a justiça que há, é uma verdadeira Justiça para aqueles que, mesmo sendo da verdadeira religião santa, ainda não forem felizes, por não terem vivido como santos. Um pagão virtuoso, somente por ter vivido virtuosamente, convencido de que sua religião era boa, terá, no fim, o Céu. Mas, quando? No fim do mundo, quando, das quatro moradas dos mortos, só duas subsistirão, isto é, o Céu e o Inferno.

Porque a Justiça, naquele momento, só poderá conservar e dar os dois reinos a quem, da árvore do livre arbítrio quis escolher os frutos bons ou quis os frutos maus. Quanto se terá que esperar antes que um pagão virtuoso chegue àquele prêmio!? Não pensais nisso??

E essa espera, especialmente a partir do momento no qual a Redenção, com todos os seus consequentes prodígios, já se tiver verificado, o Evangelho tiver sido pregado, é que será a purificação das almas, que viveram como justas em outra religião, mas não puderam entrar na verdadeira Fé, depois de a terem conhecido como existente e de provada realidade. Para esses o Limbo, pelos séculos dos séculos até o fim do mundo. Para os que creem no verdadeiro Deus, mas não souberam ser heroicamente santos, haverá um longo purgatório que para alguns poderá terminar no fim do mundo.

Mas, depois da expiação e da espera, seja qual for a sua proveniência, estarão todos à direita de Deus. E os maus, seja qual for a sua proveniência, à esquerda, e depois, no Inferno horrível, enquanto o Salvador entrará, com os bons, no Reino eterno.

– Senhor, perdoa, se eu não te entendo. O que estás dizendo é muito difícil… pelo menos para mim… Tu dizes sempre que és o Salvador e que redimirás aos que creem em Ti. E, então, aqueles que não creem, ou porque não te conheceram, por terem vivido antes de Ti, ou então, como é grande este mundo, por não terem tido notícia de Ti, como poderão ser salvos?, pergunta Bartolomeu.

Eu já to disse: pela vida de justos deles, por suas boas obras pela fé deles, que eles creem ser a verdadeira. Mas eles não recorreram ao Salvador…

— Mas o Salvador sofrerá também por eles. Não fazes ideia filho de Tolmai, de qual seja a amplitude de valor que terão os meus méritos de Homem-Deus.

-Meu Senhor, sempre menores que os de Deus, que aos que Tu tens, desde todo o sempre.

– Resposta justa e não justa resposta. Os méritos de Deus são infinitos, dizes tu, Tudo é infinito em Deus. Mas Deus não tem méritos, no sentido de não ter merecido. Ele tem os atributos de suas próprias virtudes. Ele é o que é: a Perfeição, o Infinito, o Onipotente. Mas, para merecer, precisa cumprir, com esforço, alguma coisa que seja superior à nossa natureza. Não é um mérito comer, por exemplo. Mas pode granjear um mérito o saber comer, por exemplo. Pois pode granjear um mérito, o saber comer moderadamente, fazendo até verdadeiros sacrifícios para dar aquilo que economizamos aos pobres. Também não é nenhum mérito estarmos calados. Mas o pode ser, quando o fazemos para não rebater a uma ofensa. E assim por diante. Agora tu compreendes que Deus não tem necessidade de esforçar-se, pois é Perfeito e Infinito. O Homem-Deus pode esforçar-se a Si mesmo, humilhando a infinita Natureza divina sob uma limitação humana, vencendo a natureza humana, que não está ausente, nem é metafísica nele, mas é real com todos os sentidos e sentimentos, com as suas possibilidades de sofrimento e de morte, com sua vontade livre. Ninguém ama a morte especialmente se ela é dolorosa, se é antes do tempo e não merecida. Ninguém a ama. E, no entanto, todo homem deve morrer. Por isso, ele deverá olhar para a morte, com a mesma calma com que ele vê ir-se acabando tudo o que tem vida. Pois bem. Eu me esforço com minha humanidade para amar a morte. E não só isso. Eu escolhi a vida para poder ter a morte. Pela humanidade. Por isso na minha veste de Homem-Deus adquiro aqueles merecimentos que, permanecendo Deus. Eu não podia adquirir. E com eles, que são infinitos por causa da forma com que os adquiro, pela natureza divina unida à humana, pelas virtudes da Caridade e da Obediência, com as quais Eu me coloquei em condições de os merecer pela Fortaleza, Justiça, Temperança e Prudência, por todas as virtudes que Eu pus no meu coração para torná-lo agradável a Deus, meu Pai.

Eu terei um poder infinito, não só como Deus, mas como homem que se imola por todos, ou seja, que atinge o limite máximo da Caridade. É o sacrifício o que dá merecimento. Eu completo o sacrifício e completo o mérito. Perfeito o sacrifício e perfeito o mérito. E esse merecimento pode ser usado, segundo a santa vontade da vítima, à qual o Pai diz: “Seja como tu queres”, porque ela o amou sem medida, amou o próximo sem medida. Eis que Eu vo-lo digo. O mais pobre dos homens pode ser o mais rico e beneficiar um número sem medida de irmãos, se ele souber  até ao sacrifício. Eu vo-lo digo: Ainda que não tivésseis nem mesmo uma migalha de pão, um copo d’água, uma veste esfarrapada, vós sempre podeis fazer benefícios. Como? Rezando e sofrendo pelos irmãos. Fazendo benefícios a quem? A todos. De que modo? De mil modos, todos santos, porque, se vós souberdes amar, sabereis agir como Deus, ensinar, perdoar, administrar, e, como o Homem-Deus, até redimir.

-Senhor, dá-nos essa Caridade, suspira João.

– Deus vô-la dá, porque a vós Ele se doa. Mas vós deveis acolhê-la e praticá-la sempre com maior perfeição. Nenhum acontecimento deve ser por vós separado da caridade. Desde os materiais até os do espírito. Que tudo seja feito com caridade e pela caridade. Santificai as vossas ações, as vossas jornadas, ponde o sal em vossas orações e a luz em vossas obras. A luz, o sabor, a santificação e a Caridade. Sem esta, são nulos os ritos, vãs as orações e falsas as ofertas. Em verdade, Eu vos digo que o sorriso com que um pobre vos saúda como a irmãos, tem mais valor do que um saco de moedas que alguém jogar a vossos pés somente para ser notado. Sabei amar e Deus estará convosco sempre.

– Ensina-nos a amar assim, Senhor.

– Há dois anos que Eu vos venho ensinando. Fazei o que me vedes fazer e estareis na Caridade e a Caridade estará em vós, e sobre vós estará o selo, o crisma, a coroa que vos fará verdadeiramente reconhecer como ministros de Deus-Caridade. Agora à sombra deste lugar. Aqui há grama abundante e sempre temperam o calor. Continuaremos a viagem à tarde…

 

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