Meditação 1 – Vida Intima de Ns Senhor Jesus Cristo – Monja Maria Cecilia Baij


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INTRODUÇÃO DA SERVA DE DEUS

MARIA CECILIA BAIJ

Começando a escrever uma obra, inteiramente sem saber como, confesso ter repugnância.  Contudo, obrigada pela ordem da santa obediência, pus mãos a obra. Com toda a sinceridade de alma declaro que sou amais  vil, indigna e  abjeta criatura que se encontra na terra. Se meus escritos forem alguma coisa verdadeiramente de Deus, participação de sua divina bondade, — o que eu não quero julgar de modo algum, e somente me confio ao conhecimento de meu diretor e de qualquer pessoa que ler esta obra — admire-se a Divina Providência, que se dignou fazer mais destacada a sua misericórdia, sua infinita bondade e condescendência ao comunicar-se à pessoa mais vil e indigna que se encontra sobre a terra, a saber, a mim, pecadora muito grande, totalmente incapaz das graças divinas e dos favores do Esposo celeste, completamente ignorante de todas as coisas.

Efetivamente, confesso ser um canal de argila muito vil, pelo qual a divina benevolência se compraz em fazer correr as águas salutares de suas divinas graças e de sua celeste doutrina — se, não obstante como disse, for assim, porque eu, por minha indignidade, não sou induzida a crê-lo a não ser com muita dificuldade e grande temor; mas me tranquilizo, por causa da obediência àquele que me dirige e entrego-me inteiramente às mãos daquele Deus que “levanta o pobre do pó e do esterco tira O infeliz”. Confesso, no entanto, que ao ouvir a voz do Esposo, Jesus, que, de modo suave se digna falar a meu coração, experimento todos aqueles efeitos que a divina graça costuma operar em semelhantes casos na alma. Todavia, estou sempre preocupada com o temor de estar enganada, e este temor me é uma cruz, uma defesa, a fim de que a torrente das consolações não chegue a inundar minha alma. Sem dúvida, isto aconteceria, se eu perdesse o temor de que falei e se reconhecesse em mim qualquer mérito diante do Altíssimo ou ainda algumas virtudes; mas, encontrando-me totalmente desprovida e cheia só de misérias e pecados, não posso deixar de temer e duvidar continuamente. Isto, no entanto, não me impede de seguir a obediência e de dar crédito à voz do dileto e amado Esposo.

Digo, portanto, a quem ler esta obra — se para minha confusão, chegar por acaso a outras mãos — acreditar com certeza que à matéria foi escrita só por mim, porém foi toda ouvida e ditada pela voz interior de um modo admirável e particular.

Entrego-me, porém, como afirmei acima, ao juízo de quem ler, enquanto declaro escrever só por obediência. isto me tranquiliza, deixando que os outros julguem aquilo que provém de mim mesma e o conteúdo de meus RE doa Qualquer pessoa que ler esta obra, peça ao Altíssimo que me perdoe, me assista, ilumine e conceda a graça de corresponder às suas misericórdias e não ceder  que acontece como os canais de lenha que, após serem consumidos pela corrente de águas, são lançados ao fogo para arderem;

Que abençoe esses escritos, suas tantas doutrinas salutares, que eu não seja consumida pela negligência, tibieza e soberba. Livre-me Deus, por sua infinita piedade! Amém”.

PRÓLOGO DE JESUS

Duas são as vidas que tem o homem sobre a terra, isto é, uma é a exterior, a vida ativa: e a outra é a interior, a contemplativa. Uma é manifesta a todos, a outra apenas a mim. Estas duas vidas, no entanto, são tão unidas que, quando bem conjugadas, uma não impede o exercício da outra. E, quando o viver, seja de uma ou de outra, é dirigido para minha maior glória, são de tal maneira unidas que qualquer pessoa pode conhecer pela perfeição de uma a sublimidade da outra; de fato, percebereis nesta obra de vida interior, como se lhe coaduna também a exterior. Ainda que minha vida exterior fosse desdenhada pelos ímpios, era aplaudida e admirada pelos justos e agradava muito a meu Pai eterno, como efetivamente o testemunhou no Jordão e no Tabor com as palavras: “Este é o meu filho amado, no qual ponho as minhas complacências” (Mt. 3:17).

Não te admires, amadíssima esposa, se eu, antes de te manifestar qual foi minha vida interior, explico-te o modo como vive cada homem na terra, isto é, vida interior e exterior, a fim de que estejas bem persuadida e escrevas com segurança tudo aquilo que te ordeno e te confirma a obediência. E parecendo ser uma coisa tão difícil, verás não só ser uma coisa tão fácil, mas ainda sumamente consoladora e de proveito espiritual. Anima-te, pois, caríssima, não temas coisa alguma em contrário, pois tudo te manifestarei com todo aquele amor que te tenho como minha esposa muito querida.

Quero, no entanto, que correspondas a tal amor, procurando imitar-me em tudo o que no passado te manifestei e ei de manifestar ainda mais para o futuro, nesta obra que justamente quero que escrevas, a fim de se imprimir melhor em teu coração como sucedia a Davi com a minha lei:
A vossa lei tenho-a fixa em meu coração” (Sl. 39:9), e dirás: “Quero ter a vossa vida em meio de meu coração” e poder imitá-la perfeitamente é ser assim minha verdadeira e fiel esposa.

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