Livro do Céu – Volume 1 – Cap. 6 – Jesus continua sua obra na alma.

O meu reino da Divina Vontade no meio de criaturas

– LIVRO DO CÉU –

O chamado da criatura em ordem, em seu lugar e no propósito para o qual foi criada por Deus

Diário da serva de Deus 

LUISA PICCARRETA a filhinha da Vontade Divina

Volume 1 °


6 – Jesus continua sua obra na alma: Ele a separa dela mesma, 
purificando todo o interior do seu coração.

Quando o Divino Mestre me libertou do mundo externo, Ele colocou a mão para purificar o meu interior e, com uma voz interna, disse-me: “Agora estamos sozinhos, não resta mais ninguém para nos perturbar; você não está mais feliz agora, do que antes quando precisava satisfazer os outros? Veja, apenas um é mais fácil satisfazer; você deve pensar que Eu e você estamos sozinhos no mundo. Prometa-me ser fiel e derramarei em ti,  tantas e muitas graças a ponto de você permanecer sempre muito maravilhada”.

Depois, Ele me disse: “Sobre você, fiz ótimos projetos, se ficares unida a Mim! Quero fazer de ti,  uma imagem perfeita minha, desde quando nasci até a morte. Vou ensinar a ti como fazer isso um pouco de cada vez.” E aconteceu assim. Todas as manhãs, depois da Comunhão, Ele me dizia o que eu deveria fazer no meu dia. Vou dizer tudo brevemente, pois depois de tanto tempo é impossível lembrar-me tudo.

Certamente não me lembro de tudo, mas parece-me que a primeira coisa que me disse para ser necessário, era purificar o interior do meu coração com a aniquilação de mim mesma, que é a humildade. E Ele continuou a me dizer:

Veja, para fazer isso em seu coração [eu] derramarei minhas graças, Eu realmente quero fazer você entender que não podes fazer nada por si. Olho muito bem para aquelas almas que atribuem a si mesmas o que fazem, querendo fazer tantos roubos de minhas graças. Em vez daqueles que se conhecem como realmente são (nada sem Deus), Sou livre nessas almas humildes, para derramar minhas graças em torrentes, sabendo muito bem que essas não se referem a elas mesmas o que sabem e o que fazem, Sou grato a elas, essas fazem a estima que é apropriada, vivem com um medo contínuo de que, se Comigo não combinam, Eu possa tirar o que já dei (de graças e dons), sabendo que não é o que eles gostam. Pelo contrário, em corações cheios de orgulho: não posso nem entrar no coração deles, porque não há lugar para eles mesmos se incharem de si próprios; esses pobres não levam em consideração minhas graças e passam de cair em cair em ruínas. Portanto, eu quero que neste dia que [Você] faça atos contínuos de humildade, eu quero que tu sejas como uma criança vestida com panos que não pode mover nem um pé para dar um passo, nem uma mão para operar, mas tudo [está] esperando da mãe; para que você fique perto de mim como uma criança, sempre orando para eu vir ajudá-la, confessando [sempre] seu nada, enfim, esperando tudo de mim”.

Então, tentei fazer o máximo possível para agradá-lo: me enrolei, me aniquilei e, às vezes, chegava tão perto de me sentir quase desfeita, para não poder operar, nem dar um passo, nem mesmo respirar, se Ele não me amparasse.

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